31 de janeiro de 2009

"Slumdog Millionaire" por António Reis


A magia está de regresso ao Cinema.

Que me perdoe David Fincher e o seu fantástico "Benjamim Button", mas o meu Oscar já está entregue. "Slumdog Millionaire" é um filme arrebatador a todos os níveis, sobretudo argumento, realização, montagem e música. Há filmes assim em que o espectador é agarrado desde as primeiras imagens e abandonado mas feliz no fim, numa vivência maior que a própria vida. "Quem Quer Ser Bilionário" é o exemplo perfeito do sonho indiano, mas podia ser de qualquer outro país, incluindo o nosso. Afinal em todo o mundo a busca da felicidade que o dinheiro concede vale todos os sacrifícios, as humilhações públicas, o desnudar de todas as fraquezas humanas aos olhos de espectadores ávidos de emoções fortes.

A franchise televisiva do concurso Quem Quer Ser Milionário é apenas mais uma prova de que o dinheiro, ou a expectativa de o ter, pode comprar tudo, até o respeito por nós próprios. E que todos somos terceiro-mundistas, mesmo que com a intermediação televisiva. Enquanto passam as perguntas do concurso, o espectador assiste ao calvário de Jamal a caminho da glória dos vinte milhões de rupias, por onde perpassam as recordações de uma vida. Desde a infância nas lixeiras onde os slumdog buscam a sobrevivência até à pergunta final de qual é o terceiro mosqueteiro, são duas horas arrebatadoras onde confluem com uma mestria inigualável o registo documental, o policial, alguma comédia (o guia em Taj Mahal) e o melodrama romântico com um apoteótico final no melhor estilo de Bollywood.
A verdade é que o concurso Quem Quer Ser Milionário é um êxito estrondoso na Índia prendendo a atenção de milhões de espectadores. O filme copia o real, mas dá-lhe uma dimensão humana de tal veracidade que nem parece ficcionado. Se se acrescentar à história a ascensão social de um menino da rua a quem a televisão oferece o Hall of Fame e uma contundente crítica social de uma Índia industrializada que se julga ser o centro do mundo, compreende-se que "Slumdog Millionaire" não é apenas uma história. É uma confluência de referências políticas, económicas e sociológicas que permitem múltiplas leituras e daí deriva a relevância do filme.

Que dizer pois de um filme a que nos rendemos absolutamente? Que é perfeito, uma obra-prima e as dez nomeações para os Oscares apenas confirmam que às vezes Hollywood acerta. Os quatro Globos de Ouro provam que a crítica especializada reconhece os méritos do filme como o melhor que 2008 nos trouxe.
Os Globos premiaram o argumento baseado numa novela de Vikas Swarup, que tem o sabor autêntico da realidade indiana, e se tivessem a categoria da montagem, "Slumdog" vencesse mais uma estatueta. Porque a qualidade e o ritmo da montagem paralela permitem um crescendo de suspense e um contraste de dois mundos que reflectem a Índia no seu melhor e no seu pior. A oposição entre o estatismo da imagem televisiva do concurso com a sua tensão muito controlada e a dinâmica das memórias da vida de Jamal, constitui um dos elementos mais marcantes do estilo visual de Slumdog. Danny Boyle parece regressar aos tempos de "Trainspotting", mas enquanto aqui filmava a sua cidade natal, em "Slumdog" revela-nos um mundo que ele próprio está a aprender a conhecer. Um pouco como um inglês que regressa à ex-jóia da Coroa, com nostalgia e encanto. A música num estilo Bollywood-pop contagia o filme e os espectadores com uma sonoridade étnica inconfundível.

Por fim uma referência aos actores, os personagens Jamal e Latika, o par romântico do filme que resiste à tentação lamechas dos convencionais melodramas. Ela é Freida Pinto, modelo que tem aqui a sua estreia em cinema. Felizmente que foi recusada em todos os outros papéis por ser demasiado magra para os padrões indianos de beleza. Como diz Danny Boyle a sua descoberta foi equivalente à de Kelly Macdonald para "Trainspotting". Ele enquanto personagem adulta foi escolhido "por catálogo" quando participava na série “Skins”. Mas seria injusto não valorizar o extraordinário desempenho do personagem em criança. Pequenos grandes actores às portas de uma grande carreira.

Ver este filme foi uma experiência tão gratificante que me atrevo a dizer que não é apenas o melhor de 2008, mas que merece um lugar de destaque na História do Cinema.

Título Original: "Slumdog Millionaire" (EUA,Reino Unido, 2008)
Realização: Danny Boyle, Loveleen Tandan
Argumento: Simon Beaufoy (baseado no livro de Vikas Swarup)
Intérpretes: Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto
Fotografia: Anthony Dod Mantle
Música: A.R. Rahman
Género: Crime,Drama,Romance
Duração: 120 min.
Sítio Oficial: http://www.slumdogmillionairemovie.co.uk/

Quatro filmes portugueses em exibição simultânea

Haver quatro filmes portugueses em exibição simultânea seria um motivo para comemorar, não fossem eles de qualidade duvidosa. Após anos de quase total dependência estatal na produção cinematográfica e de critérios de selecção onde o factor "qualidade" e "de autor" pareciam ser dominantes, chegou o tempo de tentar um cinema mais comercial. Se no primeiro caso se registou um divórcio entre público e cinema nacional, nesta nova vaga os resultados estão longe de ser animadores. Na história mais recente do cinema português nunca mais de um filme por ano, e não em todos os anos, conseguiu atingir números de espectadores minimamente aceitáveis, em torno dos 150, 200 mil. Aconteceu com "O Lugar do Morto", com "Jaime" e mais recentemente com "O Crime do Padre Amaro" (317 mil), "Filme da Treta" (278) e "Corrupção" (228). Este ano o recordista de bilheteira terá sido "Amália" (por enquanto com 194 mil). De notar que a cota de mercado do cinema português ronda invariavelmente 1,5 a 2%.
Os quatro filmes actualmente em exibição são o citado "Amália", "Veneno Cura" e a dupla NBP "Contrato" e "Second Life". Num mercado tão concorrencial e com tão poucas salas, ter quatro filmes até poderia levar a crer numa pujança inusitada do nosso cinema, não fosse o efeito de canibalização que estão a causar-se. E por isso aquilo que poderia ser motivo de satisfação será mais motivo de reflexão.

