30 de março de 2007

"Premonição" por César Nóbrega

NÓ CEGO


Nota Prévia: Este é provavelmente o filme mais confuso que já vi, e olhem que já vi alguns dificeis… acreditem! Já agora, não gostei muito, mas acho que é um exercício cinematográfico a ver. Façam de conta que esta é aquela aula que quiseram fazer gazeta para ir jogar cartas, mas que sabiam que tinham que assistir.

Uma das estrelas de Hollywood da actualidade, Sandra Bullock, aventura-se por um filme onde o sobrenatrural e o suspense andam de mãos dadas. Depois de “Crash” ficamos a acreditar que Bullock é uma actriz capaz de fazer um filme dramático e não só as comédias românticas a que nos habituou. Ela é, de facto, a melhor coisa deste filme.
“Premonição” vai beber muita da sua inspiração a filmes como “Memento”, a obra prima de Christopher Nolan, mas consegue baralhar, ainda mais, o espectador, uma vez que aqui, a narrativa não anda simplesmente (até parece que “Memento” é um filme fácil) para trás, ou a história é contada ao contrário. Em “Premonição” não há lógica aparente ou então a lógica é que não há lógica!
O filme começa com o casal protagonista, Linda e Jim Hanson (Sandra Bullock e Julian McMahon) em frente a uma casa dos anos 20. Ele faz-lhe a surpresa, ela pensa que não têm dinheiro para tal. Uma década depois a casa é deles. Linda é uma dona de casa a tempo inteiro, vai levar as duas filhas à escola, regressa para correr e depois arrumar a casa. Tudo normal! Até que um polícia lhe bate à porta e diz que o marido morreu num acidente de carro. Incrédula, Linda chama a mãe e a melhor amiga para a ajudarem a dar a notícia às filhas e tratar de tudo para o funeral. Naquela noite adormece no sofá abraçada à fotografia do marido. Quando acorda no que ela pensa ser o dia seguinte, desce as escadas e vê o marido a tomar o pequeno almoço. Afinal foi tudo um sonho… ou talvez não! Os vários “dejá-vu” ao longo do dia auguram o pior que acontece quando acorda no que nós queríamos que fosse o dia seguinte. Linda levanta-se e regressa ao que pode ser um pesadelo. A mãe e a irmã estão a liderar as cerminónias fúnebres e a filha sofreu um qualquer acidente. A partir daqui já percebemos que vamos andar a saltar no calendário da semana sem qualquer lógica aparente. A única coisa que sabemos é que os dias só se sucedem para Linda e em desacordo com o calendário. Ela pode acordar numa Segunda-feira e “amanhã” no Sábado seguinte. O filme fica tão confuso que estamos constantemente a achar falhas no argumento que depois de analisadas se calhar não são. Se o objectivo do realizador alemão de ascendência turca, Mennam Yapo, era baralhar-nos… conseguiu!
“Premonição” acaba como tem de acabar, apesar de querermos ver outro desfecho. Afinal, a família Hanson não é tão feliz como aparenta. Jim tem uma nova apetitosa assistente (Amber Valletta) que vai complicar um pouco mais a história. Há, também, o aconselhamento com um padre que era desnecessário. Meter a religião nestas coisas pode ser perigoso.
Não pensem que vos contei a história de “Premonição”, só ajudei a criar mais confusão, o filme é para quem quer “dar um nó cego” no cérebro. Podem ter a certeza que depois de o verem vão passar horas a discutir o argumento, e não vão conseguir desvendar todos os segredos.


Título Original: "Premonition" (EUA, 2007)
Realização: Mennan Yapo
Argumento: Bill Kelly
Intérpretes: Sandra Bullock, Julian McMahon e Amber Valletta
Fotografia: Torsten Lippstock
Música: Klaus Badelt
Género: Thriller / Drama
Duração: 110 min.
Sítio Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/premonition

27 de março de 2007

Grandes Portugueses

António Oliveira Salazar, Hélio Pestana e Ernesto Che Guevara, ou como os extremos se tocam.

