30 de abril de 2004

"Kill Bill - Vol.2" por César Nóbrega


E, agora, que fazemos nós sem filmes novos de Tarantino?


"O meu super-herói favorito é o Super Homem" diz a certa altura Bill (David Carradine) para a sua mais que resistente e eterna Noiva (Uma Thurman). É que, "ao contrário dos outros super-heróis, o Batman ou o Homem Aranha, que acordam todos os dias como Bruce Wayne e Peter Parker sendo os super heróis o seu alter ego, o Super Homem acorda todos os dias como Super Homem e o seu alter ego é Clark Kent, o jornalista". O homem predestinado a morrer vai mais longe na sua apreciação das bandas desenhadas de super heróis: "Clark Kent é a imagem que Super Homem faz da raça humana, cobarde". Para Bill, o Super Homem é como a Noiva (aka Black Mamba), todos os dias ela acorda como assassina e um dia vai descobrir um alter ego - mãe - Bill parece querer dizer que, igualmente, cobarde. Engana-se...
O realizador norte-americano, Quentin Tarantino, está de regresso com o segundo volume, de "Kill Bill", a sua homenagem ao cinema oriental e ao western spaghetti, entre outros. Na primeira parte, as artes marciais ocuparam grande parte da acção. Agora, voltam os diálogos absolutamente fabulosos, como o monólogo acima transcrito parece provar. No entanto, continua tudo o que une os amantes do cinema de Tarantino, vai para uma dúzia de anos, altura em que saiu "Cães Danados". O norte-americano de 41 anos bebe inspiração em todos os filmes que foi vendo ao longo da vida e depois prepara um verdadeiro "cocktail" explosivo a que é impossível ficar indiferente, goste-se ou não.
Depois de ter "despachado", no primerio volume de "Kill Bill", O-Ren Ishii (Lucy Liu) e Vernita Grenn (Vivica Fox), por lhe terem estragado a festa de casamento, a Noiva vai à procura dos restantes três implicados no massacre, Elle Driver (uma maravilhosa Daryl Hannah, que no volume 1 vimos vestida de enfermeira e a assobiar Bernard Herrman) Budd (Michael Madsen, o cowboy da orelha cortada em "Cães Danados" e que recusou fazer o papel de John Tarvolta em "Pulp Fiction" e se deve ter arrependido para a vida), e obviamente, Bill (David Carradine, o Caine de "Kung Fu", a prova que nem sempre acertamos à primeira, já que foi a segunda hipótese para o papel, depois de Warren Beaty ter visto em Bill apenas umas cenas de acção).
São muitas as perguntas que ficaram para responder no volume 2 de "Kill Bill". Nomeadamente, quem é o Bill, porque se tornou tão mortífera, a também conhecida por "Black Mamba" e se o facto de a sua filha ainda estar viva, como Bill deixa no ar no final do volume 1, vai fazer com que ela não o mate. A minha resposta favorita é a segunda, a parte da especialista em artes marciais e implacável assassina. A jovem é levada por Bill ao mestre Pai Mei (Gordon Liu), um exímio lutador de artes marciais que detesta tudo o que seja ocidental, desde loiras aos americanos, e que a vai ensinar a ser "Black Mamba".O tom sujo com que as cenas com o mestre chinês são apresentadas levam-nos à série "Kung Fu", que ocupou as tardes de Sábado de muitos de nós nos anos 70, e que tinha como protagonista David Carradine. E, já agora, que bem que sabe ouvir estes anos depois o tema tocado pelo próprio, na flauta. Contudo, "Kill Bill - vol 2" é muito mais um western spaghetti que um filme de artes marciais, não só pelo ambiente e cenários, mas também pela gestão dos silêncios e pela música. Aliás, a banda sonora é uma mais valia. Quentin Tarantino sempre soube compilar uma mão cheia de canções. O método de pilhagem usada nos filmes é reciclado para as bandas sonoras e voilá… de Johnny Cash a Ennio Morricone, passando por Urami Bushi ao mexicano Lole Y Manuel, tudo é construído milimetricamente para cada cena. Uma das últimas canções do filme é escrita pelo realizador Robert Rodriguez ("Desperado", 1995; "From Dusk Till Dawn", 1996; "Once Upon a Time in Mexico", 2003).
Quentin Tarantino continua a deliciar-nos com o seu cinema, esperemos que não demore mais seis anos para fazer outro!
Um nota final para os agradecimentos. O realizador norte-americano agradece a Charles Bronson, Lucio Fulci, Sérgio Leone, mas deixa de for a Bruce Lee, de quem Uma Thurman vestiu o fato de treino amarelo que vemos no volume 1, de "Kill Bill".


Título Original: "Kill Bill: Vol. 2" (EUA, 2004)
Realizador: Quentin Tarantino
Intérpretes: Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hannah, Michael Madsen e Chia Hui Liu
Argumento: Quentin Tarantino e Uma Thurman
Fotografia: Robert Richardson
Música: RZA e Robert Rodriguez
Género: Acção / Thriller / Drama
Duração: 136 min
Sítio Oficial: http://killbill.movies.go.com


Manter a tradição



Os filmes "Harry Potter" tinham uma regra muito simples, o elenco seria totlamente britânico e não seria admitidas excepções. Isso desiludiu muito actores como Robin Williams que desejavam colabaram no mega-projecto. Agora foi feita uma excepção e no quarto filme, "Harry Potter and the Goblet of Fire", será John Malkovich, americano com origens croatas e uma paixão por Portugal, a interpretar o vilão Valdemort. Foi referido algumas vezes que esse papel seria para Rowan Atkinson.

Um dos filmes de James Bond mais conhecidos é "Casino Royale" com Sean Connery já afastado do papel. Brosnan manifestou o seu apoio a um possível remake do filme dirigido por Tarantino. Como neste momento os produtores pensam em trocar de actor, Brosnan poderia seguir o exemplo do Bond pioneiro e fazer um "Casino Royale" após abandonar a personagem...