O caso "Amália" é o exemplo de um cinema português folhetinesco, televisivo e que procura a adesão fácil do público pelas piores razões. Pegar no mito Amália e tentar dar-lhe uma visão refrescante sem pôr em causa os clichés é tarefa impossível. Os espectadores têm-se sentido desiludidos. Os mais velhos porque não se revêm nesta história e os mais novos porque estão-se nas tintas para Amália.

"Veneno Cura" é um caso anómalo de cinema independente e de autora. Depois de ter realizado "Rasganço", uma belíssima primeira longa, Raquel não resistiu à atracção do abismo que é fazer um cinema para um nicho de público intelectual.

Falta apenas abordar o boom Nicolau Breyner. Poderá haver quem o ache bom actor, a começar por ele próprio. Poderá haver quem acredite que é realizador, o que é duvidoso, ou produtor que neste caso até é verdade. Quem têm em comum estes dois filmes com "O Crime" e "Corrupção"? A convicção verdadeira de que o melhor do cinema português são as actrizes, sobretudo quando a produção apresenta dificuldades financeiras para o guarda-roupa. Quem se importa que o "argumento" de "Corrupção" seja um atraso de vida narrativo? A quem interessa que "O Crime" além do título nada deva ao Eça? Que importa que o "Contrato" parta de uma novela já fora do tempo do grande Diniz Machado e que o guião, que conta com a colaboração do nosso amigo Pedro Bandeira Freire (de quem sentimos saudades pela ausência), tenha diálogos miseráveis? Ou que "Second Life" use o truque barato de um nome apelativo das redes sociais para tentar enganar os incautos? O que importa é que neles apareça o melhor de Portugal, ainda que melhorado com algum silicone.
Vivam pois Soraia Chaves, Cláudia Vieira, Liliana Santos, pelos momentos de prazer que proporcionam aos espectadores. Bom seria que Nicolau Breyner e sus muchachos pensassem num filme que as juntasse todas, num argumento vagamente inspirado no canto nono d’"Os Lusíadas". Talvez assim o cinema português chegasse aos 500 000 espectadores e atingisse um novo recorde.


António Reis

30 de janeiro de 2009

"Der Baader Meinhof Komplex" por Nuno Reis

Nos anos 60 o mundo estava em convulsão. Enquanto os americanos protestavam contra a Guerra do Vietname e os franceses na monumental greve de Maio de 68, os alemães ainda sem causas próprias protestavam por problemas internacionais. Eram contra as guerras em Israel e no Vietname e contra a pobreza no mundo. Eram também contra o governo da Alemanha Federal onde reviam o nazismo. Esse medo do passado deu um enorme impulso ao movimento socialista e Ulrike Meinhof era a voz do povo. Jornalista de profissão passou das palavras aos actos quando libertou Andreas Baader da prisão. Juntos criaram a Baader-Meinhof, facção que durou quase trinta anos e mudou não apenas a Alemanha, mas o mundo.

Para colocar o espectador no contexto histórico começa logo ao som da irreverente Janis Joplin. É-nos apresentada Meinhof na sua vida pacata como esposa e mãe. Um artigo seu refere a visita dos governantes iranianos a Berlin. Nessa visita confrontos entre simpatizantes do Xá e estudantes manifestando-se contra o regime causam uma vítima, o que leva Gudrun Ensslin a bradar que apenas se pode responder à violência com violência. Meinhof também foi uma das jornalistas a cobrir os discursos reaccionários do líder estudantil Rudi Dutschke. Quando o mesmo foi alvejado e incapacitado a esquerda revolucionária aclamou Andreas Badder como seu novo líder. Baader e Ensslin começaram uma nova forma de protesto à base de atentados bombistas contra jornais e estabelecimentos comerciais. O escalar da violência atingiu o pico em 1977 quando um avião foi sequestrado e levado para Mogadíscio. Nessa altura já os fundadores do grupo estavam todos mortos ou na prisão e esses novos terroristas lutavam por um ideal que não conheciam em primeira mão.

Seria isto um elogio póstumo ao movimento? A imagem que passa é a de um movimento de jovens que se opôs ao regime, que lutou pelos seus ideais e nunca se rendeu. Mostra-os como lutadores preocupados com os outros e com a nação, dispostos a dar a vida por uma causa. A relutância de Meinhof representa a oposição interna no grupo, uma consciência que sabia que algumas linhas não deviam ser ultrapassadas. E é difícil não gostar de ver um assalto a banco por mascaradas em mini-saia. Por outro lado a violência que inicialmente temiam tornou-se a arma de eleição, os raptos e a destruição o seu dia-a-dia.
A polícia, excepto pela morte desnecessária na manifestação inicial, é apresentada como sendo competente e que só está a cumprir o seu dever de proteger os cidadãos e a propriedade. Tudo fazem para localizar o inimigo, quando os avistam tentam prendê-los, só disparam se estiverem em risco de vida. Bruno Ganz com uma performance discreta, contudo impecável, é o rosto dessa força. E por mostrarem o inimigo como pessoas, igualmente preocupadas com o povo, o espectador deixa de apoiar as RAF. Começa a ver que todo o mal que fazem não é contra um monstro sem rosto, é contra pessoas aparentemente inocentes. E começa a pensar se a cura não será pior que a doença.
Apesar de muito romantizado é fortemente baseado em dados históricos. Sempre que havia um mínimo de dúvida histórica a opção foi denegrir o grupo. É compreensível que não louve terroristas. A magnífica frase de Brigitte Mohnhaupt, "parem de os ver como eles não eram", sintetiza o objectivo do filme.