A RTP, como sabido, organizou a versão portuguesa do concurso televisivo para escolher o maior (o que lá quer que isso seja) protagonista da história do país - no nosso caso, a escolha do Grande Português.
Ponto prévio: acho este concurso uma imbecilidade. Quer na versão francesa ou inglesa, onde se optou por uma atitude de entretenimento, ao invés (como a "nossa" televisão fez) caiu-se para o lado de levar este concurso para o informativo e sério. Essa primeira opção foi, claro, o primeiro erro. Já não basta colocarem no mesmo saco Eusébio, Amália, Vasco da Gama ou Fernando Pessoa, como nos perguntam qual destes foi o "maior" português.
O segundo erro foi Maria Elisa. Estamos habituados a ver a apresentadora / jornalista / adida da embaixada em momentos informativos sérios. Se a vemos a apresentar um programa, dito de entretenimento, não há milagres - a imagem de seriedade e importância do tema não descolam da apresentadora.
O terceiro erro foi excluírem daquela lista exemplificativa quer Salazar, quer Álvaro Cunhal. Porque deu uma imagem de afastamento da realidade histórica e de varrer o passado mais obscuro para debaixo do tapete do esquecimento - muitos hão-de ter votado nestes dois homens como castigo.
Mais tarde, surge a primeira lista, com os 100 mais da história portuguesa. E com ela, surgem alguns dos maiores disparates, estando no topo a pessoa (contra o qual absolutamente nada me move) de Hélio Pestana, actor de uma série infanto-juvenil da TVI, Morangos com Açúcar. É inenarrável o surgimento deste jovem actor - que chegou a parodiar com a situação - nesta lista. Conclusões que se poderiam tirar desta escolha: grande massa de população juvenil, mais rotinada no uso da internet, votou em Hélio, levando com ele nomes igualmente ridículos para a vontade que o programa anunciava. Quarto erro.
Mas o processo dispara para as pateticies finais, que culminam com a eleição de Salazar como o "maior português de todos os tempos". Em primeiro lugar escolhem os defensores das figuras finalistas - e encerram na mesma sala Odete Santos, Paulo Portas, Leonor Pinhão (por um lado) e Hélder Macedo, Jaime Nogueira Pinto ou Ana Gomes por outro. Figuras que desequilibraram o programa, quer pela solenidade que imprimiram à discussão, quer por (alguns) encarnarem uma quantidade apreciável dos piores defeitos lusitanos. E ainda, se o entretenimento pudesse continuar a ser defensável, fizeram-se directos de Braga, com intelectuais e pensadores a discorrerem sobre os personagens nomeados.
Até que chegamos ao passado Domingo, com o resultado conhecido. Juntam-se agora as vozes, bradando loas ou avisos, de que os saudosistas estão de volta, e de que "isto só vai ao sítio se viesse alguém como o professor". Mas, efectivamente, a votação terá pendido para onde o fez por 3 motivos. O primeiro é a pequena faixa de saudosistas da mão de ferro, filhos do Estado Novo que perderam benefícios para essa estupidez que é a democracia. Por outro lado, o tal afastamento de Salazar da lista inicial - "vamos mostrar-lhes que estamos presentes"!. E, por fim, mas como mais importante, o grosso dos votantes (que foram cinco vezes menos do que aqueles que votaram no concurso em outros países): a faixa etária mais jovem, que por um lado vota em Hélio Pestana, e por outro, chegados à votação final, pensam em Salazar muito ao estilo que muitos pensam em Che Guevara: não sabem muito bem quem foi, mas já que se vendem t-shirts com a cara dele, é porque marca uma posição. Marco uma posição, sou diferente. Salazar é o Che Guevara português. Votar em Salazar foi, para muitos, um acto de rebeldia, pop e kitsch ao mesmo tempo, marcando uma posição e demarcando-se do "rebanho". Não porque ele foi importante para o país, não porque ele foi o titular da pasta das finanças (sabem lá isso), simplesmente porque é diferente. Tenho uma estampa do revolucionário argentino, não porque conheço e defendo o seu ideal marxista de luta, mas sim porque é diferente. Afirmo-me por Che, afirmo-me por Salazar, voto na imbecilidade.