29 de abril de 2004

Quiz


Iniciamos ontem um quiz que será semanalmente alterado, com novas peguntas e por vezes questões ligadas a um único tema. Aconselho todos a participarem.


Scarlett Johansson também vai ser impossível




O elenco de "Mission: Impossible - 3" cresce a olhos vistos e os nomes são bastante sonantes. Depois de a Tom Cruise e Ving Rhames se juntarem Carrie-Anne Moss e Kenneth Branagh, agora é a vez de Scarlett Johansson, a estrela de "Girl With a Pearl Earing" e "Lost In Translation", se juntar às filmagens que serão dirigidas por Joe Carnahan, que apesar de ainda ser desconhecido já realizou uma produção de Tom Cruise, "Narc" (exibido no Fantasporto). O argumento deste filme como referimos algumas vezes está nas mãos de Frank Darabont e as filmagens decorrem na Alemanha.


A carreira da jovem tem sido grandiosa, o seu primeiro filme foi há dez anos e é o célebre "North" com Elijah Wood, Bruce Willis e Jason Alexander. O segundo foi "Just Cause" onde interpretava a filha de Sean Connery e Kate Capshaw, outros dos actores do filme são Laurence Fishburne, Ed Harris e Blair Underwood que também teve este filme como plataforma de lançamento. Depois destes dois fez um "Home Alone" (o terceiro), actuou ao lado de Sarah Jessica Parker e Ben Stiller em "If Lucy Fell", Robert Redford, Kristin Scott Thomas, Sam Neill, Dianne Wiest e Kate Bosworth em "The Horse Whisperer", Thora Birch e Steve Buscemi em "Ghost World", Billy Bob Thorton, Frances McDormand, James Gandolfini e Tony Shalhoub em "The Man Who Wasn't There", Nastassja Kinski em "An American Rhapsody", David Arquette em "Eight Legged Freaks" e quanto aos dois títulos indicados no início da notício escuso de referir o elenco pois decerto ainda ninguém esqueceu.
Para o futuro tem projectos com Helen Hunt, John Travolta, Dennis Quaid, Selma Blair, e "The Black Dahlia", de Brian de Palma com Mark Wahlberg e Josh Hartnett.

Entre os muitos troféus que recebeu estão vários de actriz revelação, um BAFTA, festivais como Toronto e Veneza ficaram rendidos ao seu talento, teve duas nomeações na última edição dos Golden Globes...

Veremos como se sai num verdadeiro blockbuster

28 de abril de 2004

Sondagem


Terminou hoje a sondagem da semana. À pergunta Estreias a quinta-feira. Decisao acertada?, 50 pessoas votaram do seguinte modo:


1. Sim - 42%
2. Nao ligo - 12%
3. Nao - 46%

A partir de hoje Qual a sequela / prequela que mais gostaria de ver no cinema?

Posters


27 de abril de 2004

Breves



  • Branagh junta-se aos impossíveis
    Após uma brilhante carreira teatral, Kenneth Branagh prova agora ser um dos actores mais apreciados no cinema. O seu primeiro grande filme foi "Frankenstein" que também dirigiu (com Robert de Niro, Helena Bonham Carter e Jonh Cleese entre muitos outros), seguiram-se alguns filmes Shakespearianos como Othello" e "Hamlet", algumas vozes em animações como "The Road to El Dorado" e "The Periwig-Maker". Entre as grandes produções onde apareceu a primeira de destaque foi "Wild Wild West", a que se seguiu "Harry Potter 2" com uma participação em "Rabbit-Proof Fence" pelo meio. O seu mais recente projecto é "Mission: Impossible 3" onde será possivelmente um vilão.
    Anda não estreou entre nós o seu último filme "Alien Love Triangle" de Danny Boyle com Courteney Cox e Heather Graham.

  • Madrid fica muda
    Começou no passado sábado no Centro Cultural Paco Rabal-Palomeras em Madrid um ciclo de cinema-mudo que ao longo das suas sessões a decorrer até 22 de Maio exibirá os melhores filmes dos dois grandes mestres do cinema mudo: Charlie Chaplin e Buster Keaton com filmes longos e curtos de ambos os artistas. A única excepção é feita para "The Great Dictator" que foi o primeiro filme falado de Chaplin. As sessões são gratuitas.
  • 23 de abril de 2004

    "50 First Dates" por César Nóbrega

    Não me lembra de ter lido em lado algum que rir faz mal à saúde, bem pelo contrário, quando era miúdo o meu médico de família adaptava a velha lenga-lenga "deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, e dizia, abreviando: "rir dá saúde e faz crescer". O mais recente filme de Peter Segal ("Terapia de Choque", 2003; "O Professor Chanfrado 2, 2000; "Naked Gun 33 1/3: The Final Insult", 1994) oferece-nos hora e meio de boa disposição, tratando de maneira civilizada um assunto muito sério. No entanto, há por aí muita gente com medo que, a rir, lhe caiam os dentes, mas desses não reza a história.
    Por falar em lenga-lengas, "A Minha Namorada tem Amnésia" tem um título péssimo, mas de facto, a namorada tem amnésia, e se dormir não cresce nem fica mais saudável, esquece-se de tudo o que viveu no dia anterior e recomeça de novo como se tratasse do dia em que sofreu o acidente que a fez ficar naquele estado. Todos os dias, Lucy (Drew Barrymore) sai de casa pensando que é um domingo de Outubro, em que, depois de tomar o pequeno almoço, vai apanhar ananáses com o pai. Num desses muitos dias, o veterinário Henry Roth (Adam Sandler) passa pelo mesmo café onde Lucy está a construir casinhas com os seus waffles. A maneira inocente como ela se comporta, desperta o sentimento mais nobre de todos, naquele garanhão habituado a engatar estrangeiras que vêm passar férias ao Havai, até ali habituado a abandonar as suas conquistas à porta do avião ou do barco, Henry vai, pela primeira vez, sentir algo parecido com o seu veneno. A sua paixão esquece-se todos os dias que o ama e ele é obrigado a conquistá-la dia após dia. Para os românticos, como eu, confesso, não há imagem mais bonita que, todos os dias ser forçado a conquistar a mulher que se ama, além de nunca se instalar a monotonia, é impossível não sentir nada, quando ela o sente, sempre, pela primeira vez. Por aí e pela minha parte, aplausos para o argumento de George Wing.
    Além da realização segura de Peter Segal, o homem saber o que faz, não o fizesse há alguns anos com evidente sucesso, como são os exemplos já enunciados, destaque para o elenco, Adam Sandler, que trabalhou para Segal em "Terapia de Choque" (2003) e produz o filme e a norte-americana Drew Barrymore, a Dylan Sanders dos "Anjos de Charlie" ou, para quem se lembra, a Gertie de E.T. - O Extraterrestre" (1982). Em segundo plano, Rob "Deuce Bigalow" Schneider como Ula um nativo com uma mão cheia de filhos e uma estranha paixão por tubarões, e Dan "Ghostbusters" Aykroyd, o Dr. Keats, o médico que trata Lucy.
    "Last, but not least", a banda sonora. Por ser uma comédia/romance, tinha de ter canções de amor, e tem! São versões de alguns dos clássicos da música pop. De "Hold me Now" de Tom Bailey e "Lips like Sugar" dos Echo and the Bunnymen, a "Slave to Love" de Bryan Ferry e "Every Breath you Take" dos Police, passando por "True" dos Spandau Ballet, ou "Drive" dos Cars. Nos originais, a banda sonora conta com "Wouldn't It Be Nice" dos Beach Boys, e "Could you be Loved" e "Is this Love" de Bob Marley.