As interpretações de Martina Gedeck (Meinhof), Moritz Bleibtreu (Baader) e Johanna Wokalek (Ensslin) são bem realistas. Se na primeira metade vemos o trio a fazer a revolução na rua, na segunda metade já os vemos na prisão, onde lutam contra o sistema enquanto outros de fora matam indiscriminadamente para os libertar. É o declínio dos ideais, deturpados por uma nova geração que nada tem um comum com quem viveu nos anos 60, e é sobre essa parte que mais dúvidas existem sobre qual será a verdade histórica.
A violência no filme é demasiado crua. Não vemos bombas a mutilar corpos, mas vemos demasiado cedo pessoas a serem agredidas e pontapeadas a torto e a direito. Com o desenrolar do filme habituamo-nos e já os tiros na cara não nos incomodam. Perturba mais aquilo que surge como mero recorte de jornal (o atentado de Munique).
Num filme de duas horas e meia (três na televisão alemã) é sempre fácil cometer erros. A primeira metade é muito apagada, mas a segunda compensa. É mais intimista, reflexiva e a mudança de cenário nunca quebra o ritmo da narrativa. O maior erro do filme é Alexandra Maria Lara, a maior estrela alemã (adoptada), ter um papel demasiado pequeno. Quando surge, a sua beleza hipnotizante logo captura o espectador. A expressão que faz de medo e a transformação instantânea da personagem é surpreendente. O seu minuto no ecrã é tempo a menos, mas quase que vale a pena ver o filme só por esse pequeno pedaço.

Interessante será enquadrar "Der Baader Meinhof Komplex" com duas produções alemãs dos anos 80 dos consagrados Volker Schlöndorff e R.W. Fassbinder, respectivamente "A Honra Perdida de Katharina Blum" e "A Terceira Geração", que apresentam duas visões opostas sobre as RAF. E já agora a referência de Spielberg em "Munique" na cena passada na casa-abrigo de Atenas.


Título Original: "Der Baader Meinhof Komplex" (Alemanha, França, República Checa, 2008)
Realização: Uli Edel
Argumento: Bernd Eichinger, Uli Edel (baseado no livro de Stefan Aust)
Intérpretes: Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek, Nadja Uhl, Bruno Ganz
Fotografia: Rainer Klausmann
Música: Peter Hinderthür, Florian Tessloff
Género: Acção, Biografia, Crime, Drama
Duração: 150 min.
Sítio Oficial: http://www.thebaadermeinhofcomplex.com/

29 de janeiro de 2009

"The Duchess" por Nuno Reis

Com o aproximar dos Oscares os grandes filmes chegam às salas nacionais. Todas as semanas temos filmes nomeados nas mais diversas categorias a estrear. "The Duchess" não compete aos principais galardões, mas como é habitual nos dramas históricos é um forte concorrente para as categorias técnicas.

Este é o relato de um casamento por conveniência, infeliz e onde os cônjugues se arriscam em aventuras indiscretas. Um confronto entre um duque que nunca foi contrariado e uma duquesa que exige para si apenas as mesmas liberdades que lhe exige o marido.
A duquesa Georgiana deslumbrava os homens, ditava a moda a seguir pelas damas, conquistava os votos do povo e controlava toda a alta sociedade inglesa. Como é muito bem dito no filme, o duque seu marido era o único inglês que resistia aos inúmeros encantos. É irónico que uma mulher com tanto poder seja desrespeitada por aquele que mais a devia estimar.
É curioso notar a definição de privacidade da época. O sensor automático de cada porta era uma pessoa. Dois olhos e dois ouvidos para assistirem às muitas zangas e às poucas conversas do casal que em santa ignorância diz que os segredos da sua vida pessoal ainda não chegaram aos jornais. Para quê escrever em jornais se de boca em boca circula mais depressa? Como podem jantar a falar de alargar o direito de voto e abolir a escravatura se nem pensam que os criados que os rodeiam são humanos? Muita coisa estava mal nessa sociedade, não era apenas o duque. Georgiana teve o azar de ter uma mente moderna e de se casar com alguém no topo da nobreza e fortemente ligado às tradições discriminatórias.

Knightley é a estrela que suporta o filme. Corajosa, divertida, rebelde e com a frase certa no momento certo, igual a si mesma em tantos outros papéis históricos. Está longe do seu melhor e precisa de variar urgentemente. Em "Atonement" provou que consegue fazer mais do que isto. Quem está muito bem é Simon McBurney como o político Charles Fox que, divertido e perspicaz, faz um magnífico duo com Georgiana na redefinição da política. Dominic Cooper – Sky em "Mamma Mia!" – tem bons diálogos, mas ainda não consegue impôr-se. Caminha lentamente para a fama. Vamos vê-lo brevemente em "The Escapist" no Fantasporto. Ralph Fiennes está muito banal, a personagem não tinha dotes de orador, mas nem sequer pelos tiques ou maneirismos se vê algo que apenas ele conseguisse. Hayley Atwell, no papel secundário mais importante, tem bons momentos.
Num pequeno aparte é de notar que Atwell era uma desconhecida que fazia televisão até Woody Allen a filmar em "Cassandra’s Dream". Agora já entra em grandes produções como este "The Duchess" e "Brideshead Revisited" estreado no ano passado. A outra actriz nesse filme de Allen, Sally Hawkins, também nunca tinha ganho nenhum prémio e no trabalho seguinte ("Happy-Go-Lucky") ganha logo Urso de Prata e Golden Globe.

Georgiana pode ter sido uma figura eminente na sociedade e ter tido uma história dramática, mas centenas ou mesmo milhares de famílias inglesas sofreram do mesmo ao longo dos séculos. Seguramente haveria alguém com uma história ainda mais chocante e comovente ou com um feito heróico para louvar. A atenção recai sobre esta dama em especial apenas porque o seu irmão é o tetravô de Diana. No fundo o mote para "The Duchess" foi só a repetição da História. Está bem filmado e é rico em detalhes, mas não tem nada que o distinga de muitos outros. As reconstituições de época, na sua maioria britânicas, abundam e até já enjoam. Este rapidamente perde o interesse e não traz nada de novo ao cinema.


Título Original: "The Duchess" (França, Itália, Reino Unido, 2008)
Realização: Saul Dibb
Argumento: Jeffrey Hatcher, Anders Thomas Jensen e Saul Dibb baseados no livro de Amanda Foreman
Intérpretes: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Hayley Atwell, Dominic Cooper, Simon McBurney
Fotografia: Gyula Pados
Música: Rachel Portman
Género: Drama, Histórico
Duração: 110 min.
Sítio Oficial: http://www.theduchessmovie.co.uk/

28 de janeiro de 2009

Breves de TV




Finalmente foi anunciado o nome que vai trazer "The A-Team" para o grande ecrã. A produção está entregue aos irmãos Scott (Ridley e Tony) e a realização a Joe Carnahan. O realizador que desde "Smokin' Aces" (2006) só tem escrito, tem de momento dois filmes em produção para 2009. Apesar de todo esse trabalho o esquadrão será lançado ainda em 2010.

