31 de março de 2006

"La Tigre e la Neve" por Nuno Reis


La Vita è Bella” foi o filme que lançou Benigni para o estrelato. O drama de um pai que consegue manter o filho vivo e feliz num campo de concentração foi um daqueles filmes que marcou a sua época (final dos anos 90), relançou a confiança mundial no cinema europeu e é na minha opinião um dos melhores filmes de sempre.
Frase como “Mille punti!” ou “Buon giorno, Principessa!” são inesquecíveis e Benigni será para sempre recordado por isso. Nos anos que se seguiram com “Pinocchio” e participações no filme “Astérix et Obélix Contre César” caiu na vulgaridade, esta era a última oportunidade de relançar a carreira. E aqui Benigni, com o seu tradicional ar cómico e as diversas desaventuras que atravessa, torna-se um Chaplin dos nossos tempos.
Em “La Tigre e La Neve” repete a receita vencedora da obra-prima: um homem invulgar, divertido, indiferente ao perigo e muito apaixonado, totalmente fascinado por uma mulher, vê-se separado dela pela guerra. Quando a sabe ferida nos confins do mundo, a sua dedicação irá levá-lo até lá e o Amor irá realizar todos os milagres necessários para a salvar.
Desde a primeira cena, em que um estranho casamento é interrompido, o espectador é confrontado com a possibilidade de o filme não seguir os padrões habituais. Quem não viu “La Vita è Bella” adorará este filme, quem viu irá pensar que é o mesmo. Benigni não pode ser criticado por ter repetido o seu único êxito, se o primeiro foi um filme do agrado de todos, este também o poderia ser. Numa época em que os efeitos especiais são o actor principal, o regresso às simples estórias de amor deve ser aplaudido.




Título Original: "La Tigre e la Neve" (Itália, 2005)
Realização: Roberto Benigni
Intérpretes: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Jean Reno, Tom Waits
Argumento: Roberto Benigni e Vincenzo Cerami
Fotografia: Fabio Cianchetti
Música: Nicola Piovani e Tom Waits e Kathleen Brennan com a canção "You Can Never Hold Back Spring"
Género: Comédia/Drama/Guerra/Romance
Duração: 114 min.
Sítio Oficial: http://www.letigreetlaneige-lefilm.com/

"Capote" por Nuno Reis


Capote possivelmente foi um dos autores mais marcantes do século passado. Em 1961 muitos pensaram que tinha atingido o pico da fama pois em simultâneo com a adaptação do seu livro “Breakfast at Tiffany’s” para cinema, foi um dos responsáveis pela adaptação de uma das obras primas de Henry James para cinema: depois de diversos filmes homónimos “Turn of the Screw” finalmente tornou-se um clássico com o título “The Innocents”. O jornalista tinha atingido a consagração, agora para ser melhor teria de ser excelente, e é a isso que se propõe.
A tragédia a que Capote se associou para atingir esse objectivo foi um massacre inexplicável ocorrido numa pequena vila do Kansas. Apoiado pela sua vizinha Harper Lee (que seria a autora de “To Kill a Mockingbird”) parte para lá. Não procura desvendar o mistério, apenas pretende captar as emoções e torná-las num livro inesquecível.
Este filme narra a vida de Capote no tempo que decorreu entre a primeira publicação do crime num jornal até à publicação do livro, o seu último. Conta os problemas do homem e do escritor, os seus desejos, a sua forma de trabalhar e as suas relações dando especial destaque à amizade criada com Perry Smith, um dos criminosos. Capote é uma constante surpresa a todos os níveis e isso deve-se ao talento do actor que o encarnou. Hoffman já participou em diversos grandes filmes e era um talento comprovado, teve diversos troféus mas também a ele faltava a joía da coroa. Logo à primeira nomeação e sem discussão, venceu nos Globes, nos Bafta e ainda nos Oscares.
O filme tenta utilizar a reviravolta de “In Cold Blood” para fechar mas para quem tenha lido o livro ou visto o filme decerto que essa surpresa não foi esquecida por isso o filme termina de forma um pouco inglória. É uma reconstituição brilhante e a interpretação de Philip Seymour Hoffman foi a melhor do ano para a Academia. O resto do filme é apenas o suporte.