    Título Original: "50 First Dates" (EUA, 2004)
    Realizador: Peter Segal
    Intérpretes: Adam Sandler, Drew Barrymore e Rob Schneider
    Argumento: George Wing
    Fotografia: Jack N. Green
    Música: Teddy Castellucci
    Género: Comédia / Romance
    Duração: 99 min
    Sítio Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/50firstdates/index.html

    21 de abril de 2004

    Cannes 2004 em movimento



    Aquele que é considerado por todos como o maior festival do mundo anunciou a sua lista de títulos a competição.
    O número de filmes a concurso foi diminuído (como em Veneza) de 18 para 20, tendo sido os filmes franceses os principais prejudicados com uma redução de cinco para três títulos. Em destaque o primeiro filme alemão desde Wim Wenders e o seu "In Weiter Ferne, So Nah!", Portugal mantêm-se longe desta grande mostra mundial de cinema.

    Abertura:


    "La Mala Educatión" de Pedro Almodovar

    Encerramento:


    "De-Lovely" de Irwin Winkler (realizador de "The Net", "At First Sight" e "Life as a House")

    Competição:


    "2046" de Wong Kar-Wai ("Fa Yeung Nin Wa", em português "Disponível para Amar" e "Chong Qing Sen Lin", exibido em Portugal com o título americano "Chungking Express"
    "Clean" de Olivier Assayas
    "Comme Une Image" de Agnes Jaoui ("Le Goût des Autres")
    "The Motorcycle Diaries" de Walter Salles ("Central do Brasil")
    "Die Fetten Jahre Sind Vorbei" de Hans Weingartner
    "Exiles" de Tony Gatlif
    "Fahrenheit 9/11" de Michael Moore ("Bowling for Columbine")
    "Innocence" de Mamoru Oshii ("Kôkaku Kidôtai", conhecido por "Ghost in the Shell", premiado no Fantasporto, este novo filme é a sequela)
    "Yeojaneun Namjaui Miraeda" de Hong Sang-Soo ("Oh! Soo-jung", exibido no Fantas com o título "Virgin Stripped Bare By Her Bachelors")
    "La Niña Santa" de Lucrecia Martel
    "Le Conseguenze dell'amore" de Paolo Sorrentino
    "Nobody Knows" de Kore-Eda Hirokazu
    "Oldboy" de Park Chan-Wook
    "Shrek 2" de Andrew Adamson, Kelly Asbury, Conrad Vernon (Adamson realizou o primeiro "Shrek", Asbury realizou "Spirit: Stallion of the Cimarron" e ainda colaboraram em filmes como "Toy Story", "The Nightmare Before Christmas", "The Little Mermaid", "The Prince of Egypt", "Beauty and the Beast")
    "The Ladykillers" de Joel e Ethan Coen que dispensam apresentações
    "The Life and Death of Peter Sellers" de Stephen Hopkins ("Nightmare On Elm Street 5", "Lost in Space", a série "Traffic" e episdódios de série "24")
    "Tropical Malady" -- Apichatpong Weerasethakul (venceu o troféu Un Certain Regard em Cannes 2002 com "Sud sanaeha")
    "Kad Je Zivot Bio Cudo" -- Emir Kusturica ("Crna Macka, Beli Macor", em português "Gato Preto, Gato Branco")



    Alguns filmes fora da competição:


    "Bad Santa"
    "Dawn of the Dead"
    "Kill Bill Vol. 2"
    "Troy"

    Breves



  • Moss para dois

  • Carrie-Anne Moss foi escolhida para o terceiro filme da trilogia "Mission Impossible". Outro Moss que está em grande é Craig Moss que com Steve Schoenburg vai escrever o remake de "Porky's", a produção do filme é da responsabilidade do imoral Howard Stern.


  • Ainda mais mortos para Zegers

  • O actor Kevin Zegers, conhecido pelos filmes "Air Bud" e que recentemente contracenou com monstros em "Wrong Turn" e em "Dawn of The Dead" (o primeiro já estreado e o segundo estreia amanhã a Portugal), brevemente será a estrela de "The Hollow", um remake baseado no conto de Washington Irving que anteriormente inspirou vários filmes (incluindo "The Legend of Sleeepy Hollow" de Tim Burton com um luxuoso elenco, Johnny Deep, Chrostina Ricci, Christopher Walken e Miranda Richardson entre outros).
    Esta nova versão apesar de ter menos nomes sonantes tem Judge Reinhold e Nicholas Turturro, irmão de John Turturro.

