7 de outubro de 2010

Vivamos como galegos


Quando se leva uma vida nómada, calcorreando o globo de festival em festival, aprendemos a não ficar ligados a nenhum lugar. Cada cidade será apenas o local para viver um dia ou uma semana, e não significa mais do que cinema. Mas há uma excepção. Ourense é o festival em que me sinto em casa. Apesar das suas dezenas de secções competitivas e panorama e apesar das actividades que começam às onze horas e terminam à uma da manhã, aqui não é apenas Cinema.
Ourense é uma segunda casa onde o cinema é secundário e por vezes corre o risco de ficar esquecido. Este ano vi os 15 filmes a que era obrigado como júri, talvez veja mais meia dúzia.

Este identificação com a Galiza aplica-se em menor grau a outros festivais (vou a três em seis semanas) e parte da culpa é dos spots publicitários de um certo patrocinador do OUFF.





Maloserá = mau era.


Porque afinal ser galego é o mesmo que ser português e o seu orgulho na nação e na identidade cultural galega é uma inspiração nestes momentos de crise.

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