31 de janeiro de 2010

"My Sister's Keeper" por Nuno Reis

Most babies are accidents. Not me. I was engineered. Born to save my sister's life. É com esta curiosa frase que Andromeda se apresenta. É um nome raro tal como é raro aparecer uma personagem tão querida num filme. Quanto ao nome pode tratá-la por Anna como toda a gente, quanto ao ser uma querida não há nada a fazer. Abigail Breslin é assim. Lembram-se dela de "Nim's Island", "Zombieland" ou "Little Miss Sunshine". Já disse bem dela como pessoa num artigo sobre Sitges e agora tenho de dizer bem como actriz. Mais uma vez vou ser parcial no comentário. É que parti para Sitges no fim-de-semana de lançamento do filme. Confessei-lhe que não o tinha visto, comprometi-me a vê-lo quando chegasse. Estava proibido de não gostar.

Voltemos à criação de Anna. Como pode alguém ser criado com uma missão tão difícil (salvar vidas) e específica (da irmã)? Deram-lhe super-poderes? Foi força sobre-humana ou clarividência? Não, é apenas um clone com peças sobresselentes. Essa revelação bombástica feita logo à partida coloca o espectador em sintonia com esse ponto de vista sobre o problema. Depois falta conhecer o outro lado. Sara e Brian têm um filho e uma filha. Enquanto o problema do filho é incómodo, o da filha é mortal. Tem leucemia e uma vida condenada a tratamentos paliativos que apenas adiarão a morte até à juventude. Num passo ousado, ilegal e desesperado criam in vitro uma segunda filha, compatível com a primeira. É irónico que baptizem a filha com o nome de Andrómeda. Segundo a mitologia grega, a princesa Andrómeda da Etiópia foi sacrificada para salvar a cidade. Foi acorrentada a um rochedo para ser devorada. Esta nova Andrómeda ao longo da infância não foi devorada, mas foi "mordiscada". Doou várias partes de si como sangue e medula. Até que lhe pedem um rim. Aí a mais jovem heroína do filme (porque todos são heróis) pega no seu dinheiro, vai ter com o advogado da TV e diz-lhe "Chamo-me Anna, tenho 11 anos e quero-me emancipar". Só passaram cinco minutos e já não há como fugir. Estamos conquistados.

Há muitos heróis no filme. Anna que luta por si e se recusa a ser mártir. Kate tem de viver cada dia sentindo o corpo a falhar e a família a sofrer. Jesse, o irmão, que tem de lutar sozinho por si, pelas irmãs e pela harmonia familiar. Sara que se recusa a desistir de alguma das frentes de batalha, não percebendo que está a perder em todas. Brian perante todos estes problemas não tem para onde se virar e ainda trabalha a salvar outras vidas quando a própria filha morre a cada dia que passa. Esta sim, esta é uma família com problemas.
A nível de interpretações cada caso é um caso. Abigail Breslin está fenomenal como sempre. A personagem não tem grande destaque, mas prende o espectador entre as diversas tramas cruzadas. Pai e filho (Jason Patric e Evan Ellingson) são figurantes nesta batalha de mulheres. Deambulam com personagens menores e geralmente silenciosas numa batalha onde são meros espectadores. Não se resignam, mas aceitam. Quem não se resigna é Sara. Cameron Diaz tem a interpretação de uma vida como a mãe lutadora. É curioso como uma actriz que se associa à comédia tem sempre melhores desempenhos no drama. Para terminar devo dizer que Sofia Vassilieva (Ariel na série "Medium") está fenomenal. As personagens moribundas, especialmente jovens, costumam causar elevada empatia, mas a actriz transcende-se para fazer a condenada Kate. É a estrela maior do filme.

O filme está extremamente bem feito. Apesar da dificuldade do tema consegue manter o espectador interessado e envolvido e obriga a pensar num assunto sensível de todos os ângulos. Entre a filha que quer viver, a que não quer morrer, e a mãe que quer controlar a vida e a morte, é difícil não apoiar algum dos lados. Não há como ver sem sofrer, se bem que não chegue ao ponto de obrigar à lágrima melodramática. Quando termina sabe a pouco.