25 de março de 2007

"Man of the Year" por Ricardo Clara

O homem é do ano, mas o filme... nem por isso


Quando chega a sensivelmente metade deste filme, dou por mim a vociferar contra Barry Levinson: "estavas a ir tão bem"! Confesso que, lida previamente a sinopse, o pensamento caiu para o lado céptico: mais um sobre um tipo que, sem mais nem menos, chegou a presidente dos E.U.A.. "Been there, done that".
Mas aos primeiros minutos começa o cepticismo a cair e um sagaz interesse para ver até onde iria Barry Levinson com "Homem do Ano". "Wag the Dog" / "Manobras na Casa Branca" (uma boa referência no género) dez anos depois? Tom Dobbs (Robin Williams) é um comediante de stand-up, com um programa televisivo muito ao estilo do "Daily Show" de Jon Stewart e onde, um dia, recebe uma dica da audiência (isto quando partilhava alguns pensamentos hilariantes, com as cãmaras desligadas) de que deveria candidatar-se à presidência. De uma "boca" passou a uma piada, de uma piada a uma ideia e daqui, para uma certeza. Dobbs candidata-se à Casa Branca como independente, e vai conseguindo lutar palmo a palmo com os aspirantes (quer democrata, quer republicano), naquelas que seriam as primeiras eleições com votações totalmente computadorizadas. E é neste frenesim da passagem de comediante a candidato que temos um belo filme: intenso, com diálogos riquíssimos e com um ritmo acelerado e constante - tanto vemos os bastidores de frente e olhos nos olhos, como vemos os discursos escondidos, tanto olhamos Dobbs a subir as escadas, como o vemos a desaparecer, de costas para nós. Uma película mordaz, atenta, com momentos de humor muito interessantes, e com o surgimento paulatino de alguns pormenores importantes - Alan Stewart, advogado da Delacroy (um subaproveitado Jeff Goldblum), que está por detrás da vanguarda do voto electrónico por touch screen, e o papel cada vez mais importante de Jack Menken (Christopher Walken), agente do comediante e apoio indispensável durante a campanha.
Mas uma funcionária da empresa, Eleanor Green (Laura Linney) descobre um erro no programa da votação e prevê que a esta iria estar inquinada e cair sempre para um lado que não o do verdadeiro vencedor. Ostracizada, enceta uma (rápida) viagem ao encontro de Tom, para o avisar dos erros cometidos. E, no meio desta viagem, o filme começa a perder vivacidade, ritmo e acutilância, e dilui-se numa segunda parte simpática, mas que só nos leva a perceber se iriamos ou não ter um candidato com escrúpulos (olá Casa Branca!) ou outro aproveitador da bondade democrática do contrato social. Williams perde força, o filme perde ideias, a obra perde rumo. Numa típica analogia da bifurcação florestal, Levinson foi para um lado quando devia ter ido para o outro. No caminho que escolheu, esbarrou num muro, quando poderia ter atingido uma peça madura e consistente, que o poriam na rota das chamadas de atenção políticas importantes no mapa cinematográfico norte-americano. Ao invés, queda-se, na globalidade, pela comédia engraçada, e que não trará (quase) nada de novo ao género.




Título Original: "Man of the Year" (EUA, 2006)
Realização: Barry Levinson
Argumento: Barry Levinson
Intérpretes: Robin Williams, Cristopher Walken, Laura Linney e Jeff Goldblum
Fotografia: Dick Pope
Música: Graeme Revell
Género: Comédia / Drama
Duração: 115 min.
Sítio Oficial: http://www.manoftheyearmovie.net

"An Inconvenient Truth" por Ricardo Clara

Um aviso com Óscar ao lado


"Olá, o meu nome é Al Gore e eu já fui o futuro Presidente dos Estados Unidos da América". É difícil encontrarmos um qualquer documentário que comporte uma mensagem ou aviso e que não caia (a não ser que seja essa a intenção) na tentação de cair na questão política da "coisa". "Uma Verdade Inconveniente" não é excepção. E confirmamo-lo com esta frase que Albert Gore, antigo congressista do Senado norte-americano e que se candidatou nas presidenciais de 2000 a "líder do mundo livre", como pomposamente gostam de se apelidar. Nessa altura, e como se devem recordar, chegou à Casa Branca o actual presidente George W. Bush, numas controversas eleições onde se discutiu (e ainda se discute) se houve ou não resultados falseados no populoso estado da Flórida.
Discussões e polémicas à parte, Al Gore, que já enquanto estudante, e mais tarde como congressista, desenvolveu uma atenção especial pelas preocupações ambientais, aproveita a folga que a "derrota" nas eleições lhe ofereceu para iniciar um périplo mundial no qual fez uma apresentação dessas mesmas preocupações com o futuro do planeta, para audiências tão díspares como as da China, Coreia do Sul ou Índia. E, após todas as palestras, estudos e conversas com especialistas do ramo, Gore chegou a uma conclusão alarmante, que não obstante vir sendo tema de alerta por parte da comunicação social, não o é ainda que conscensialize as pessoas em geral - estamos a caminho de uma grave crise ambiental. O então ex-futuro presidente decide passar para documentário essas palestras, tentando transmitir as suas preocupações e medos, misturando aí um pouco das suas vivências enquanto jovem rural, enquanto filho, pai e irmão. E, no meio destas premissas, o realizador Davis Guggenheim dirige e monta uma sólida peça documental, equilibrando dramas pessoais do orador com dramas ambientais à escala mundial, bem orquestrado com imagens e com música mas, claro, não conseguindo abster-se de enviar alguns recados políticos que, quiçá, não seriam desnecessários.
Efectivamente, "Uma Verdade Inconveniente" tem como base uma das palestras leccionadas por Al Gore (e, claro, a única que possuía aqueles recursos audiovisuais e de panafernália técnica), onde somos avisados desse grave problema que é o aquecimento global, por intermédio de fotografias, números, cálculos, estatísticas, gráficos e desenhos (onde nem o "Futurama" de Matt Groening falta), numa tentativa de despertar consciências e abanar convicções. Tem o mérito de o fazer de forma competente e lúcida, de fácil tangibilidade e com fórmulas muito bem delineadas nas chamadas de atenção, unindo a vertente didática com uma montagem muito conseguida, onde descobrimos em Gore um óptimo narrador (isto, claro está, se deixar para trás a carreira política). A (re)ver.