Quanto ao elenco ainda não há nomes. Os rumores há alguns anos atrás indicavam Clooney como Hannibal, Pitt como Face, Carrey como Murdock e Ving Rhames como B.A.. Aguarda-se novidades para breve.


Enquanto isso foi anunciado que esse mesmo Clooney voltará a encarnar Doug Ross para ajudar a terminar "E.R." em grande. Parece que também Susan Sarandon participou nos episódios que vão encerrar com um marco da televisão. Foram 15 anos.

27 de janeiro de 2009

"The Curious Case of Benjamin Button" por Filipe Lopes

Passaram uns quinze anos, mais ou menos, desde que ouvi falar pela primeira vez na adaptação para cinema do conto de F. Scott Fitzgerald em que o protagonista nasce velho e rejuvenesce com o passar do tempo. Li, por essa altura, numa daquelas secções de curiosidades das revistas cor-de-rosa com meia dúzia de linhas, que são mais de entretenimento do que outra coisa, que a realização dessa história estaria a cargo de… Steven Spielberg e lembro-me de ter pensado que a história estaria bem entregue. Spielberg tinha acabado de ganhar o Óscar com “A Lista de Schindler” e especulava-se muito sobre o que iria ele fazer a seguir. Falava-se, até, de Tom Cruise para protagonista. Com o passar do tempo percebi que o futuro do realizador não iria passar por aqui, até porque se envolveu em três realizações de seguida: a sequela de “Jurassic Park”, “O Mundo Perdido” (1997), de “Amistad” (1997) e de “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), bem como com a preparação, em conjunto com Stanley Kubrick, de “A.I. – Inteligência Artificial” (2001). Às vezes ouvia falar de novos nomes para encabeçar o projecto, como Spike Jonze e Ron Howard (que terá, inclusivamente, convidado John Travolta para o papel principal) mas foi David Fincher, o menino-prodígio de “Se7en” e “Clube de Combate” quem acabou por levar o barco a bom porto. E em boa hora o fez, porque esta história nas mãos de Howard seria, com alguma certeza, além de bem diferente, muito próxima do descalabro… digo eu, claro, que não morro de amores pelo realizador de “Uma Mente Brilhante” (2001) e do actual “Frost/Nixon” que estreou há uns dias (e que eu ainda não vi). De Fincher, já eu sabia que era um cineasta de corpo inteiro, que sabe filmar, que tem uma capacidade invulgar para criar atmosferas e que consegue, com mestria, conduzir o espectador para onde ele quer. É um dos realizadores maiores da sua geração, como se comprova com um simples olhar pela sua filmografia: duas obras-primas (os já mencionados “Se7en” e “Clube de Combate”) e quatro filmes muito acima da média (“Alien 3 – A Desforra”, “O Jogo”, “Sala de Pânico” e “Zodiac”) compõem uma galeria de obras com uma qualidade constante que está ao alcance de poucos. Mesmo assim, não tinha a certeza absoluta se Fincher seria capaz de filmar esta história no tom certo, sem cair no facilitismo da lágrima fácil ou descarrilar para a histrionia. Além desta questão, já difícil, levantava-se ainda uma outra: até que ponto seria Fincher capaz de dar credibilidade à nada plausível história de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo pela vida fora? Por isso (e porque não perco nenhum filme de David Fincher, devo confessar), fui ver. O cinema tinha pipocas (maldição!), que se foram calando (felizmente!) com o desenrolar da narrativa. Bom sinal! A sala ficou rendida às personagens e aos acontecimentos. Ao relógio do tempo andar para trás, à tristeza das guerras e da perda. À satisfação de um nascer-do-sol redentor. A uma criança-velha de olhos sorridentes que vê o mundo da sua própria perspectiva, que é diferente da de todos os outros. Um ser incomum, em todos os aspectos. Muito próximo de nós, no coração, e que encara a vida como o devíamos todos fazer: com amor e alegria, sabendo que o seu fim é algo natural e impossível de evitar, mesmo que vivamos ao contrário dos outros.
A verdade é que Fincher não se contentou apenas em tornar credível o inconcebível, como o fez na nota certa, sem desafinar nem permitir desafinações à equipa, tal qual um maestro que dirige uma orquestra em perfeita harmonia. Isso vê-se nos actores (portentosas interpretações, sobretudo de Brad Pitt, mas também de Cate Blanchett), na fotografia (sempre com a tonalidade certa) e no argumento (nunca se desorienta) que, somados a uma realização irrepreensível, elevam “O Estranho de Benjamin Button” ao estatuto de obra-prima, a terceira de Fincher em sete filmes e a sua consagração como um dos actuais herdeiros do cinema clássico. David Fincher era já um realizador de corpo inteiro. Agora, é-o de corpo e alma! Porque alma é coisa que não falta aqui… para ver, rever e sentir vezes sem conta.




Título Original: "The Curious Case of Benjamin Button" (EUA, 2008)
Realização: David Fincher
Argumento: Eric Roth
Intérpretes: Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton e Taraji P. Henson
Fotografia: Claudio Miranda
Música: Alexandre Desplat
Género: Drama / Mistério
Duração: 166 min.
Sítio Oficial: http://www.benjaminbutton.com


26 de janeiro de 2009

Vencedores do passatempo "O Rapaz do Pijama às Riscas"


VENCEDORES DO PASSATEMPO "O RAPAZ DO PIJAMA ÀS RISCAS"

NOS CINEMAS A 29 DE JANEIRO






Parabéns aos vencedores do passatempo Antestreia / ZON Lusomundo para a película "O Rapaz do Pijama às Riscas", de Mark Herman.
A resposta correcta à pergunta "Qual o nome da actriz que interpreta o papel de mãe de Bruno" seria Vera Farmiga, actriz britânica de 35 anos de idade. Farmiga começou a sua carreira na representação em séries televisivas, tendo-se estreado na longa-metragem com "The Opportunists" (2001), onde pôde trabalhar com Christopher Walken. Desde essa data, integrou o elenco de várias fitas, com destaque para "Breaking and Entering" (2006) de Anthony Minghella e o aclamado "The Departed" de Marton Scorsese, fase mais profícua da sua carreira.