Título Original: "My Sister's Keeper" (EUA, 2009)
Realização: Nick Cassavetes
Argumento: Nick Cassavetes e Jeremy Leven (livro de Jodi Picoult)
Intérpretes: Abigail Breslin, Cameron Diaz, Jason Patric, Alec Baldwin, Emily Deschanel
Fotografia: Caleb Deschanel
Música: Aaron Zigman
Género: Drama
Duração: 109 min.
Sítio Oficial: http://www.mysisterskeepermovie.com/

30 de janeiro de 2010

"The Goods: Live Hard, Sell Hard" por Nuno Reis


Se há profissão a que a crise não afecta são os vendedores de carros usados dos filmes. A figura clássica do vigarista nunca tem problemas em vender gato por lebre e ganhar uns milhares no processo. Contudo neste filme passa-se o contrário. A família Selleck (Vendedores Sell-eck? falta de originalidade...) está com dificuldades no negócio e o patriarca lembra-se "se tiver algum problema, se ninguém me consegue ajudar e se os conseguir encontrar talvez eu consiga contratar uns vendedores mercenários!". Basicamente esta classe profissional consegue chegar, ver e vender. Liquidam stocks e partem para outra terra sem criar laços.

Seja o que for que queira vender Don Ready é o homem para o serviço. A sua equipa extremamente competente é a melhor no que faz só que muitos meses seguidos na estrada destruiram o que lhes restava de humanidade. De momento vivem para vender e até isso lhes custa com a fatídica lembrança de Albuquerque... Chegados à loja dos Sellick terão de vender 211 carros num fim-de-semana prolongado. Só que, como é óbvio, nem só de vendas se faz um filme e passam-se outras coisas. No início a personagem choque é Babs com as suas raras. Depois o foco passa para a sensibilidade escondida de Jimmy. Por momentos Don tem o protagonismo que lhe era devido, mas não faz nada de jeito com isso. No fim é o homem que se esconde no coração de Don que tem a atenção.

Tirando o humor foleiro, as tentativas de se distinguir com personagens sensíveis e a completa falta de história, é um filme terrível que merece ser esquecido urgentemente caso seja visto até ao fim (o que também não aconselho pois piora drasticamente). Ter actores semi-conceituados não ajudou. Ed Helms e Rob Riggle ainda este ano estiveram em "The Hangover" com muito melhor desempenho. Se compararmos os seus papéis Helms passou de dentista desprezado a vilão desprezível, e Riggle passou de polícia ridicularizado a miúdo ridículo. Uma coisa inconcebível. De todos só se aproveita Kathryn Hahn - por pouco tempo - e Ken Jeong (mais um vindo de "The Hangover") que não tem personagem suficicente para se sair mal.

Há quem ache graça a estas piadas sem nível, metralhado sem dar tempo para o espectador pensar se é mau ou bom. O alerta da minha parte está feito. Vejam por vossa conta e risco.

Título Original: "The Goods: Live Hard, Sell Hard" (EUA, 2009)
Realização: Neal Brennan
Argumento: Andy Stock, Rick Stempson
Intérpretes: Jeremy Piven, Ving Rhames, David Koechner, Kathryn Hahn, David Koechner, Ed Helms, Jordana Spiro
Fotografia: Daryn Okada
Música: Lyle Workman
Género: Comédia
Duração: 89 min.
Sítio Oficial: http://www.livehardsellhard.com/

"G-Force" por Nuno Reis

No final de 2009 estreou um filme com Sam Rockwell, Penelope Cruz, Tracy Morgan, Jon Favreau, Nicolas Cage, e Steve Buscemi. Podem ter visto o filme, mas a eles não viram: eram roedores. "G-Force" combinou o poder do marketing Disney com um elenco de luxo e uma ideia divertida. Uma equipa secreta e altamente treinada de porquinhos-da-índia tem como primeira e última missão derrotar máquinas de café que ameaçam conquistar o mundo. O departamento deles corre risco de extinção e por isso terão de mostrar o seu valor e ir onde nenhum homem ousou. Se falharem o laboratório é fechado, eles são vendidos a crianças, e o mundo é conquistado pelos micro-ondas.