Título Original: "An Inconvenient Truth" (EUA, 2006)
Realização: Davis Guggenheim
Intérpretes: Al Gore
Fotografia: Davis Guggenheim e Bob Richman
Música: Michael Brook
Género: Documentário
Duração: 100 min.
Sítio Oficial: http://www.climatecrisis.net

21 de março de 2007

Passatempo antestreia "Premonição"

Será a tua Imaginação?



Tem a vida que sempre sonhou, uma casa bonita, duas filhas lindas e o mais importante, um marido maravilhoso, alguém que acredita conhecer melhor do que qualquer outra pessoa.
Mas suponha que tudo o que sabe - tudo em que confia - é posto em causa pela morte dele. Para Linda Hanson (Sandra Bullock) esse cenário de pesadelo tornou-se demasiado real. Serão pesadelos? Quando acorda na manhã seguinte, o seu marido Jim (Julian McMahon, Quarteto Fantástico) está vivo e a cantar no chuveiro.
Terá sido um terrível pesadelo ou aconteceu realmente? Inicialmente, Linda acredita que o acidente deveria ter sido um sonho. Até que acontece outra vez, e outra vez. Um dia Linda acorda e encontra Jim vivo, outros dias acorda e está viúva. A premonição de Linda provoca uma série de intrigantes acontecimentos, enquanto tenta compreender a realidade do seu casamento e impedir que o acidente aconteça.
Tentando combater o destino, Linda começa gradualmente a descobrir o que o futuro lhe pode trazer. Poderia Jim ser infiel?

Como seria a vida sem ele? Quererá ela realmente saber? Linda tem agora de perguntar a si própria "deverá ela tentar realmente mudar o destino?".


NOS CINEMAS A 29 DE MARÇO





O Antestreia e a Lusomundo têm para oferecer convites para a antestreia do filme "Premonição". Para tal, tem que responder correctamente às duas questões que colocamos aqui em baixo.


Quem é que realiza este filme?

Qual a data de início deste blog?

Se for um dos vencedores, poderá ver este filme em:


Lisboa: Vasco da Gama
Antestreia: Dia 28 de Março (Quarta-feira), às 21h30, 5 convites duplos


Coimbra: Fórum Coimbra
Antestreia: Dia 28 de Março (Quarta-feira), às 21h30, 5 convites duplos


Porto: GaiaShopping
Antestreia: Dia 28 de Março (Quarta-feira), às 21h30, 5 convites duplos


Atenção: A recepção de respostas para este passatempo termina no dia 26/03, às 19h00. Não se esqueçam de colocar o nome completo e o nome do cinema na vossa resposta ou a participação não será validada, enviando-a para antestreia_blog@hotmail.com.


Para levantar o seu convite, deverá apresentar-se com o seu BI ou outro documento identificativo (não serão aceites fotocópias) junto das bilheteiras do cinema, a partir das 17h00 do dia do filme.

Os vencedores serão contactados por email.

17 de março de 2007

"Suicídio Encomendado" por Nuno Reis


“Olá. O meu nome é Luís Tinoco... e neste preciso momento... decidi morrer.” É assim que começa a mais recente pérola do cinema nacional. Exactamente assim, com um ponto final, exclamações não são próprias da forma de ser de Tinoco. O protagonista desta comédia negra é um jovem infeliz e apático que, não sabemos bem porquê, decide morrer. Por coincidência recebe um telefonema de uma empresa que o poderá assistir nesse último acto. A Exit assegura aos seus clientes uma morte em grande, quase orgásmica. O filme resume-se ao último dia de Tinoco, quando explicará ao agente da Exit as razões de ser como é e os motivos que o levam a procurar o suicídio.
Longe de ser uma grande produção – nem sequer pelos padrões nacionais – consegue ser de uma criatividade excepcional e uma comédia negra com momentos absolutamente delirantes. Apoiado num elenco desconhecido (Wallenstein é a única estrela cinematográfica, os restantes têm experiência de teatro e de novelas) Artur Serra Araújo fez um filme calmo, suficientemente lento para ser apreciado e pensado, mas com momentos vibrantes estrategicamente colocados de forma a manter um espectador empolgado.
Tinoco acha que não vale a pena viver e assume uma postura de indiferença, torna-se um vencido da vida que anseia pela morte sem ter a coragem para a causar. A família disfuncional de Tinoco e a inacreditável juventude que teve fazem-nos compreender o problema. Não é só por algo concreto que lhe sucedeu que deseja morrer, mas por toda a sua vida ser um fracasso. O Doutor Cruz Morte - Wallenstein de volta às personagens negras - é o homem Exit responsável pelo último dia de Tinoco, tem por missão arranjar-lhe um sítio e uma forma de morrer inesquecíveis. É um homem extremamente motivado para o seu trabalho, para ele a morte é o “supremo acto da liberdade humana”, e a sua forma de encarar a morte dos outros cativa os espectadores. Ao longo do filme vai criando laços com Tinoco e é maravilhoso como consegue gostar minimamente dele e simultaneamente desejar-lhe tanto (e tantas vezes) a morte.
Graças a este filme pequenos objectos do dia-a-dia normalmente desprovidos de significado, podem ser causadores de um sorriso dias mais tarde. Só pelo espalhafato e pela novidade que trouxe ao cinema nacional merece uma espreitadela. É um tema polémico e logo pelo título afastará muito público, mas quem for ver a saber com o que conta não sairá desiludido.