Cinema Zon Lusomundo Vasco da Gama (Lisboa)
Antestreia: Dia 27 de Janeiro (Terça-Feira), às 21:30



Andreia Filipa Costa Esteves
Bruno Miguel Correia Monrroy Vilan
Cláudia Alexandra Garcia Ribeiro
Carlos Duarte Durão Antunes
Elsa Marques Rodrigues
Gonçalo Maria Oliveira Dá Mesquita Liberal
Hélder João Fiuza da Silva
Mariana Alexandra Esteves Monteiro
Marisa Raquel Inácio de Oliveira
Rui Manuel Nunes Cardoso



25 de janeiro de 2009

"Vicky Cristina Barcelona" por Ricardo Clara

O abandono da sua Nova Iorque natal, fuga completada pelo atravessar do Atlântico, levou Woody Allen a tentar novas formas de abordar o seu cinema, procurando na Europa respostas para um enorme cepticismo que a sua obra sempre gerou na crítica norte-americana. Já sabemos, até de repetir exaustivamente, que a relação de Allen com a sua cidade gera uma carga tremenda nas suas obras.
Mas quando viaja para Londres e realiza o extraordinário "Match Point" (2005), ficamos com bastante certeza de que não temos um realizador preso a uma cidade. Só que, ainda que convincente, "Scoop" (2006) e muito menos "Cassandra's Dream" (2007) colocam pontos de interrogação no relação que Allen estabeleceu com o seu cinema. Daí, até partir para Barcelona, foi uma questão de oportunidade.

Oportunidade porque, e convém não escamotear isso, foi uma produtora espanhola, seguida por importantes telefonemas de Penélope Cruz e Javier Bardem a incentivar, que convence o realizador a escrever um argumento que se adaptasse à cidade. Allen opta por, introduzindo novos vectores, adaptar uma outra história por si escrita, para levar Scarlett Johansson e Rebecca Hall a visitar a estrondosa cidade espanhola. O resultado não tem o brilhantismo de outras obras. Talvez por estar cada vez mais afastado do seu habitat, temos um cinema menos conseguido naquela arte tão especial de personificar a cidade onde está a filmar, acrescentando-se ao elenco mais um personagem, com uma força carregadamente telúrica.

É porque, em "Vicky Cristina Barcelona", esta cidade que dá o nome ao título nunca consegue ser mostrada sem ser pelo ponto de vista do mero turista. Se Cristina (Johansson) é uma libertina artista em busca da sua vocação e de um amor que a complete, Vicky (Hall) é o seu oposto. Ambas decidem viajar para Barcelona, e hospedarem-se na casa de uns parentes desta última, ocupando os meses de Julho e Agosto nos estudos da língua catalã (etapa final da formação de Vicky) e na procura de um novo rumo da vida de Cristina, ela que foi mais uma vez enganada pelo amor.

Numa festa, como tantas outras, Cristina presta atenção a um homem de vermelho (cor que já encerra em si um prenúncio da narrativa), que vem a saber tratar-se de Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que muito brado deu meses antes, por ter sido notícia a sua tentativa de assassinar a mulher Maria Elena (Penélope Cruz), ou talvez ter sido alvo de uma tentativa de homicídio. Como bom boato que é, falta este pequeno pormenor à história.
E foi ao jantar que, por coincidência, a atenta americana se apercebe estar no mesmo restaurante que Juan Antonio. Este, por sua vez, encarnando a hiperbolização do macho latino que é, convida-as para um fim de semana em Oviedo. "Life is short. Life is dull. Life is full of pain. And this is the chance for something different".
Elas, claro está, sucumbem ao pedido. Numa atribulada viagem de avião, onde o pintor também é piloto (e esta viagem é novo prenúncio para o que mais à frente iriamos assistir), aterram naquela cidade espanhola. Se Vicky não está nada interessada no que este D. Juan tem para oferecer (até porque está noiva de Doug - um pastelão Chris Messina), Cristina deixa-se atrair para o quarto do catalão ("I'll go to your room, but you'll have to seduce me"), mas a sua úlcera (um dos anticlimax que povoam a fita) evitam a consumação da luxúria.

Tal evento leva Cristina para um repouso forçado, e atira Vicky, que conhece o lado mais sensível de Juan Antonio, para os seus braços, depois de um concerto de guitarra espanhola. Debalde, a recuperação da loira leva a que ela se mude para casa do artista, ficando a amiga presa à consumação de um casamento que não deseja (e que acaba por celebrar na cidade condal, com a (in)esperada vista de Doug) e refém de um amor que não pode alcançar.

Surge então na vida de Antonio e Cristina a ex-mulher do primeiro. Maria Elena, vítima de uma frustrada tentativa de suicídio, enceta um complexo menage com os dois companheiros de casa, ficando tutora da nova paixão de Johansson pela fotografia, e reavivando a melhor criatividade que Bardem exala. Seria, claro está, o princípio do fim.
Vicky e Cristina abandonam Barcelona como chegaram.

Manhattan faz falta a Woody Allen. Barcelona é-nos mostrada como qualquer um de nós a costuma ver quando tem a oportunidade de lá ir. Turista de máquina fotográfica na mão, visita o Parc Güell, a Sagrada Familia, a Casa Batlló, e todos as outras obras brilhantemente deixadas por Gaudi. Só que, com Allen, a cidade condal não pode ser (só) isso. Este não concretiza a paisagem urbana (que nos espanta com aquelas cores alaranjadas e amareladas) numa personagem definitiva. E este ponto, especialmente porque estamos a falar deste realizador, não sendo aproveitado como costuma ser, desilude.
Toda a mise en scene está conseguida como Allen sempre a desenha: completa, diálogos impecavelmente esculpidos, personagens pensadas e dirigidas ao promenor. Mas se Hall (tremenda) e Bardem levam nota positiva na interpretação, Johansson deixa a desejar, e começa a ser um corpo estranho nesta filmografia.
Já Penélope Cruz (nomeada para Óscar para Melhor Actriz Principal) é uma história à parte. Cruz diverte-se como há muito não se via, explosiva e mediterrânica, maniaco-depressiva e armada, corta a relação de Cristina e Juan Antonio a meias, aproveitando para si o que cada um deles tem para dar. Acrescenta novos elementos àquela relação, com o atractivo de introduzir deliciosos momentos como são os das discussões paternais em castelhano, à margem da compreensão da norte-americana (o que, curiosamente, leva a questionar onde raio é que se meteu o catalão, mote da viagem), e especialmente a cena do piquenique das montanhas, num travelling perfeito que acompanha uma atenciosa Cristina às bicicletas, e regressa com uma Cristina ultrapassada pela sedutora Maria Elena.