  • Subsídio para festivais

  • Após muita polémica em torno dos subsídios do ICAM para os festivais, especilamente no caso de Tróia, a Câmara do Porto decidiu fazer um contrato de patrocínio fixo e atribuir por três anos um subsídio de apoio. O valor relativo à edição de 2004 a ser entregue atrasado é de 25 mil euros, valor idêntico ao estabelecido para 2006. No ano das Bodas de Prata a quantia será superior, 40 mil euros. Para os anos vindouros a história será diferente pois a iniciativa vai ser repetida para alguns outros eventos como o FITEI e dependendo do sucesso essa medida poderá ser alterada.

    20 de abril de 2004

    Outra réstia de esperança para a animação Disney




    Para os fãs da animação Disney tradicional as notícias são bastante boas. Depois da Legacy Animation Studio foi a vez de outro punhado de animadores que colaboraram em clássicos como "The Lion King" e "Pocahontas" formarem um estúdio próprio, tendo para isso hipotecado as próprias casas. O nome é Project Firefly e prometem manter o espírito inicial Disney. Ambos os estúdios permanecem na Flórida.

    19 de abril de 2004

    A televisão no grande ecrã



    Depois da adaptação de bandas desenhadas provavelmente a melhor fonte de inspiração para filmes são as antigas séries de TV.
    "Charlie's Angels" foi um êxito, "Starsky & Hutch" desiludiu mas ainda tem tempo, "A-Team" será feito brevemente (George Clooney, Brad Pitt, Jim Carrey e Ving Rhames). Agora uma grande surpresa é o regresso de David Hasselhoff à origem, "Knight Rider", a popular série conhecida entre nós por "O Justiceiro". O actor também produzirá e garante que não quer fazer uma comédia como viu em "Starsky & Hutch".
    Nesta nova versão Hasselhoff terá um papel semelhante ao que outrora pertenceu a Edward Mulhare, e o papel principal será possivelmente para Ben Affleck que interpretará o filho de Michael Knight. William Daniels poderá manter o seu papel como a voz de KITT.

    17 de abril de 2004

    Méliès D'Or



    Foi escolhido há momentos o grande vencedor do Méliès d'Or. O Antestreia tem o prazer de anunciar em primeira mão que o filme escolhido foi "De Grønne Slagtere", conhecido pelo título inglês "The Green Butchers" e que no Fantas 2004 venceu os troféus de Melhor Filme, Actor e Realizador na Semana dos Realizadores.
    A juntar a essa vitória o segundo lugar obtido pelo filme português "I'll See You In My Dreams" na categoria das curtas-metragens (também foi exibido no Fantasporto deste ano onde venceu o Méliès d'Argent) faz com que o público conheça o elevado nível cinematográfico que o festival tem trazido a Portugal na área do cinema fantástico.
    Brevemente publicaremos uma análise completa do festival de Amsterdão, responsáveis pela entrega do prémio este ano, que o Antestreia teve o prazer de visitar.

    15 de abril de 2004

    "Starsky and Hutch" por Ricardo Clara



    Ponto prévio: este filme pouco ou nada nos dirá a nós, comuns portugueses que não tiveram a oportunidade de seguir uma série (se não a principal série) dos anos 70 nos EUA. Primeiro um pouco de história: "Starsky & Hutch" foi uma série televisiva nos idos anos 70 (1975 a 1979) que conquistou uma legião de seguidores, por várias razões: tinha uma das parelhas mais originais e mais bem conseguidas da história da televisão, com dois actores que se completavam na perfeição - Paul Michael Glaser no papel do Detective Dave Starsky e David Soul enquanto o original Ken Hutchinson; com eles contracenava um dos carros mais famosos da sétima arte (que ainda há pouco tempo foi votado como um dos melhores de sempre, junto com o Herbie e o Batmobile), um fabuloso Ford Torino de 1976 que encantou todos os espectadores da série, e por fim William Blinn, o criador de "Starsky & Hutch", autor de séries como "Bonanza" (1959), "The Invaders" (1967), "Fame" (1982) ou "Pensacola: Wings of Gold" (1997). Foi, sem dúvida alguma, o ponto de partida para muitos trabalhos do mesmo género que ainda hoje nos chegam à televisão ou ao cinema.
    Agora o filme que hoje estreia nas salas. Pelas mãos de Todd Phillips (o mesmo de "Road Trip" ou "Old School") é adaptada para cinema a parceria entre o Detective Dave Starsky (agora interpretado por Ben Stiler) e Ken Hutchinson (Owen Wilson). Starsky, um polícia cumpridor das regras e louco pelo seu carro (o Torino de 76) e Hutch, um boémio capaz de largar o trabalho por um copo e / ou por uma mulher, são agora confrontados com a obrigação de serem parceiros, por imposição do seu superior, o Capitão Doby (Fredy Williamson). Envolvidos num caso de homicídio e tráfico de droga, os polícias são obrigados a recorrerem a um informador, Huggy Bear (uma personagem horrendamente interpretada por Snoop Dog, um rapper norte americano que cai nitidamente no filme de pára-quedas), para poderem voltar à polícia, depois de causarem distúrbios e serem suspensos dos seus trabalhos.
    O filme não é mau, mas tendo como base a série original falha em algumas coisas. Realço, para começar, o trabalho de Stiler e Wilson, que funcionam muito bem em conjunto e possuem uma química especial que, apesar de não ser tão cativante como a da dupla Glaser / Soul, consegue proporcionar bons momentos de cinema. Igualmente a banda sonora, a cargo de Theodore Shapiro ("State and Maine", "Heist"), recupera inúmeros temas da série, proporcionando um ambiente bastante idêntico ao do original. Mas peca em alguns pormenores. A narrativa é fraca, pois o argumentista pressupõe, à partida, que o espectador conhece as particularidades dos dois polícias, despachando de forma muito rápida como eram Strasky e Hutch enquanto detectives que trabalhavam sozinhos, e deparamo-nos logo com pouco tempo de filme com uma dupla já formada, não em formação que nos deveria conquistar (é, portanto, um produto claramente a visar o público norte-americano). Destaque igualmente para Vince Vaughn no papel de Reese Feldman, um traficante de droga que inventa uma cocaína muito especial, e para uma pequena participação de Carmen Electra, uma cheerleader que é conquistada por Hutch e Juliette Lewis, como namorada de Feldman, uma actriz que chegou a estar nomeada para Óscar em 1992 por "Cape Fear" e que agora interpreta pequenos e irrelevantes papéis. Snoop Dog. Incrível, não entendo a razão de o colocar como... actor? no filme. Momentos de comédia. Surgem inúmeros gags, alguns bem concebidos, mas foge claramente à regra original (a série não tinha pendor cómico em quase nada do que apresentava), o que desvirtua de forma inequívoca uma importante linha do filme. Já o ambiente é tipicamente anos 70, e bastante interessante como consequência, bem como uma sequência final onde os verdadeiros Starsky e Hutch se encontram com a dupla do filme, numa cena nostálgica mas... descabida. Em suma, um objecto que merecia bastante mais trabalho para atingir um patamar mais elevado.