Título Original: "Capote" (EUA, 2005)
Realização: Bennett Miller
Intérpretes: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper e Bruce Greenwood
Argumento: Dan Futterman adaptou o livro de Gerald Clarke
Fotografia: Adam Kimmel
Música: Mychael Danna
Género: Biografia/Drama
Duração: 114 min.
Sítio Oficial: http://www.sonyclassics.com/capote/

25 de março de 2006

”Yours, Mine and Ours” por Nuno Reis



Agora que se aproximam as férias os filmes para a família são os mais procurados. De entre a meia dúzia de filmes que podem ser considerados como aconselháveis este é dos melhores.
Seguindo o exemplo da Disney, a Warner também está a refilmar os clássicos dos anos 60. O ”Yours, Mine and Ours” original contou com Henry Fonda e Lucille Ball como os pais e foi inspirado numa família real, foi um enorme sucesso pois era uma sátira a grandes famílias como os Von Trapp. Nesta versão quarenta anos mais jovem também os pais são o principal atractivo pois são interpretados por duas estrelas consagradas. Depois de alguns filmes mais sérios Dennis Quaid está de regresso ás comédias ligeiras, Rene Russo tirando a participação na saga “Lethal Weapon” teve poucas personagens divertidas, por isso esta sua Helen North é uma surpresa.
O filme é muito fácil de ver que pretende entreter e facturar, não foi feito para ganhar prémios nem é isso que se pretende.
O argumento é clássico, um pai viúvo com oito filhos regressa à terra com uma promoção, reencontra o seu velho amor, uma viúva com dez filhos. Casam sem consultar os seus amores e o desentendimento entre os filhos do almirante e os filhos da artista, irão colidir. O constante desequilíbrio entre a rigidez militar e a liberdade de expressão irá causar confusão sem paralelo, quando estes dois lados se unem pelo objectivo comum, acabar com o casamento, superam todos os limites da paciência.
Curiosamente esta dúzia e meia de filhos estreia entre a dúzia de filhos de “Cheaper By the Dozen” e “Cheaper by the Dozen 2” onde essa família se encontra com outra de oito filhos. Doze, dezoito e vinte, numa época em que as famílias são cada vez mais pequenas, cada vez há mais filhos no cinema. Será que esta campanha pela natalidade dará frutos?



Título Original: "Yours, Mine and Ours" (Espanha 2005)
Realização: Raja Gosnell
Intérpretes: Dennis Quaid, Rene Russo, Jerry O’Connell
Argumento: remake escrito por Ron Burch e David Kidd
Fotografia: Theo van de Sande
Música: Christophe Beck
Género: Comédia/Família/Romance
Duração: 90 min.
Sítio Oficial: http://www.yoursmineandoursmovie.com/

”Fragile” por Nuno Reis


Balagueró revelou-se no Fantasporto como um dos grandes realizadores europeus do fantástico. Depois de um estrondoso sucesso na competição com “Los Sin Nombre” não voltaria a ser considerado como um concorrente mas como uma estrela. Este ano a terceira vinda do realizador espanhol ao Porto – cidade que diz adorar – foi marcado por uma das honras máximas: filme de encerramento do Fantasporto. O filme apresentado nessa ocasião foi o agora estreado “Fragile”.

Fragile” mostra-nos os receios de uma mulher destacada para um hospital pediátrico quase encerrado. Quando a enfermeira Amy chega ao hospital pediátrico em substituição de uma enfermeira doente, depara-se com um grupo de crianças aparentemente normais e com um terrível segredo escondido. No turno da noite é normal os pequenos medos tornarem-se grandes problemas mas nada explica que uma perna se parta como um palito e que os blocos se mexam sozinhos. Amy terá de desvendar o segredo por trás de várias mortes e perceber quem é a rapariga mecânica que apenas uma das meninas vê e que se diz habitar o segundo andar.