Com um soberbo conjunto de vozes era agora exigido muito da técnica cinematográfica para combinar as criaturas peludas com os poucos actores físicos (Zach Galifianakis e Kelli Garner como os bons da fita, Bill Nighy e Will Arnett como os maus). Está tão bom que até nos podemos esquecer que ratos não falam e não actuam, fazem parte da história."G-Force" assume um lugar honroso no cruzamento entre imagem real e CGI. Os porquinhos-da-índia são os heróis e têm mais tempo de antena, mas a espécie dominante consegue ser parte integrante da história sem ser relegada para simples figurantes. São personagens secundárias como habitual nos filmes de animais para crianças.

Um filme onde os actores não comprometem e as estrelas são controladas por computador como meros efeitos especiais, só precisa de argumento para ser perfeito. Alguém se esqueceu disso. A história é banal, simples e frágil. Só dá mesmo para crianças. Lugares-comuns não faltam - relações intra-equipa, família desencontrada, mauzão que quer conquistar o mundo, vilão de identidade desconhecida - e tem explosões como é habitual em outros filmes produzidos por Bruckheimer. A adrenalina está bem medida (dose infantil, claro) e a acção é variada e divertida. Para o público adulto é entretenimento garantido das primeiras vezes... a que muitas se seguirão. Seguramente será um filme a rever na TV em muitas tardes de domingo.

O filme foi feito em 3D, deve ser melhor em 3D, mas não tem cenas exclusivas para essa tecnologia. Tirando as esferas a dar gigantescos saltos sobre a cabeça pode ser visto a duas dimensões sem prejuízo do espectador.

Título Original: "G-Force" (EUA, 2009)
Realização: Hoyt Yeatman
Argumento: Cormac e Marianne Wibberley (história de Hoyt Yeatman)
Intérpretes: Sam Rockwell (voz), Penelope Cruz (voz), Tracy Morgan (voz), Nicolas Cage (voz), Jon Favreau (voz), Bill Nighy, Zach Galifianakis, Steve Buscemi (voz)
Fotografia: Bojan Bazelli
Música: Trevor Rabin
Género: Acção,Aventura,Família,Fantasia
Duração: 88 min.
Sítio Oficial: http://disney.go.com/disneypictures/gforce/

"Confessions of a Shopaholic" por Nuno Reis


Your mother and I think that if the American economy can be billions in debt and still survive, so can you.

Uma das surpresas mais estranhas entre as estreias de 2009 foi esta comédia romântica inspirada no fantástico mundo das compras. Inspirado numa série de livros começada há dez anos - e para público exclusivamente feminino - a passagem a cinema foi feita durante a recessão. O mundo da moda nos últimos tempos tem sido tema frequente em séries e filmes mais reputados pelo que havia um risco em fazer este filme agora. No entanto pelo filme que é era agora ou nunca. A sociedade estava receptiva como não se deseja que algum dia volte a estar.

Rebecca , uma eterna gastadora, vê-se subitamente a braços com o crédito suspenso e a precisar de ganhar muito e depressa. No mundo real não é tão fácil pagar as contas como nos sonhos de infância. Rebecca terá uma árdua missão pela frente, especialmente nesta época de crise. Como do que gosta é de comprar roupa, o ideal será um emprego que lhe pague para comprar roupa. A pensar nisso escreve para a gigantesca revista Alette, mas a carta acaba noutra revista do grupo. A linguagem financeira lá presente é tão acessível que acaba a dar conselhos numa coluna sobre finanças. Sob pseudónimo irá resolver problemas, com os cartões em nome dela irá causar mais.

É uma comédia romântica para o público feminino. Está recheada de clichés que até enervam e as piadas pecam por falta de originalidade e de graça. Devia falar de moda e finanças, mas tem muita roupa e pouca economia estando a segunda disfarçada da primeira. Quanto ao rigor legal nem vale a pena falar, foi tudo satirizado. Este one woman show coloca o sucesso do filme nos ombros de Isla Fisher. Surpreendentemente ela torna-se a única razão para ver o filme do início ao fim. A personagem não era difícil de interpretar, mas Fisher não falhou. Encarnou Rebecca levando-a a onde era preciso na comédia ou no romance, com expressões faciais hilariantes. É irresponsável, por vezes torna-se irritante, mas dou os meus parabéns ao casting porque aqui acertaram na mouche. Já o trio de J's - Joan Cusack, John Goodman e John Lithgow - está a enterrar a carreira.