    Título Original: "Starsky & Hutch" (EUA, 2004)
    Realizador: Todd Phillips
    Intérpretes: Ben Stiler, Owen Wilson e Snoop Dog
    Argumento: William Blinn e Stevie Long
    Fotografia: Barry Peterson
    Música: Theodore Shapiro
    Género: Comédia / Acção
    Duração: 101 min
    Sítio Oficial: http://starskyandhutchmovie.warnerbros.com


    Novos posters





    14 de abril de 2004

    "Secret Window" por Ricardo Clara


    Aviso: contêm spoilers

    Quando ouve baterem à sua porta, o aclamado escritor Mort Rainey (Johnny Depp) estava incapaz de adivinhar (ou estaria?) que a sua vida iria mudar. Do outro lado da porta estava John Shooter (John Turturro), um escritor paranóico que afirma que Mort roubou o seu melhor conto, alterando apenas o final. A meio de um processo de divórcio da sua antiga companheira, Amy Rainey (Maria Bello), Rainey promete apresentar provas da originalidade da sua criação. Numa sequência de acontecimentos bárbaros e violentos, um final (in)esperado.
    Argumentista por natureza, David Koepp estreia-se aqui na realização da primeira produção que chega ao nosso país. Autor do argumento de "Panic Room", Koepp adapta e dirige aqui uma obra de Stephen King, "Secret Window, Secret Garden". Não sendo tão mau como a última obra de King adaptada para cinema (o inqualificável "Dreamcatcher"), "Secret Window" demonstra ser um filme bastante lento e demorado, precipitando-se num final instantâneo que, apesar de poder ser (in)esperado, não é novidade nenhuma. Com o decorrer da narrativa (que está muito bem estruturada), chega a ser cansativo e enervante esperar que algumas situações cheguem ao seu desenlace (o caso da revista de ficção científica, por exemplo). Talvez se justifique, pois o desenrolar argumentativo, apesar de extenuante, interliga perfeitamente com a condição mental de Mort Rainey, mas (e existe sempre um mas) será por vezes uma tareia exigente demais para o espectador, por muito necessário que seja. Que, aliás, é a pièce de resistence deste filme, pois temos a oportunidade de ver um excelente (para não variar) Johnny Depp, que altera entre o louco saudável e o saudável louco, levando o espectador a experienciar mímica e expressão facial próprias de um grande actor (o olhar de Depp no final transmite muito mais do que qualquer diálogo). Claro que não posso deixar de referenciar John Turturro, no papel do sádico John Shooter, bem como a belíssima Maria Bello, a (ainda) mulher de Mort Rainey. Com música do fantástico Philip Glass ("Naqoyqatsi" e "The Hours" (2002) e com claras influências do estilo de David Fincher, Koepp apresenta-nos um filme mediano mas que merece ser visto.


    Título Original: "Secret Window" (EUA, 2004)
    Realizador: David Koepp
    Intérpretes: Johnny Depp, John Turturro, Maria Bello e Timothy Hutton
    Argumento: Stephen King e David Koepp
    Fotografia: Fred Murphy
    Música: Philip Glass
    Género: Thriller / Terror
    Duração: 96 min
    Sítio Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/secretwindow


    Sondagem


    Terminou hoje a sondagem da semana. À pergunta Quantas vezes vai ao cinema por mês?, 42 pessoas votaram do seguinte modo:

    1. 1 - 10%
    2. 2 - 19%
    3. 3 - 12%
    4. 4 - 24%
    5. 5 - 7%
    6. Mais de 5 - 29%

    A partir de hoje: Estreias à quinta-feira. Decisão acertada?


    12 de abril de 2004

    Breves



  • Um novo "The Passion of Christ"?
    O tema pode ser um pouco diferente mas a polémica religiosa está a atingir uma proporção semelhante em bastante menos tempo. O mais recente filme de Almodóvar, "La Mala Educatión", viu os seus trailers serem retirados das 50 salas da Gaumont em França. O filme está ameaçado de boicote por um grupo de católicos ortodoxos por retratar abusos sexuais de padres sobre adolescentes nos colégios franquistas, consideram o filme contra a Igreja e a favor da homossexualidade e como tal a estreia prevista para daqui a um mês poderá ser uma gigantesca discussão religiosa.