Aliás, a ex-mulher acaba por impregnar todo o desenrolar da narrativa, estando presente em todos os momentos desde a sua (tardia) aparição, de um simples criar de um quadro, até a um diálogo onde se banaliza, à volta da mesa (com um intenso campo contra-campo) o cair dos lábios de Johansson em Cruz.

É, claro está, uma obra muito competente de Allen. Leva demasiadas vezes a câmara para o folheto turístico - Nova Iorque está definitivamente a fazer falta ao realizador. Mas monta um peça de trato light e descomplexado, que não pode deixar de agradar. Uma palavra ainda para a narração de Christopher Evan Welch: perfeita.




Título Original: "Vicky Cristina Barcelona" (Espanha / EUA, 2008)
Realização: Woody Allen
Argumento: Woody Allen
Intérpretes: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Javier Bardem e Penélope Cruz
Fotografia: Javier Aguirresarobe
Música: n/d
Género: Comédia / Romance
Duração: 96 min.
Sítio Oficial: http://vickycristina-movie.com

24 de janeiro de 2009

Posters




23 de janeiro de 2009

Programação do Fantas

Tal como no ano passado o Antestreia quer facilitar a vida dos espectadores do Fantas. Para isso disponibilizamos este prático gadget com o programa.



De momento tem a programação completa do Grande Auditório e mais de metade da do Pequeno Auditório. Permite a pesquisa por dia e por filme e já inclui quase uma centena de títulos.
Até ao arranque do festival novas funcionalidades ficarão disponíveis. Para isso as sugestões dos leitores serão fundamentais. Pesquisa por realizador? País? Secção competitiva? O que é mais útil para quem está a planear uma ida ao festival?

A Academia marimbou-se para... (II)

22 de janeiro de 2009

A Academia marimbou-se para...

Para quem não está com vontade de ler




Quando a libra desce, a colecção sobe


Época de saldos, época de compras. A descida da libra face ao euro faz com que os preços na Amazon sejam bem atraentes. Como não custa falar de bons filmes, repito os títulos que consagramos como melhores de 2008.




In Bruges
1 disco
4,98£

California Dreamin
1 disco
7,98£
Charlie Wilson's War
1 disco
4,98£

The Darjeeling Limited
1 disco
4,98£
The Dark Knight
2 discos
11,98£

Die Falscher
1 disco
8,88£
Juno
1 disco
5,47£

No Country For Old Men
1 disco
3,98£
There Will Be Blood
1 disco
4,98£

Youth Without Youth
1 disco
4,98£

Em Portugal cada um destes DVDs por 12€ ou mais. Fazendo as contas o nosso top 10 de 2008 comprado online completo fica por menos de 73€ (67€ pelos dvds e 6€ em portes). Imperdível.

Nomeados para os Oscares 2009

Actor Principal


Richard Jenkins por The Visitor"
Frank Langella por "Frost/Nixon"
Sean Penn por "Milk"
Brad Pitt por "The Curious Case of Benjamin Button"
Mickey Rourke por "The Wrestler"


Actor Secundário


Josh Brolin por "Milk"
Robert Downey Jr. por "Tropic Thunder"
Philip Seymour Hoffman por "Doubt"
Heath Ledger por "The Dark Knight"
Michael Shannon por "Revolutionary Road"


Actriz Principal


Anne Hathaway por "Rachel Getting Married"
Angelina Jolie por "Changeling"
Melissa Leo por "Frozen River"
Meryl Streep por "Doubt"
Kate Winslet por "The Reader"


Actriz Secundária


Amy Adams por "Doubt"
Penélope Cruz por "Vicky Cristina Barcelona"
Viola Davis por "Doubt"
Taraji P. Henson por "The Curious Case of Benjamin Button"
Marisa Tomei por "The Wrestler"


Filme de Animação


"Bolt"
"Kung Fu Panda"
"Wall-E"


Direcção Artística


"Changeling"
"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Dark Knight"
"The Duchess"
"Revolutionary Road"


Fotografia


"Changeling"
"The Curious Case of Benjamin Button"
The Dark Knight
"The Reader"
"Slumdog Millionaire"


Guarda-roupa


"Australia"
"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Duchess"
"Milk"
"Revolutionary Road"


Realização


"The Curious Case of Benjamin Button
"Frost/Nixon"
"Milk"
"The Reader"
"Slumdog Millionaire"

Documentário


"The Betrayal - Nerakhoon"
"Encounters at the End of the World"
"The Garden"
"Man on Wire"
"Trouble the Water"


Curta-metragem Documental


"The Conscience of Nhem En"
"The Final Inch"
"Smile Pinki"
"The Witness from the Balcony of Room 306"


Montagem


"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Dark Knight"
"Frost/Nixon"
"Milk"
"Slumdog Millionaire"


Filme em Língua Não-Inglesa


"Der Baader Meinhof Complex"
"Entre Les Murs"
"Okuribito"
"Revanche"
"Waltz With Bashir"


Caracterização


"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Dark Knight"
"Hellboy II: The Golden Army"


Banda Sonora


"The Curious Case of Benjamin Button"
"Defiance"
"Milk"
"Slumdog Millionaire"
"Wall-E"


Música Original


"Wall-E" "Down to Earth"
"Slumdog Millionaire" "Jai Ho"
"Slumdog Millionaire" "O Saya"


Filme


"The Curious Case of Benjamin Button"
"Frost/Nixon"
"Milk"
"The Reader"
"Slumdog Millionaire"