Quem assistir a este filme não vai receber nem conselhos financeiros nem dicas de moda. Não vai ficar surpreendido com a história ou a técnica filmica. É um chick flick que entretém e alegra. Não se pedia mais.

Título Original: "Confessions of a Shopaholic" (EUA, 2009)
Realização: P.J. Hogan
Argumento: Tracey Jackson, Tim Firth e Kayla Alpert (livro de Sophie Kinsella)
Intérpretes: Isla Fisher, Hugh Dancy, Joan Cusack, Krysten Ritter, John Goodman, John Lithgow, Kristin Scott Thomas
Fotografia: Jo Willems
Música: James Newton Howard
Género: Comédia, Romance
Duração: 104 min.
Sítio Oficial: http://confessionsofashopaholic.movies.go.com/

29 de janeiro de 2010

XKCD - tudo pode acontecer


Para terminar uma curiosidade.




Existe um filme com este título, mas uma ideia-base totalmente diferente.

E caso já se tenham esquecido Danny Boyle apenas um ano antes do Oscar fez um filme com outro título, mas exactamente a mesma ideia.

XKCD - espalhando a boa nova



XKCD - sequelas



XKCD - a vida real



XKCD - a confusão de ir ao cinema



XKCD enters the Matrix



XKCD - voz off



XKCD - Blade Runner



XKCD - outra para os fãs de Firefly



XKCD - O almoço assentou bem?



XKCD - cruzamento improvável



XKCD - para os fãs de "Firefly"








XKCD - Macgyver


Os webcomics são uma das maiores riquezas da Internet. Antigamente era preciso comprar o jornal para ler uma só tira de BD, agora temo-las entregues no correio diariamente e a nosso gosto. Existem para cima de 20000 diferentes e incluem desde os clássicos de jornal - como Garfield, Peanuts, Dilbert e Foxtrot - a milhares que permanecem apenas neste formato.
Uma das mais bem sucedidas e das poucas (15) que leio regularmente é XKCD. No rodapé previnem "estes desenhos contêm linguagem pesada (desadequada a crianças), humor invulgar (desadequado a adultos) e matemática avançada (desadequada a estudantes liberais de artes)." Além de todas estas tem ainda imensas referências cinematográficas e televisivas.

Com a publicação de duas tiras cinéfilas este mês não pude resistir, pelo que este será o dia XKCD com publicações de hora em hora. Não se esqueçam que nem todas são fáceis de perceber.
MacGyver tornou-se preguiçoso

Fantasporto 2010 - os filmes (VI)


Estas são algumas das entradas de última hora do festival. Antecipando a divulgação de amanhã na imprensa, o Antestreia traz os títulos que queriam ouvir.

"La Horde" de Yannick Dahan e Benjamin Rocher

Nos subúrbios de Paris, um prédio decadente é o esconderijo de um bando de mafiosos. Quatro polícias desejosos de vingança pela morte de um colega, decidem fazer justiça pelas próprias mãos. Nos escuros e labirínticos corredores inicia-se um jogo sangrento de perseguição. Mas, presas e predadores vão confrontar-se com uma nova ameaça. Uma horda de zombies sedenta de sangue invade o edificio. A caçada selvagem vai começar…
Imdb

"Book of Eli" de Albert Hughes e Allen Hughes

Num mundo pós-apocaliptico um homem solitário tem nas mãos a salvação da humanidade. Sobreviveu vinte anos, mas cada vez tem menos tempo para completar a missão.
Imdb

"Vampire Girl vs. Frankenstein Girl" de Yoshihiro Nishimura e Naoyuki Tomomatsu

Dos mesmos criadores de "Tolkyo Gore Police" o Fantas terá outro filme completamente gore. A história... bem, o título diz tudo.
Imdb

Trailers e pares de posters


"Breaking Upwards" de Daryl Wein

Amigos desde sempre e juntos há quatro anos, Daryl e Zoe estão fartos da sua co-dependência. Numa tentativa de viverem separados, começam a definir regras para fugir á relação, à monogamia, em relação ao amor. Daryl Wein e Zoe Lister-Jones como eles próprios num filme que tem pouco de ficção.
Imdb