  • Herói sempre
    Um banhista no Hawai teve a maior surpresa da sua vida quando teve uma câimbra e, pensando que ia morrer, aparece Schwartznegger para o salvar. O Terminator tinha ido passar férias com a família e estava lá na hora que era preciso. O último grande herói provou que mesmo na vida real e sendo um político, é capaz de salvar vidas.
  • 9 de abril de 2004

    "I'll See You In My Dreams" premiado



    Segundo a edição de hoje do "Público", a curta-metragem portuguesa "I'll See You In My Dreams", realizada pelo espanhol Miguel Angél Vivas, venceu ontem o Melies d'Or para melhor curta-metragem europeia fantástica. Recorde-se que o galardão Melies premeia os melhores filmes fantásticos europeus, sendo nomeados os filmes vencedores na respectiva categoria nos festivais europeus pertencentes à Federação Europeia de Festivais de Filmes Fantásticos, que são os seguintes:

    Itália - Roma

    Finlândia - Espoo

    Espanha - Sitges (site n/d)

    Portugal - Porto

    Bélgica - Bruxelas

    Luxemburgo

    Holanda - Amsterdão

    Suécia - Lund

    Suiça - Neuchâtel

    Esta curta portuguesa venceu o prémio de Melhor Curta-Metragem no Fantasporto 2004, o que lhe permitiu estar a concurso em Amesterdão, vindo a vencer ex-aequo com "El Tren de la Bruja" de Koldo Serra e "Tag 26" de Andreas Samland. O representante português para o Melies d'Or para melhor longa será "Killing Words" de Laura Mañá, prémio que será conhecido a 17 de Abril, também em Amesterdão.


    8 de abril de 2004

    "Carandiru" por César Nóbrega


    Carandiru era a maior prisão da América Latina, durante um século albergou presos de todas as etnias e credos. O filme do argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, de quem vimos "Pixote, A Lei do mais Fraco" (1980) com Marília Pêra e Jardel Filho, ou "O Beijo da Mulher Aranha" (1985) com Sónia Braga e William Hurt, é baseado no livro "Estação Carandiru" do médico Drauzio Varella, de quem Babenco é grande amigo. Se o livro é muito duro e cru, a fita é mais romântica e desculpabilizante, na medida em que quase todos os presos que chegam aquela casa de detenção de São Paulo têm uma desculpa para ali estarem. Não que isso faça deles "santinhos", mas porque nos leva a gostar de criminosos.
    "Carandiru" é um conjunto de relatos, histórias que o clínico foi recolhendo ao longo da sua estadia na prisão, por causa de uma campanha de sensibilização contra a SIDA, até ao dia do Massacre de Carandiru, em Outubro de 1992, que culminou com a morte de mais de 100 presos. Ao chegar à prisão, o médico depara-se com problemas gravíssimos, sobrelotação, instalações precárias e doenças como a tuberculose, além da SIDA. Oncologista famoso, Drauzio Varella é obrigado a trabalhar em condições horríveis e, acima de tudo, assume o papel de sacerdote, aquele que ouve as confissões de milhares de detidos (na altura eram mais de 7000). De um par de ladrões que na primeira vez que se chatearam, e deixaram de planear assaltos em conjunto, foram apanhados, até à vida desgraçada de um miúdo que apenas queria vingar a honra da irmã, passando por um homem dividido entre dois amores, uma loira, outra negra, as duas muito ciumentas, mas apaixonadas.
    Depois de muitas aventuras estrangeiras, Hector Babenco, o mais internacional dos realizadores brasileiros no activo, filma o Brasil que não vemos nas telenovelas, com actores de renome, como são Rodrigo Santoro ou Milton Gonçalves, só para citar alguns.
    É um novo realismo que tem vindo a assolar o cinema brasileiro, à semelhança de "Cidade de Deus" (Fernando Meirelles, 2002), e ainda bem. Hector Babenco, como Walter Salles ("Central do Brasil", 1998) e, claro, como o próprio Meirelles conseguem fazer de um assunto muito sério, um filme "quase" agradável de ver, não fossem algumas cenas de uma violência física e psicológica assustadora. Por entre dramas de vida somos levados a sorrir de forma a perceber uma coisa, para os brasileiros há sempre solução para tudo, nem que seja a morte.
    No Brasil, "Carandiru" foi um dos maiores sucesso de bilheteira de todos os tempos, acho que vale a pena ir ao cinema vê-lo, pode ser em vez daquela telenovela que passa na televisão às 9 da noite, não vai dar por desperdiçado o seu tempo.


    Título Original: "Carandiru" (Brasil, 2003)
    Realizador: Hector Babenco
    Intérpretes: Luiz Carlos Vasconcelos, Milhem Cortaz e Rodrigo Santoro
    Argumento: Dráuzio Varella, Hector Babenco e Fernando Bonassi
    Fotografia: Walter Carvalho
    Música: André Abujamra
    Género: Drama
    Duração: 146 min
    Sítio Oficial: http://carandiru.globo.com


    "Cheaper By The Dozen" por Ricardo Clara


    Remake do filme homónimo de 1950 realizado por Walter Lang ("There's No Business Like Show Business"), "Cheaper By The Dozen" (agora pelas mãos de Shawn Levy) conta a história do casal Tom e Kate Baker (Steve Martin e Bonnie Hunt) que tem nada mais nada menos do que 12 filhos. Tom é treinador de futebol americano enquanto que Kate sonha ver o livro que escreveu publicado. Surge então a hipótese de Tom ir treinar o seu primeiro clube, obrigando a família Baker a deslocar-se de uma pequena cidade em Illinois para Chicago. Entretanto, Kate vê o seu livro publicado e ausenta-se durante vários dias para o promover, facto que instala o caos na casa com Tom Baker a desdobrar-se entre as lides domésticas e os treinos e jogos. A família começa, então, a desunir-se.
    Num filme de mais do mesmo, os gags já vistos tantas vezes multiplicam-se como... crianças. A mesma piada, sempre a mesma piada, num filme em que se salvam algumas interpretações (Steve Martin raramente está muito mal) e alguns diálogos, que contrastam com a monotonia e a exagerada repetição de gags. Piper Parabo volta aos ecrãns como filha do casal Baker, bem como Hilary Duff e a estreia de Tom Welling (o super-homem de "Smallville") em cinema. Ainda a apontar duas aparições no filme não creditadas: Ashton Kutcher ("Just Married") enquanto namorado de Nora Baker (Piper Parabo) e Wayne Knight (o Newman em "Seinfeld" ou o Dennis Nedry em "Jurassic Park"). Mais uma comédia leve que estreia nas nossas salas apartir de hoje.