Curta-metragem de Animação


"La Maison en Petits Cubes"
"Ubornaya istoriya - lyubovnaya istoriya"
"Oktapodi"
"Presto"
"This Way Up"


Curta-metragem de Imagem Real


"Auf der Strecke"
"Manon sur le bitume"
"New Boy"
"Grisen"
"Spielzeugland"


Edição de Som


"The Dark Knight"
"Iron Man"
"Slumdog Millionaire"
"Wall-E"
"Wanted"


Mistura de Som


"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Dark Knight"
"Slumdog Millionaire"
"Wall-E"
"Wanted"


Efeitos VIsuais


"The Curious Case of Benjamin Button"
"The Dark Knight"
"Iron Man"


Argumento Adaptado


"The Curious Case of Benjamin Button"
"Doubt"
"Frost/Nixon"
"The Reader"
"Slumdog Millionaire"


Argumento Original


"Frozen River"
"Happy-Go_Lucky"
"In Bruges"
"Milk"
"Wall-E"

21 de janeiro de 2009

Para que não restem dúvidas


Como todos os anos, as vésperas dos Oscares são os dias mágicos do mau cinema. Antes de se conhecer os melhores, a Golden Raspberry Award Foundation anuncia os piores do ano. Os nomeados foram divulgados hoje e não se pode dizer que haja muitas surpresas.
"Disaster Movie", "Meet the Spartans", Paris Hilton e Uwe Boll lideram em várias areas.

Pior Filme


"Meet the Spartans" e "Disaster Movie"
"In the Name of the King"
"The Happening"
"The Hottie and the Nottie"
"The Love Guru"

Pior Actor


Mike Meyers por "The Love Guru"
Eddie Murphy por "Meet Dave"
Larry the Cable Guy por "Witness Protection"
Al Pacino por "Righteous Kill" e "88 Minutes"
Mark Whalberg por "The Happening" e "Max Payne"

Pior Actriz


Jessica Alba por "The Eye" e "The Love Guru"
O elenco de "Women"
Cameron Diaz por "What Happens in Vegas"
Paris Hilton por "The Hottie and the Nottie"
Kate Hudson por "Fool's Gold" e "My Best Friend's Girl"

Pior Actor Secundário


Uwe Boll por "Postal"
Pierce Brosnan por "Mamma Mia!"
Ben Kingsley por "War, Inc" "The Wackness" e "The Love Guru"
Burt Reynolds por "Deal" e "In the Name of the King"
Verne Troyer por "The Love Guru" e "Postal"

Pior Actriz Secundária


Carmen Electra por "Meet the Spartans" e "Disaster Movie"
Paris Hilton por "Repo! The Genetic Opera"
Kim Kardashian por "Disaster Movie"
Jenny McCarthy "Witness Protection"
Leelee Sobieski por "88 Minutes" e "In the Name of the King"

Pior Dupla


Uwe Boll e qualquer actor, camara ou argumento
Cameron Diaz e Ashton Kushter por "What Happens in Vegas"
Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore por "The Hottie and the Nottie"
Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy por "Witness Protection"
Eddie Murphy em Eddie Murphy por "Meet Dave"

Por Remake, Sátira ou Sequela


"The Day The Earth Blowed Up Real Good"
"Meet the Spartans" e "Disaster Movie"
"Indiana Jones and The Kingdom of The Crystal Skull"
"Speed Racer"
"Star Wars: The Clone Wars"

Pior Realizador


Uwe Boll por "In The Name Of The King" e "Postal"
Jason Friedberg & Aaron Seltzer por "Meet the Spartans" e "Disaster Movie"
Tom Putnam por "The Hottie and the Nottie"
Marco Schnabel por "The Love Guru"
M. Night Shyamalan por "The Happening"

Pior Argumento


Doug Taylor por "In The Name Of The King"
Jason Friedberg & Aaron Seltzer por "Meet the Spartans" e "Disaster Movie"
Heidi Ferrer por "The Hottie and the Nottie"
Mike Meyers e Graham Gordy por "The Love Guru"
M. Night Shyamalan por "The Happening"

Prémio Carreira


Uwe Boll, a resposta alemã a Ed Wood

20 de janeiro de 2009

Extra! Extra!



O mais recente número da Take Cinema Magazine já está online! Com dezenas de textos imperdíveis, marca também o início da colaboração deste vosso escriba com tal publicação, numa relação que se antevê muito feliz.

Por isso, está lançado o repto: vamos todos aproveitar os abençoados escritos que a Take nos oferece!


19 de janeiro de 2009

Passatempo "O Rapaz do Pijama às Riscas"

Um rapaz de oito anos, Bruno (ASA BUTTERFIELD) é o protegido filho de um agente nazi (DAVID THEWLIS) cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde o solitário jovem não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar.

Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe (VERA FARMIGA) para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel (Jack Scanlon), um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras

NOS CINEMAS A 29 DE JANEIRO





O Antestreia e a ZON Lusomundo têm para oferecer convites para a antestreia do filme "O Rapaz do Pijama às Riscas". Para tal, tem que responder à pergunta que colocamos abaixo:


Qual o nome da actriz que interpreta o papel de mãe de Bruno?


Se for um dos vencedores, poderá ver este filme em:

Lisboa - ZON Lusomundo Vasco da Gama
Antestreia: Dia 27 de Janeiro (Terça-feira), às 21:30, 10 convites duplos


Atenção: A recepção de respostas para este passatempo termina no dia 25 de Janeiro, às 23h59. Não se esqueçam de colocar o nome completo e número de B.I. na vossa resposta, enviando-a para antestreia_blog@hotmail.com.


Para levantar o seu convite, deverá apresentar-se com o seu BI ou outro documento identificativo (não serão aceites fotocópias) junto das bilheteiras do cinema, a partir das 19h30 do dia do filme.

Os vencedores serão contactados por email.


Aqui, no Antestreia...


... armamo-nos por diversas vezes em paladinos do tempo. Por exemplo, aqui e aqui. Umas vezes para o bem, muitas delas para o mal.