"Art of Steal" de Don Argott

Se não os podes vencer... chama reforços. Albert C. Barnes foi um magnata da indústria farmacêutica que usou o dinheiro para criar uma colecção de arte Pós-Impressionista/Moderna de enorme valor. Estima-se em 30 mil milhões de dólares. Inclui 181 Renoirs, 69 Cezannes, 59 Matisses, 46 Picassos, 21 Soutines, 18 Rousseaus, 16 Modiglianis, 11 Degas, 7 Van Goghs, 6 Seurats, 4 Manets e 4 Monets. No seu testamento deixou a fundação sob controlo de uma Universidade com regras explícitas: não vender, não emprestar, não mover. Quarenta anos depois a colecção já tinha viajado pelo mundo e acabou em Philadelphia, a 8 quilómetros da fundação. Este documentário pretende analisar o processo e lançar a discussão sobre os direitos de um homem morto num mundo focado no lucro.
Imdb

"High Life" de Gary Yates

Estamos em 1983 e Dick tem o seu primeiro emprego honesto, até que Bug sai da prisão, o vai visitar e estraga tudo. Desiludido com a vida honesta Dick vai reunir o bando para dar o golpe perfeito, só que para isso seria preciso bandidos a sério, com o que ele tem seria preciso sorte para conseguirem dar com a porta.
Imdb

"High School" de John Stalberg

Depois da galeria, eis os posters de "High School". Quando o melhor aluno da escola vê o seu futuro comprometido por haver um despiste de drogas no preciso dia em que experimentou erva, vai ter como objectivo drogar toda a escola.
Imdb
Ainda não há trailer para o filme, mas o canal Youtube do filme tem andado agitado nos últimos dias. Em quase todos os vídeos ficamos com a impressão que foram feitos sob o efeito de drogas...

28 de janeiro de 2010

Posters de "Repo Men"


Depois do trailer e poster de "Repo Men" chegam algumas peças do filme. Também apontado para estrear em Abril.

Poster e trailer de "Wall Street 2"



Guardem as carteiras (de títulos)! Vinte e três anos passaram e Gordon Gecko saiu da prisão. Para melhorar a relação com a filha começa a dar-se com o noivo dela. Mas o que parece uma reunião familiar pode muito bem revelar-se o maior golpe de um dos mais brilhantes vigaristas do cinema.



Neste regresso de Oliver Stone ao que fez de melhor, reencontramos Charlie Sheen na sua maior personagem, e Michael Douglas num dos seus muitos memoráveis papéis. Entre as novidades temos Susan Sarandon, Josh Brolin (que Stone relançou no estrelato com "W") e Frank Langella. A filha é interpretada por Carey Mulligan e o noivo dela por Shia LaBeouf.

Quando ir ao cinema


Os leitores votaram e as respostas foram curiosas. Nenhum dia tem menos de 12,5% dos votos, mas são exactamente 4 dias a ter esse valor.
Terça-feira reúne a preferência em 20% dos votantes, bastante distante dos 40% de aprovação conseguidos pelo dia do cinema mais barato e dos 54% da sexta-feira.
Em média dois terços dos inquiridos marcaram mais de um dia como favorito.


Estando o dia determinado, qual a semana para ir ver um filme?

27 de janeiro de 2010

Stop Motion Animation


Hoje trago-vos um site muito curioso. EatPES é a página pessoal de Pes... Pode não ser um nome muito conhecido, mas no currículo já tem vitórias em Annecy (Melhor Primeira Obra em 2003, Prémio do Público 2009) e Sundance (Menção Honrosa curta-metragem 2009). Neste site podem encontrar as duas curtas que conseguiram esses prémios assim como muitas outras.

Aqui deixo a única que está no Youtube, para as restantes é preciso ter QuickTime instalado, e neste caso vale bem a pena!

É um site muito simples, mas surpreendentemente completo. Além dos filmes também há trabalhos publicitários e várias brincadeiras deliciosas. Quem quiser seguir animação ou simplesmente aprender técnicas e truques pode espreitar o making of.