Título Original: "Suicídio Encomendado" (Portugal, 2007)
Realização: Artur Serra Araújo
Intérpretes: João Fino, José Wallenstein, Neuza Teixeira, Eloy Monteiro, Luis Lucas, Ana Melo

Argumento: Artur Serra Araújo
Fotografia: Pedro Azevedo
Música: Pedro Marques
Género: Comédia/Drama
Duração: 88 min.
Sítio Oficial: www.suicidioencomendado.com

15 de março de 2007

"Norbit" por Nuno Reis


Semanas depois da estreia do primeiro filme que deu a Eddie Murphy um prémio respeitado, o Golden Globe, chega um daqueles que serão recordados como piores que o actor já fez.

Norbit é uma criança abandonada à porta de um orfanato. Na sua infãncia apaixona-se por Kate e quando tudo parecia perfeito para o feliz casal ela é adoptada deixando o pequeno Norbit só. O solitário Norbit deixou de apreciar a sua infãncia e é com indiferença que é salvo de uns rufias pela gigantesca Rasputia que prontamente o elege seu namorado. Décadas mais tarde, já estando Norbit casado com a tirana Rasputia, a adorável Kate volta... com o seu noivo. Esta surpresa causa muita dor ao pobre Norbit. Outro problema deste regresso é que tanto a encantadora Kate como os violentos irmãos de Rasputia pretendem adquirir o orfanato, mas enquanto ela quer ficar a tomar conta das crianças eles pretendem transformá-lo num lucrativo antro de pecado.

Seria de esperar que a montagem fosse um dos pontos fortes do filme, mas a coordenação nem sempre bem feita e recorre ao facilitismo de esconder as caras de forma forçada e nada natural. O outro ponto forte é a componente cómica. Só que o argumento em si está longe de ser brilhante - é ofensivo e recorre ao insulto contra os gordos constantemente – salva-se meia dúzia de bons gags pelo meio.

Murphy depois de ter sido os Klumps deveria ter deixado os múltiplos papeis e, a fazer comédias, que sejam com um papel único. Será que não percebe que já não tem a mesma piada? Thandie Newton que ultimamente estava a escolher bons papeis (os dois anteriores a este foram o brilhante “Crash” e em “The Pursuit of Happiness”) arruinou totalmente esse esforço interpretando uma criança em ponto grande. Quanto a Cuba Gooding Jr. não tenho palavras que se adequem, é possivelmente o pior papel que já desempenhou. Espero que ao menos se tenha divertido a fazer o filme. Outros secundários de renome são Marlon Wayans e Eddie Griffin, mas o primeiro nunca fez bons papeis e o segundo é quem tem mais piada em todo o filme.

Se fosse um filme com um actor desconhecido para cada personagem, poderia passar despercebido. Tendo 3 estrelas esperava-se melhor ou, pelo menos, com mais bom senso.






Título Original: "Norbit" (EUA, 2006)
Realização: Brian Robbins
Intérpretes: Eddie Murphy, Thandie Newton, Cuba Gooding Jr.
Argumento: Eddie Murphy, Charles Murphy, Jay Scherick, David Ronn
Fotografia: J. Clark Mathis
Música: David Newman
Género: Comédia/Romance
Duração: 102 min.
Sítio Oficial: http://www.meetnorbit.com/

"Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus" por Nuno Reis

Diane Arbus é um marco incontornável da fotografia no século XX. Enquanto outros fotógrafos ganharam nome por fotografarem um acontecimento histórico ou um lugar longínquo, Arbus criou a sua fama retratando aquilo que a rodeava e focando-se no que ninguém mais via. Os seus peculiares locais e temas deram que falar em todo o lado e capturou imagens que mudaram a forma de encarar as pessoas.

Esta visão da vida da artista mostra como ela troca uma monótona vida doméstica como assistente do marido no laboratório fotográfico, por uma vida de aventuras em que descobrirá todo um novo conjunto de pessoas. A curiosidade de Diane é despertada pelo seu vizinho que tem sempre o rosto oculto. Descobre que o nome é Lionel e a profissão são as perucas. Quando ela lhe pede para o fotografar descobre que uma doença (tricotomia) lhe faz crescer os pêlos muito mais do que o habitual, fica a conhecer o passado de sofrimento que Lionel viveu no circo e dispôe-se a conhecer outros como ele. Usando a fotografia como desculpa, Diane entra num mundo de anões e gigantes onde fará novas amizades, e tentará integrá-los com a própria família levando o marido até perto da loucura.