    Título Original: "Cheaper By The Dozen" (EUA, 2003)
    Realizador: Shawn Levy
    Intérpretes: Steve Martin, Bonnie Hunt, Piper Parabo, Hillary Duff e Tom Welling
    Argumento: Frank B. Gilbreth Jr. e Ernestine Gilbreth Carey
    Fotografia: Jonathan Brown
    Música: Christophe Beck
    Género: Comédia / Drama
    Duração: 98 min
    Sítio Oficial: http://www.foxhome.com/cheaperbythedozen


    7 de abril de 2004

    A importância de um só filme



    Há cerca de seis anos e meio foi lançado o Hollywood Stock Exchange, um sítio que permitia comprar (na brincadeira) acções baseadas nos lucros previstos de um filme. Depois de algumas mudanças foi possível fazer o mesmo com dinheiro verdadeiro mas o formato menos arriscado é o actual. Apesar de as informações sobre os filmes estarem um pouco desactualizadas tem a sua piada ver a opinião do público acerca das estrelas.

    Consultei há momentos as vinte estrelas mais valiosas e no pódio estavam três nomes que apareceram juntos numa só saga, no top 10 ainda estavam outras 5 desse filme, e no top 20 ainda mais três. Como é óbvio estou a falar de "The Lord of the Rings" e os seus actores surgem quase todos lá. Peter Jackson lidera, seguido de McKellen e Weaving, mais atrás estão Christopher Lee, Orlando Bloom, Andy Serkis, Sean Astin, Viggo Mortensen, Miranda Otto, Liv Tyler e por último Elijah Wood.
    A completar o top 20 estão George Lucas em quarto (pelos "Star Wars" ainda por vir), Mike Myers em 11º (por "Shrek 2") os Wachowski em 13º, 16º lugar para Wolfgang Petersen ("Batman Vs. Superman" é o próximo) e 18º para Gore Verbinski ("Pirates of the Caribbean"). Os quatro nomes que faltam são do elenco permanente de "Harry Potter", outra aposta seguríssima.

    Quem pensa que um só filme não pode fazer milagres então como se explica alguns nomes praticamente desconhecidos no topo?
    O 22º de Sean Bean (também de "LOTR"), o 23º de David Wenham (além de secundário em "LOTR" será brevemente secundário em "Van Helsing"), e que Karl Urban venha à frente de Robert Zemeckis e de Tom Hanks?
    Para quem não se recorda Karl Urban é o actor principal de "The Price of Milk" e "The Irrefutable Truth About Demons" e secundário em "Ghost Ship", mas tem um papel secundário também nos dois últimos filmes de "The Lord of the Rings" e vai aparecer nas sequelas de "Pitch Black" e "The Bourne Identity".

    Para quem se queira divertir, o endereço do sítio é http://www.hsx.com.

    "The Day After Tomorrow"




    Tenho que admitir: eu gosto de filmes apocalípticos. Não acho a maioria bons ou sequer passíveis de serem relembrados, mas dá-me um gozo imenso ver cidades inteiras a serem destruídas por meteoros, ovni's a dispararem sobre a Casa Branca, lava a invadir Los Angeles ou uma família a fugir colina abaixo de uma erupção, entre muitos outros. A próxima destruição chega aos cinemas norte-americanos a 28 de Maio e é "The Day After Tomorrow", de Roland Emmerich, o mesmo de "Godzilla" e "Independence Day". Ora a Fox disponibilizou dois pedaços do storyboard do filme. Aqui ficam as pérolas:





    Breves


    Já se encontra disponível o trailer de "Kill Bill - Vol.2", uma das obras mais esperadas do ano. Nada como vê-lo para aguçar o apetite.

    Martina Stella ("L'Ultimo Bacio") deverá integra o elenco de "Ocean's Twelve", no papel de uma estudante italiana que acompanhará George Clooney.

    "3000 Degrees", ao qual já nos referimos por várias vezes e que iria ser realizado por Danny Boyle ("Trainspotting", "28 Days Later") já não se irá realizar. Segundo a Warner Bros. e a Imagine Entertainment, parceiras na produção anunciaram que "Um projecto com essas dimensões é complexo e exige muito, como a participação de vários grupos. Inclusive, de organizações de bombeiros. Devido a circunstâncias fora do nosso alcance, não temos mais esse apoio. Decidimos, portanto, não prosseguir com este projecto por agora".


    Novos posters:



    Cada vez são maiores os boatos sobre "James Bond 21" e a participação de Pierce Brosnan novamente no papel do agente ao serviço de Sua Majestade. Michael Madsen ("Kill Bill") veio agora afirmar, em entrevista ao jornal Toronto Sun, que o actor britânico não deverá continuar enquanto 007. Segundo Madsen "Ele mora logo abaixo de mim, na praia. Os nossos filhos brincam juntos. E ele disse-me que não quer fazer outro, e ainda ouvi que eles o mandaram embora. Não sei, é um impasse". O mesmo jornal afirma ainda que Quentin tarantino, que como já noticiado pretende fazer um remake de "Casino Royale" (1967), um filme escrito por Ian Fleming mas que não entra nas contas da saga 007, a qual conta com 20 filmes, planeia convidar Brosnan para o papel que foi desempenhado por David Nivan no original. Tarantino defende ainda a realização de algo diferente neste remake; "O meu filme não custaria 100 milhões de dólares - essa é a verdade. Ele teriam que fazer algo diferente e, depois do meu filme, podiam voltar ao estilo deles. (...) Se eu tivesse a meu cargo Casino Royale, centrar-me-ia nos anos 60, mas adaptando aos tempos modernos". A polémica continua.

    Segundo Gale Anne Hurd e Avi Arad, produtores de "Hulk", a sequela do gigante verde deverá ser uma realidade. Os argumentistas encontram-se já a preparar "Hulk 2", centrando as atenções num Hulk herói, pois "ele já se conhece e já aprendeu a viver consigo mesmo", logo será uma dinâmica mais heróica que surgirá nesta segunda parte.