Como grande parte dos êxitos recentes do país vizinho é um filme falado em inglês e, tal como o último trabalho de Balagueró, é interpretado por estrelas hollywoodescas. O realizador numa entrevista informal descreveu o filme como sendo “Um terror sem vísceras nem sangue, um terror psicológico […] uma história de amor como aquelas que uma avó conta aos seus netos.” Existe um pouco de terror visceral e existe bastante sangue, além disso uma avó não contaria uma história destas aos netos. Contudo, tem razão quando diz que é uma história de amor, é uma história bonita que se vê com gosto e não é tão assustador como pareceria. O terror faz lembrar os asiáticos “Ju-On” e “Ringu” (ou “The Grudge” e “The Ring” respectivamente), o toque europeu é ligeiramente diferente, é mais suave e eficaz.
Balagueró conseguiu pela segunda vez nesta época da “aldeia global” arranjar um local isolado suficientemente credível para criar inquietação. “Fragile” pode não ser um dos seus melhores trabalhos e não marcou o Fantasporto, mas a vantagem de se ser um realizador de culto é que mesmo um filme menos brilhante pode ser visto sem que o espectador sinta remorsos.



Título Original: "Fragile" (Espanha 2005)
Realização: Jaume Balagueró
Intérpretes: Calista Flockhart, Richard Roxburgh, Elena Anaya
Argumento: Jaume Balagueró e Jordi Galcerán
Fotografia: Xavi Giménez
Música: Roque Baños
Género: Terror
Duração: 93 min.
Sítio Oficial: http://movies.filmax.com/fragiles/

16 de março de 2006

”Colour Me Kubrick” por Nuno Reis



Provavelmente quem estiver a pensar ver este filme é fã do realizador Stanley Kubrick, quase toda a gente é. Provavelmente viu todos os seus filmes de “Flying Padre” a “Eyes Wide Shut” e sabe dizer quem são os actores que neles participam. E o leitor reconheceria Kubrick se ele, enquanto vivo, lhe aparecesse à frente, mesmo havendo tão poucas fotografias e tendo sido uma pessoa tão recatada? Aqui a resposta já não é tão óbvia.

Esta é a história de Alan Conway, um dos maiores charlatães de que há memória. Conway é um homem que durante muitos anos se fez passar por Kubrick. Afirmou-se como o realizador de “Judgment at Nuremberg” e censurou o temperamento de Miss Kirk Douglas, mas com base no improviso e na sorte escapou às suspeitas (quem não percebeu o que está errado nesta frase pode parar de ler e ir a correr comprar a filmografia de Kubrick). Com a promessa de ajudar estilistas, bandas, e várias outras crédulas pessoas que supunham estar a agradar ao realizador, Conway viveu sem contrair despesas e sem necessidade de trabalhar. Como é dito no poster, conseguiu algo a troco de nada, de quem queria algo a troco de nada.

A vida de Conway é demasiado irreal para ser credível. Um homossexual escandalosamente exigente e autoritário e com dezenas de pessoas atrás convencidas que ele é o maior do mundo é um tema fácil de utilizar para fazer comédia,e quando o papel principal está entregue a alguém com o talento de Malkovich não é preciso mais nada. O actor tem um dos melhores papéis da sua carreira e apesar de ser um trabalho que os fãs de Kubrick não apreciarão, os fãs do protagonista irão adorar.
O filme ameaça cair no ridículo e torna-se maçador rapidamente, felizmente não é longo e termina antes que a desgraça seja total. Esta história não tem mais nenhum motivo de interesse, exceptuando talvez ser baseado numa história verídica. Impossível? Por acaso sabe como é o rosto de Paul Haggis, o realizador mais falado do mês?



Título Original: "Colour Me Kubrick" (EUA, França 2005)
Realização: Brian Cook
Intérpretes: John Malkovich, Jim Davidson, Tom Allen
Argumento: Anthony Frewin
Fotografia: Howard Atherton
Música: Bryan Adams
Género: Comédia/Drama
Duração: 86 min.
Sítio Oficial: http://www.colourmekubrick.com/

14 de março de 2006

Cartoons Brockeback Moutain


Publico hoje alguns cartoon sobre o "Brockeback Mountain".