Na última categoria, vim a descobrir mais uns indivíduos que fazem do «matar tempo» uma obra de arte. R.W. Goodwin, um dos nomes por detrás do fenómeno de popularidade dos 90's que foi "X-Files", decidiu empreender esforços, tempo (esse, lá terá de sobra) e dinheiro para fazer esta coisa esquisita que intitula de "Alien Trespass".

E, perguntar-se-ão os meus caros leitores neste momento: o que é essa bodega? Bom, trata-se, em primeira ratio, do mais recente buraco lodoso onde Robert "T-1000" Patrick ("Terminator 2: Judgment Day", 1991) caiu, o que não será bem uma novidade. Mas, se não o reconhece, não se apoquente! É o Dupont da direita, ali em cima no poster. Sim, o palerma ruborizado.
Em segundo lugar, numa espécie de look-a-like movie perdido dos anos 50 (não fosse a acção decorrer em 1957), onde uma empregada de mesa e um astrónomo tomado por um alienígena irão lutar para salvar a humanidade contra um infame Ghota, extra-terrestre que aterra no deserto californiano de Mojave.

O resto... Bem, o resto é melhor ver.





Vencedores do passatempo "Esta Noite"


VENCEDORES DO PASSATEMPO "ESTA NOITE"

NOS CINEMAS A 22 DE JANEIRO






Parabéns aos vencedores do passatempo Antestreia / Atalanta Filmes para a película "Esta Noite" do alemão Werner Schroeter, um dos realizadores mais influentes da sua nacionalidade no pós-guerra, a par de Rainer Werner Fassbinder. "Palermo oder Wolfsburg" (1980), "Tag der Idioten" (1981) e "Malina" (1991) são alguns dos seus filmes mais importantes.
Este realizador, com uma ligação bastante estreita em Portugal, estreia 6 anos depois de "Deux" (2002) este filme, em parte rodado no nosso país, e que adapta o romance Para esta Noche, do uruguaio Juan Carlos Onetti (1909-1994), escritor uruguaio vencedor do Prémio Cervantes de Literatura em 1980.


Cinema Nimas (Lisboa)
Antestreia: Dia 20 de Janeiro (Terça-Feira), às 21:45
Bilhetes a levantar meia hora antes da sessão começar


Helena Carina C. C. Pereira
Joana Teresa Costa de Faria de Andrade Pissarra
Maria Inês Pereira Teixeira da Silva
Mário Fernando Neto Fernandes
Mário Rui Alcobia Oleiro


18 de janeiro de 2009

Amazing Grace, how sweet the blood...

Sexta à noite Sundance foi palco de uma situação invulgar. A projecção de um filme de terror causou desmaios, um dentro e outro fora da sala. Nas palavras do proprietário da sala foi inédito, em dez anos nunca lhe tinha sucedido isso. Deve querer dizer que lhes fazem falta mais filmes de terror.

O culpado foi "Grace" de Paul Solet, filme com alguns dos ingredientes para causar reacções fortes.
Jordan Ladd - protagonista de "Cabin Fever" e secundária em títulos como "Death Proof", "Inland Empire" e "Hostel 2" – interpreta uma grávida a quem um acidente causa a morte do feto. Não ocorre um aborto e a quase mãe aguarda a expulsão natural do bebé. Quando os nove meses terminam a criança sai, miraculosamente ressuscitada. Mas a jovem vai ter muito sofrimento pela frente pois a pequena Grace quer ser alimentada com sangue. O poster é bem sugestivo.



O filme vai ser projectado no Fantas numa sessão não-competitiva. Recomenda-se que as pessoas mais sensíveis vejam todas juntas para que o número de desmaios no Porto seja recorde.
Quem não conseguir esperar, pode ir espreitando o teaser.


"Smother" por Nuno Reis


Não há pior forma de começar o dia do que sendo despedido. Se a isso se juntar a esposa louca por engravidar, um primo dela acampado no sofá e a mãe histérica à porta, vestida de abóbora e com cinco cães, só pode ser um sonho muito mau. Noah infelizmente não está a sonhar. Vai ter de lidar com tudo isto e ainda com o seu novo emprego como vendedor de alcatifas. Para piorar só faltava uma queda de meteoritos, mas não se lembraram dessa.

O tema aqui em análise é a diferença entre amor e obrigação. Porque ama a mulher tem de lhe dar um filho? Porque ama a mãe tem de viver com ela? Como pode dizer a verdade a qualquer uma delas sem as magoar? Como salvar o casamento dos pais ao mesmo tempo que se procura emprego? E o que fazer com o inútil que dorme na sala?
O início de "Smother" é interessante e as expectativas começam altas. Com o passar do tempo descamba para a comédia sem graça e apenas um ténue fio condutor evita maiores descalabros. Há cenas de humor com efeito, frases que quase ficam no ouvido e mesmo algumas situações realistas. Quando tenta fazer mais o resultado é uma desgraça.

O papel de Shepard como vendedor faz lembrar o que fez naquele sofrível "Employee of the Month" estreado há dois anos. Está mais divertido, mas continua a ser uma actuação de segunda. No aspecto romântico é um grande zero, podem culpar o argumento, e como parente é menos que isso, novamente a debitar ao argumento. Liv Tyler como a esposa tem um daqueles papeis que actrizes menores por vezes fazem para aparecer em cinema, só que ela é uma estrela e o filme é quase uma produção televisiva... algo está trocado nesse cenário. Mike White como o primo, elemento de ligação e desestabilização da família, cumpre o seu dever. Diane Keaton, a figura maior em quem o filme assentava, dá espectáculo. No início de forma espalhafatosa, mas controlada, com o desenrolar da história cada vez mais uma caricatura das personagens que tem feito recentemente. Os fãs vão ficar desiludidos.

Para ser visto em casa numa tarde de fim-de-semana com a família não é má escolha (desde que a avó não esteja presente). Ver em cinema é deitar dinheiro fora.


Título Original: "Smother" (EUA, 2008)
Realização: Vince Di Meglio
Argumento: Vince Di Meglio e Tim Rasmussen
Intérpretes: Diane keaton, Dox Shepard, Liv Tyler, Mike White
Fotografia: Julio Macat
Música: Manish Raval e Tom Wolfe
Género: Comédia, Drama
Duração: 92 min.
Sítio Oficial: http://www.smother-movie.com/

17 de janeiro de 2009

Posters