    "The Brown Bunny" por César Nóbrega


    A Agonia da Solidão

    O amor tem destas coisas, tão depressa estamos a rir como nos afundamos na maior das depressões. Mas também, é preciso saber que para certas coisas não há saída, por muito que tentemos não conseguimos dar a volta a algumas situações. O norte-americano actor, realizador, argumentista, músico, e tudo o que vocês se lembrem, Vincent Gallo, chegou a um "beco sem saída". Depois do bem sucedido "Buffalo'66" (1998), onde um homem acabava de sair da prisão, para gozar uma rara e e infeliz liberdade, Vincent Gallo volta à prisão, mas uma prisão sentimental.
    Quando estreou em Cannes, no ano passado, "The Brown Bunny" foi o escândalo da edição do Festival de Cinema, e arrisco mesmo do ano cinematográfico, já que um cena de sexo oral entre o próprio Gallo e a actriz Chloe Sevigny incendiou as mentes mais puritanas. O actor e realizador veio garantir que, sim senhora, tudo o que se passou foi real, e que ele teve mesmo um orgasmo.Se me perguntarem se a cena é necessária no filme, só vos respondo - é, porque está lá!
    "The Brown Bunny" começa com o corredor de motos profissional, Bud Clay, em acção. Aquela corrida parece não acabar e, assustadoramente, vai perseguir-nos todo o filme. A vida de Bud dá voltas e voltas e nunca mais atinge um fim, um objectivo. Percebemos, logo de início, que Bud terminou, de forma abrupta, um relacionamento. Em cada conversa que tem procura os lábios, o sabor, as formas da mulher que o abandonou, e quando se apercebe que não é a sua amada, foge como "o Diabo da cruz". Logo depois daquela corrida "interminável" terminar, Bud pára numa estação de serviço e deixa-se enamorar pelo olhos da empregada. Ainda a fresco, não sabemos o que realmente vai pela alma do corredor de motos e quando ele a convida para deixar tudo para trás e embarcar com ele numa viagem, achamos que Bud é mais um aventureiro. Mas não! O cavaleiro solitário aproveita um momento de distracção e abandona a donzela, segue em direcção ao sol nascente, sozinho e ferido. Ficamos desconcertados, que tipo de homem convence uma rapariga que ele é "o tal", para pouco depois a deixar a sofrer? - A resposta demora a chegar mas nós percebemos: O homem que já não tem remédio para a sua vida.
    Durante hora e pouco acompanhamos a viagem de Bud Clay ao Inferno. É uma hora difícil de passar, os minutos parecem horas, mas estou convencido que seria mais difícil se estivessemos no lugar dele. Em Los Angeles estará a causa para toda a infelicidade de Bud Clay - Daisy Lemon (Chloe Sevigny). Pelo meio, Bud faz uma paragem em casa da mãe, da "suposta" esposa. Uma senhora, provavelmente, a sofrer de "alzheimer" que não sabe nada, nem da filha, nem de si própria. Com ela guarda religiosamente um coelho castanho, que Bud terá oferecido há alguns anos a Daisy.
    Vincent Gallo foi longe demais. O norte-americano é a única personagem em cena durante mais de metade do filme, pelo que, só podemos concluir uma coisa, a história é demasiadamente autobiográfica para ser verdade.


    Título Original: "The Brown Bunny" (EUA / Japão / França, 2004)
    Realizador: Vincent Gallo
    Intérpretes: Vincent Gallo, Chloë Sevigny e Cheryl Tiegs
    Argumento: Vincent Gallo
    Fotografia: Vincent Gallo
    Música: Ted Curson, Jackson C. Frank e Vincent Gallo
    Género: Drama
    Duração: 90 min
    Sítio Oficial: n/d


    4 de abril de 2004

    Sondagem


    Terminou hoje a sondagem da semana. À pergunta Qual a edição dvd mais esperada do momento?, 25 pessoas votaram do seguinte modo:


    1. Matrix Revolutions - 12%
    2. Finding Nemo - Special Edition - 8%
    3. LOTR - The Return of the King - 20%
    4. Pack Trilogia Lord of The Rings - 24%
    5. 24 - 2a Serie - 24%
    6. Master & Commander - Special Edition - 0%
    7. Schindler's List - Special Edition - 8%
    8. Six Feet Under - 2a Serie - 4%

    A partir de hoje, Quantas vezes vai ao cinema por mês?

    Breves


    Steven Soderbergh deverá substituir Terrence Malick na realização de "Che", um filme sobre a vida de Che Guevara, papel que irá ser interpretado por Benicio del Toro.


    Novos posters:



    Kevin Costner, em entrevista à revista britânica Empire do mês de Abril, afirma que continua a gostar de "The Postman" (relembre-se que está película, por Costner realizada e interpretada, foi alvo de violentas críticas por parte da comunicação social). De facto, o actor californiano afirma: "I like The Postman. I'm not turning my back on it. I know what a bad movie is and it's not a bad movie". Serão os padrões de qualidade dele demasiado baixos?


    O novo trailer do filme "Garfield" já se encontra on-line. Nada como visitar o sítio oficial.


    3 de abril de 2004

    Alguns planos futuros


    A indústria cinematográfica tem andado bastante sossegada ultimamente mas os projectos não param. Duas novidades recentes:

    A mais importante é a colaboração de Willem Dafoe na sequela de "XXX" ("XXX: State of the Union") como Secretário da Defesa, já anteriormente anunciámos que Samuel Jackson retomará a sua personagem e Ice Cube está confirmado no papel principal. Lee Tamahori, realizador de "Once Were Warriors", "Along Came a Spider" e "007: Die Another Day" terá de concluir o filme em cerca de um ano para a estreia prevista a 13 de Maio de 2005.

    Outra contratação de destaque é a cantora Pink para o papel principal no filme biográfico de Janis Joplin, a cantora tinha participado em diversos filmes ("Moulin Rouge!", "Rollerball" e "Charlie's Angels 2") mas sempre com uma música, nunca como actriz. Outro filme de seu nome "Piece of My Heart" sobre Joplin foi anunciado há pouco tempo e contará com Renée Zellweger no papel principal.