Óscar na Casa da Animação


Wallace & Gromite e "A Maldição do Coelho Homem", realizado por Nick Park e Steve Box, acabou de receber pela Academia de Óscares de Hollywood o oscar para a melhor longa-metragem de animação.
A Casa da Animação exibe já no próximo fim de semana este filme, 18 e 19 de Março, pelas 16 horas e 21h 45m, respectivamente, no seu Auditório. A (re)ver esta obra-prima da animação mundial.
Mais informações: www.casa-da-animacao.pt, mail@casa-da-animacao.pt, 22-543 2770.


6 de março de 2006

Oscares 2006 - vencedores




Depois de duas semanas no Fantasporto os Oscares parecem algo distante e insignificante. Fiquei agradavelmente surpreendido com algumas das vitórias, na grande maioria eram previsiveis mas o prémio de melhor filme alegrou-me mais do que qualquer outro nos últimos cinco anos pelo menos.

And the winners are...



Melhor Filme
Crash

Nomeados:
Brokeback Mountain
Capote
Good Night, and Good Luck
Munich



Melhor Actor Principal
Philip Seymour Hoffman por “Capote

Nomeados:
Terrence Howard por “Hustle & Flow
Heath Ledger por “Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix por “Walk the Line
David Strathairn por “Good Night, and Good Luck.


Melhor Actriz Principal
Reese Witherspoon por “Walk the Line

Nomeados:
Judi Dench por “Mrs. Henderson Presents
Felicity Huffman por “Transamerica
Keira Knightley por “Pride & Prejudice
Charlize Theron por “North Country



Melhor Actor Secundário
George Clooney por “Syriana

Nomeados:
Matt Dillon por “Crash
Paul Giamatti por “Cinderella Man
Jake Gyllenhaal por “Brokeback Mountain
William Hurt por “A History of Violence

Melhor Actriz Secundária
Rachel Weisz por “The Constant Gardener

Nomeados:
Amy Adams por “Junebug
Catherine Keener por “Capote
Frances McDormand por “North Country
Michelle Williams por “Brokeback Mountain


Melhor Realização
Ang Lee por “Brokeback Mountain

Nomeados:
George Clooney por “Good Night, and Good Luck.
Paul Haggis por “Crash
Bennett Miller por “Capote
Steven Spielberg por “Munich


Melhor Argumento Original
Crash

Nomeados:
Good Night, and Good Luck
Match Point
The Squid and the Whale
Syriana

Melhor Argumento Original
Brokeback Mountain

Nomeados:
Capote
The Constant Gardener
A History of Violence
Munich

Melhor Fotografia
Memoirs of a Geisha

Nomeados:
Batman Begins
Brokeback Mountain
Good Night, and Good Luck
The New World


Melhor Montagem
Crash

Nomeados:
Cinderella Man
The Constant Gardener
Munich
Walk the Line

Melhor Direcção Artística
Memoirs of a Geisha

Nomeados:
Good Night, and Good Luck.
Harry Potter and the Goblet of Fire
King Kong
Pride & Prejudice


Melhor Guarda-Roupa
Memoirs of a Geisha

Nomeados:
Charlie and the Chocolate Factory
Mrs. Henderson Presents
Pride & Prejudice
Walk the Line


Melhor Banda Sonora
Brokeback Mountain

Nomeados:
The Constant Gardener
Memoirs of a Geisha
Munich
Pride & Prejudice


Melhor Canção Original
Hustle & Flow” "It's Hard Out Here For a Pimp"

Nomeados:
Crash” "In the Deep"
Transamerica” "Travelin' Thru"


Melhor Caracterização
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe

Nomeados:
Cinderella Man
Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith

Melhor Som
King Kong

Nomeados:
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
Memoirs of a Geisha
Walk the Line
War of the Worlds

Melhor Edição Sonora
King Kong

Nomeados:
Memoirs of a Geisha
War of the Worlds


Melhores Efeitos Visuais
King Kong

Nomeados:
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe
War of the Worlds

Melhor Filme de Animação
Wallace & Gromit in The Curse of the Were-Rabbit

Nomeados:
Corpse Bride
Hauru no ugoku shiro


Melhor Filme de Língua Não Inglesa
Tsotsi” (África do Sul)

Nomeados:
La Bestia nel cuore” (Itália)
Joyeux Noël” (França)
Paradise Now” (Palestina)
Sophie Scholl - Die letzten Tage” (alemanha)