Para interpretar tal personagem e numa versão tão estranha seria necessária uma estrela com capacidades além do normal “Fur”, tal como “The Hours”, é uma ficção biográfica de uma mulher icónica e com um mundo seu, a escolha de Nicole Kidman para o papel foi perfeita. Quanto a Lionel, Robert Downey Jr. também foi uma excelente escolha, consegue suportar o peso da personagem e mostrar-nos o humano por baixo de todo aquele pêlo.

Esta versão moderna de “A Bela e o Monstro” é dramática, cativante, emotiva e deixa os espectadores em suspense. Para tocar num tema desconfortável como este seria de esperar mais suavidade, mas, pelo contrário, foi feito de forma a ser ainda mais chocante: a história começa num aldeamento nudista. Quem não se sentir bem, tem autorização para sair da sala. Quem não perder o interesse, talvez aguente o resto da história.







Título Original: "Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus" (EUA, 2006)
Realização: Steven Shainberg
Intérpretes: Nicole Kidman, Robert Downey Jr.
Argumento: Erin Cressilda Wilson (baseada no livro de Patricia Bosworth)
Fotografia: Bill Pope
Música: Carter Burwell
Género: Drama/Romance
Duração: 120 min.
Sítio Oficial: http://www.furmovie.com/

14 de março de 2007

"The Fountain" por Nuno Reis


A carreira como realizador de Darren Aranofsky após o curso resumia-se apenas a "Pi" e "Requiem For a Dream". São sem dúvida dois marcos na história do cinema mas desde 2000 que não lançava nenhum novo trabalho e os fãs ansiavam.
Chega esta semana às salas nacionais a mais recente obra de Aranofsky - "The Fountain" – e o seu elenco está ao nível das grandes produções. Helen Burstyn mantém-se no lote dos escolhidos, o cavaleiro é Hugh Jackman e a donzela em apuros é Rachel Weisz.

A história está dividida em três mundos e em três tempos. A Espanha da Inquisição, um laboratório moderno de neurocirurgia e uma árvore que deriva na espaço. Em Espanha um guerreiro é mandado pela sua rainha numa missão impossível. Para salvar o seu país da Inquisição, terá de encontrar a Fonte da Juventude que está escondida entre as três grandes cidades Maias. Quinhentos anos depois, num laboratório um investigador luta contra o tempo para descobrir a cura para o tumor que lentamente lhe rouba a mulher. A sua última esperança é uma árvore da América do Sul parece esconder a cura para a doença mais temida - a morte. E outros quinhentos anos passados, no meio do espaço, um homem acompanha a Árvore da Vida na sua viagem espacial para o Reino dos Mortos. As demandas de um homem que movido apenas pelo Amor parte em busca do Conhecimento, num constante desafio à Morte.

O eterno confronto contra a morte e a milenar busca pela Fonte da Vida vistos de diferentes perspectivas que misturadas originam um filme único. Está longe de ser brilhante e para grande parte do público poderá ser muito pesado, mas mesmo assim é uma história deslumbrante, recheada de emoção e amor, onde a morte desinibe os intervenientes e todos os sentimentos são expressos.
“Uma ode à Morte” é como o realizador descreve o filme e é um excelente resumo das sensações transmitidas pois foi filmado de tal forma que a Morte, em todas as suas formas, é bela e poética, e depois da morte o próprio Amor fica mais forte. O tempo parece pouco quando se ama, mas a Eternidade é tempo suficiente para amar.




Título Original: "The Fountain" (EUA, 2006)
Realização: Darren Aronofsky
Intérpretes: Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn
Argumento: Darren Aronofsky, Ari Handel
Fotografia: Matthew Libatique
Música: Clint Mansell
Género: Acção/Drama/Romance
Duração: 96 min.
Sítio Oficial: http://thefountainmovie.warnerbros.com/

13 de março de 2007

O trailer que vai ser filme

Um dos mais aguardados projectos cinematográficos do ano é a terceira parceria Tarantino/Rodriguez. Depois de "Four Rooms" e "Sin City" chega a vez de "GrindHouse" que se divide em duas histórias, uma de cada realizador. A história de Rodriguez é sobre uma praga de zombies, e a de Tarantino é sobre um assassino que atropela mulheres. Com o aviso à prova de críticas homenagem ao filmes de série B e um elenco que inclui os lendários Udo Kier e Kurt Russell, tem tudo para ser um filme de culto.
Esta engenhosa dupla criou um lote de trailers para separar os dois filmes, sendo um deles com o favorito de Rodriguez, Danny Trejo, a interpretar um motoqueiro de nome "Machete". O realizador confessou que desde "Desperado" que queria transformar Trejo em Machete mas nunca teve a oportunidade. Nesta brincadeira acabou por experimentar e por gostar, indo agora planear uma longa-metragem para a personagem.