Breves


"Kick-Ass" terá honras de capa no próximo número da Empire




Horror 3D


Enquanto "Paranormal Activity 2" e "Saw 7 3D" lutavam pelo fim-de-semana de 22 de Outubro os ânimos aqueceram. Quando a Paramount anunciou que "P. A. 2" teria o realizador de "Saw VI" ninguém estranhou. Mas subitamente a Lionsgate activou o direito de opção e recuperou Kevin Greutert para a saga de Jigsaw. Greutert foi o responsável pela montagem dos cinco primeiros "Saw" e realizador do sexto. Quanto a David Hackl, realizador do quinto e anunciado para o sétimo capítulo, vai ser compensado com um novo projecto.

3D duplica os lucros


"Avatar" conseguiu ser o filme mais rentável da história. Não por ter mais espectadores, não pela inflação, apenas por vender bilhetes mais caros. O resultado foi tão satisfatório que agora todos querem adaptar para 3D. Se fosse filmar em 3D ainda percebia, mas a ideia é mesmo converter o 2D para 3D em laboratório, como se chegou a fazer em tempos idos para sonorizar e colorir.
Os próximos em fila de espera para a transformação são "Harry Potter 7" parte 1 e 2 e "Clash of the Titans". Recordo que "Piranha 3" é totalmente 3D, já se fala de "Gremlins 3" com a dimensão extra e "Mad Max 4" também deve vir com brinde.
Quanto a conversões de clássicos a Disney tem o "Toy Story" convertido (grande desilusão, não ganha nada com o 3D e rever o filme tanto anos depois não teve o mesmo encanto) e em 2011 trará "Beauty and the Beast".
Depois ainda se fala do 3D para "Cowboys and Aliens", "Jack the Giant Killer", "Star Trek 2", "Transformers 3"... E preparem-se que a saga "Star Wars" pode ser completada ou memso refeita com a tecnologia 3D de "Avatar".

Cannes 2010 - o júri


Foi anunciado o presidente do júri. A escolha recaiu sobre um dos meus favoritos, ninguém menos do que Tim Burton.

O comunicado de imprensa cita o realizador que considera este cargo como um sonho tornado realidade:

"After spending my early life watching triple features and 48-hour horror movie marathons, I'm finally ready for this. It's a great honour and I look forward, with my fellow jurors, to watching some great films from around the world. When you think of Cannes you think of world cinema. And as films have always been like dreams to me, this is a dream come true."


Vou adoptar a primeira frase como lema de vida. Como a mim nunca convidam para uma função dessas vou como sempre: a pagar muito e a fazer valer cada cêntimo vendo uma média de 10 filmes por dia.

Homem de ferro e heavy metal


Os AC/DC são das bandas mais antigas e activas da actualidade. O ano passado voltaram em força atingindo números como poucos viram, tanto ao vivo como em vendas. 2010 parece que vai ser novamente um ano bom para eles, visto que monopolizaram a banda sonora de "Iron Man 2" com 15 músicas. As faixas do filme serão quase um best of da banda visto que foram escolhidas entre dez álbuns já existentes.

O alinhamento será:
Shoot to Thrill
Rock ‘N’ Roll Damnation
Guns for Hire
Cold Hearted Man
Back in Black
Thunderstruck
If You Want Blood (You’ve Got It)
Evil Walks
T.N.T.
Hell Ain’t a Bad Place to Be
Have a Drink on Me
The Razor’s Edge
Let There Be Rock
War Machine
Highway to Hell

Aqui fica o vídeo de promoção, inclui imagens do concerto ao vivo em Buenos Aires de Dezembro e cenas do futuro filme.


E na grelha de partida para ver o filme temos Tony Stark na mais recente foto disponibilizada pela produção. Quem viu o trailer sabe o que acontece nesta corrida.


E para completar uma entrevista a Stan Lee sobre este e outros filmes Marvel.

26 de janeiro de 2010

Imagens do outro Avatar


Antes de "Avatar" ser um título de James Cameron, já era uma série televisiva a ser adaptada para cinema. O título desta passou a ser apenas "The Last Airbender" e os comentários abrandaram, mas agora que se aproxima a data de estreia (o ainda distante 2 de Julho) e começam a sair cartazes já se pode falar novamente deste Avatar.