Melhor Longa Documental
La Marche de l'empereur

Nomeados:
Darwin's Nightmare
Enron: The Smartest Guys in the Room
Murderball
Street Fight


Melhor Curta Documental
A Note of Triumph: The Golden Age of Norman Corwin

Nomeados:
God Sleeps in Rwanda
The Life of Kevin Carter
The Mushroom Club

Melhor Curta de Animação
The Moon and the Son

Nomeados:
Badgered
The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello
9
One Man Band


Melhor Curta de Imagem Real
Six Shooter

Nomeados:
Ausreißer
Cashback
Síðasti bærinn í dalnum
Our Time Is Up








3 Oscares para
"Crash"
"King Kong"
"Brokeback Mountain"
"Memoirs of a Geisha"
Melhor momento: "Crash" ganhar melhor filme
Pior momento: "Corpse Bride", Tim Burton ser novamente ignorado na animação

4 de março de 2006

Os premiados do Fantas 2006





Os Vikings tomaram de assalto a 26ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto. O filme sueco "Frostbiten" de Anders Banke ganhou o Grande Prémio do Fantasporto 2006 – Secção Oficial de Cinema Fantástico, enquanto "Adam’s Apples" de Anders Thomas Jensen é o vencedor do Prémio Melhor Filme da 16ª Semana dos Realizadores. Este filme ganhou, também, os Prémios de Melhor Argumento e Actor na sua secção.

Eis o palmarés:

SECÇÃO OFICIAL CINEMA FANTÁSTICO


GRANDE PRÉMIO

"Frostbiten" de Anders Banke (Sue)

PRÉMIO ESPECIAL DO JURI

"Johanna" de Kornél Mundruczó (Hung)

MELHOR REALIZAÇÃO

Robin Aubert por "Saints Martyrs des Damnés" (Can)

MELHOR ACTOR

Jaume Garcia Arija em "Zulo" (Esp)

MELHOR ACTRIZ

Orsi Tóth em "Johanna" (Hun)

MELHOR ARGUMENTO

Roselyne Bosch por "Animal" (Por, Fra, GB)

MELHOR FOTOGRAFIA

Manuel Mack em "A Quiet Love" (Ale)

MELHOR CURTA-METRAGEM

"Home Delivery" de Elio Quiroga (Esp)

MENÇÃO HONROSA

"Shadow Man" de David Benullo (EUA)



SEMANA DOS REALIZADORES


PRÉMIO SEMANA DOS REALIZADORES FANTASPORTO 2006

"Adam’s Apples" de Anders Thomas Jensen (Din)

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI

"Be With Me" de Eric Khoo (Sing)

MELHOR REALIZADOR

Pieter Kuijpers por "Offscreen" (Hol)

MELHOR ACTOR

Ulrich Thomensen em "Adam’s Apples" (Din)

MELHOR ACTRIZ

Victoria Abril em "Incautos" (Esp/Spa)

MELHOR ARGUMENTO

Anders Thomas Jensen por "Adam’s Apples" (Din)



SECÇÃO OFICIAL ORIENT EXPRESS


GRANDE PRÉMIO ORIENT EXPRESS

"Simpathy for Lady Vengeance" de Chan Wook Park (Cor Sul)

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI

"The Bow" de Kim Ki Duk (Cor Sul, Jap)


MÉLIÈS D’ARGENT


MÉLIÈS DE PRATA

"Animal" de Roselyne Bosch (Por, Fra, GB)

MÉLIÈS DE PRATA CURTA-METRAGEM

"A Lenda do Espantalho" de Marc Besas (Esp)



Prémio da Crítica do Fantasporto´2006


"A Quiet Love" de Till Franzen (Ale)

Premio Jornal Público do Fantasporto´2006


"The Other Half" de Marlowe Fawcett e Richard Nockels


PRÉMIO NORTESHOPPING A Tua Curta no Fantasporto


"Estranhos Casos Ocorrem" de Luis Pato, Fernando Braga, João Marques e Daniel Marques

Prémios Carreira


Manoel de Oliveira

Christiane Torloni
Bill Plympton