Posters





Mudança de visual



O Antestreia tem estado em crescimento ao longo destes quase quatro anos. Depois dos passatempos Fantasporto (se procurarem ainda temos um a decorrer) outros virão, e foi a pensar no futuro próximo que decidimos criar um logotipo. O artista convidado para o fazer foi David Santos, um jovem artista português que tem a animação como carreira e o cinema como paixão.

A imagem que ele criou para nós foi esta, esperamos conseguir divulgá-la tanto como merece.

Mais uma vez obrigado David.

12 de março de 2007

300 - um sucesso de bilheteira



A mais recente adaptação de uma novela gráfica aos ecrãs de cinema revelou-se uma bomba nas bilheteiras norte-americanas. O épico de guerra "300", adaptado por Zach Snyder ("Dawn of the Dead" - 2004) ao cinema arrecadou a fantástica quantia de 27.7 milhões de dólares no dia de estreia, sendo um fantástico índice após a aposta da Warner Bros. nesta adaptação. Snyder, que se encontra já a preparar "Watchmen", outro salto da BD para a tela, encetou neste sucesso uma visão muito própria e estilizada sobre uma épica batalha entre um gigante grupo militar (consta de que eram uns milhões de soldados) que invadiu a Grécia, e que encontrou resistência num pequeno exército espartano, comandado pelo Rei Leónidas, e que ficou conhecido como os 300 de Esparta. Este aguardado filme tem estreia prevista para Portugal a 5 de Abril.

Estrelas na cirurgia


A série "Nip/Tuck" tem vindo a ganhar participações de peso. Ryan Murphy, o criador da série, a semana passada anunciou que Nicole Kidman, durante as filmagens do filme "Need" lhe pediu uma cena na série das operações plásticas. Murphy está a pensar em retirar-lhe o torto (mas Oscarizado) nariz de "The Hours". A próxima estrela a inscrever-se para um cameo será Madonna, mas num papel ainda não definido. Enquanto isso o protagonista Julian McMahon revelou que a sua parceira de filmagens em "Premonition", Sandra Bullock, também está desejosa de aparecer, se puder fazer uma operação completa ao corpo no último episódio.
Com tantas candidatas de luxo os figurantes que se cuidem!

3 de março de 2007

Premiados Fantasporto 2007

Este ano o júri do Fantasporto ficou decidido à primeira sessão competitiva.
El Laberinto Del Fauno”, depois de três prémios máximos da Academia Americana, leva agora o troféu mais importante do cinema em Portugal. Ganhou o prémio de melhor filme, melhor actor, e uma das suas actrizes conquistou, por outro trabalho, o de melhor actriz. O domínio dos filmes espanhóis prolongou-se para a semana dos realizadores onde “Un Franco, 14 Pesetas” arrecadou os prémios de melhor filme e realizador. Metade dos restantes prémios ficaram entregues a filmes asiáticos, o cinema americano conquistou apenas o prémio de melhor curta fantástica.



Secção Oficial do Cinema Fantático


Grande Prémio para o Melhor Filme

El Laberinto Del Fauno” de Guillermo del Toro

Prémio Especial do Júri

Historias del Desencanto” de Alexandro Valle

Melhor Realização

Bong Joon-Ho por “The Host

Melhor Actor

Sergi Lopez por “El Laberinto Del Fauno

Melhor Actriz

Ariadna Gil por “Ausentes

Melhor Argumento

James Moran por “Severance

Melhores Efeitos Especiais

Ng Yuen Fai por “Re-Cycle

Melhor Curta-Metragem

The Listening Dead” de Phil Mucci

Prémio Especial do Júri

The Bothersome Man” de Jens Lien


Semana dos Realizadores


Grande Prémio

Un Franco, 14 Pesetas” de Carlos Iglésias

Prémio Especial do Júri

Suicídio Encomendado” de Artur Serra Araújo

Melhor Realização

Carlos Iglésias por “Un Franco, 14 Pesetas

Melhor Actor

Jung-Woo Ha por “Time

Melhor Actriz

Isabella Leong por “Isabella

Melhor Argumento

Kim Fupzz Aakeson por “Pure Hearts


Orient Express


Grande Prémio Orient Express

Isabella” de Ho Cheung Pang

Prémio Especial do Júri

The Promise” de Chen Kaigé


Méliés d’Argent


Méliés de Prata

Renaissance” de Christian Volkman

Prémio Especial do Júri

Finkle’s Odyssey ” de Barney Clay

Outros


Prémio da Crítica

"Paprika" de Satoshi Kon

Prémio do Público

"Taxidermia" de Gyorgy Pálfi

Prémios Carreira

Henry Thomas, Rosanna Arquette, Ruy de Carvalho

Henry Thomas no Fantasporto 2007


Henry Thomas, o Elliott no filme de culto "E.T." (Steven Spielberg, 1982) está no Porto, a convite do Fantasporto, e o Antestreia esteve presente na conferência de imprensa. Thomas revela que já está farto de ser constantemente confundido com o seu papel no filme que celebra o seu 25º aniversário "não digo que seja uma cruz que tenho que carregar, mas já tive vários papéis que são importantes e é com dificuldade que me imponho com eles". O actor, de 35 anos, confessou-nos que quer continuar a representar: "não ponho de parte a hipótese de um dia estar à frente da direcção de um filme, principalmente se for um projecto aliciante e que me agrade, mas o meu futuro imediato passa por continuar a tentar castings e a apostar na minha carreira enquanto actor", tendo inclusive afirmado que a indústria do cinema está cada vez mais fechada "actualmente vivo em Los Angeles, e por estar lá noto que a rivalidade e a competição são cada vez maiores".
Reportando-se ao "E.T.", afirma que ocasionalmente encontra a "Drew Barrymore, normalmente em festas e em eventos sociais", tendo por várias vezes tentado castings para filmes de Spielberg, algo que ainda não aconteceu: "particularmente, não vejo muitos filmes do Steven. Sou seguidor de Scorsese [com quem trabalhou em "Gangs of New York"], e cada vez mais admiro o trabalho de Sofia Coppola", estando a seguir com muita atenção o trabalho de Charlotte Rampling. Henry Thomas vai receber esta noite, na sessão de encerramento da 27ª Edição do Fantasporto, o prémio carreira.

1 de março de 2007

"El Laberinto del Fauno" por Nuno Reis

Em 1944 o mundo atravessava o seu maior pesadelo. A Guerra de que todos falavam era mundial mas em Espanha ainda se sofria da guerra civil. Ofélia é uma inocente criança que acompanha a sua mãe grávida numa viagem para junto do seu novo pai. Numa paragem da viagem, Ofélia deixa-se encantar por um insecto que liberta e que a levará a conhecer um fauno nas traseiras do velho moinho que habita. O fauno diz-lhe que ela é uma princesa que terá de cumprir uma missão para poder tomar o seu lugar junto ao verdadeiro pai. Nessa noite todo um novo mundo escondido desperta para ela.

A mais recente obra de Del Toro, como todas as demais, tem uma qualidade visual incomparável a filmes de qualquer outro realizador. As criaturas, criadas por computador ou com um moderno disfarce, são sempre deslumbrantes e perfeitas ao detalhe. Este argumento pleno de magia e de uma beleza de conto de fadas transporta-nos para um mundo irreal, que poderá não ser apenas resultado de uma mente fértil.

O filme que abriu o Fantasporto e conquistou os Óscares tem como maior arma ser centrado numa criança. Muitas vidas se cruzam e a História Espanhola está a ser feita, enquanto na floresta se desenrola uma guerrilha e no antigo moinho prevêem-se complicações de parto para Cármen, Ofélia atravessa portas secretas na sua demanda. Mas será o Fauno o seu único amigo ou apenas mais um monstro que tem de ser derrotado para que possa viver feliz para sempre? Ou será aquilo que chamamos imaginação uma realidade que não pode ser vista por todos? A única coisa garantida neste filme é que quem o viu, acreditando ou não em magia, ficará encantado.





Título Original: "El Laberinto del Fauno" (Espanha, EUA, México 2006)

Realização: Guillermo del Toro
Intérpretes: Ivana Baquero, Aradna Gil, Sergi López, Doug Jones
Argumento: Guillermo del Toro
Fotografia: Guillermo Navarro
Música: Javier Navarrete
Género: Drama/Fantástico/Thriller
Duração: 119 min.
Sítio Oficial: http://www.panslabyrinth.com/

Passatempo Fantasporto 2007



No seguimento dos passatempos anteriores apresentamos hoje um novo desafio.

A seguinte sopa de letras contém 38 apelidos de realizadores, os 5 primeiros a descobrirem cinco nomes receberão bilhetes duplos para assistir aos filmes premiados do Fantasporto. Os dez participantes com mais acertos receberão também um VHS de filmes de culto Fantas.



Enviem as respostas para: antestreia_blog@hotmail.com.

Vencedores Segundo Passatempo Fantasporto 2007



O segundo passatempo sobre o Fantasporto terminou. A pergunta era:
Qual destes realizadores não venceu o melhor filme (Secção Oficial de Cinema Fantástico) no Fantasporto - Festival Internacional de Cinema do Porto: David Cronenberg, Guillermo del Toro e Kim Ki-duk?"

E a resposta é Kim Ki-Duk, o seu filme "Seom" apenas venceu Melhor Actriz e Prémio Especial do Júri.

Os vencedores foram:
Bruno Coelho
Carina Maru
Marcelina Leandro
João Pamplona
Luís Ivars

À semelhança do passatempo anterior podem levantar os vosos convites no gabinete de imprensa do Fantasporto e trocar por bilhetes para qualquer sessão excepto a de encerramento.