30 de novembro de 2010

Mais de cem

Conseguimos! Ainda estamos em Novembro e já publicamos mais de 100 críticas a filmes estreados em 2010. Além disso, temos críticas a filmes apenas exibidos em festivais e a filmes que estão quase a estrear como os quatro abaixo pelo que este número ainda vai subir. Recordemos que normalmente o número 100 só era atingido em finais de Dezembro, início de Janeiro, com um esforço especial da equipa. Este ano tudo indica que esse esforço seja para chegar aos 150!




Além disso este foi o mês com mais posts de sempre assim como 2010 já é o ano com mais posts de sempre. Se ainda houvesse dúvidas isto não basta para decidirem qual o melhor blog e blogger? Hoje é o último dia da votação por isso desculpem a pressão extra.

"Despicable Me" por Nuno Reis

É bom ser mau. Quem é muito bom a ser mau é Gru, um vilão cheio de classe no roubo e noutras artes devidamente desapreciadas. Quando um ladrãozito de meia-tigela, e cabelo cortado à tigela, rouba uma pirâmide, Gru acha que chegou a hora de mostrar o que é roubar e aponta para o maior alvo visível: a Lua. O primeiro passo para o seu plano maléfico é obter um raio redutor e construir um foguetão. Como a sua reputação não basta para conseguir um empréstimo do banco, vai ter de mostrar serviço enfrentando Vector, o tal vilão da moda. Para isso é inclusivamente capaz de adoptar três meninas que manipulará para assaltar o esconderijo de Vector. Mas elas também o manipularão e farão ver que há mais na vida do que roubos e lutas.

Não fugindo ao que fazem todas as animações infantis, em "Despicable Me" temos uma personagem principal com falhas, muitas mais do que é habitual, temos um problema que pode ser resolvido se todos trabalharem em conjunto, e temos um vilão palerma para não dar trabalho a derrotar. O que ainda o distingue dos outros filmes é que aqui o herói é o vilão (como veremos dentro de dias na também animação "Megamind"). Gru tem carisma, tem estilo e tem falta de amor maternal. Terá sido isso que o levou a enveredar por maus caminhos? Apesar de tudo o que faz consegue ter a simpatia do público e do seu exército privado, os mínimos. Estas criaturinhas amarelas são um dos iscos que o filme nos esticou na campanha de marketing e no filme revelaram-se uma desilusão. Ainda tentam brincar com o 3D no genérico final, mas ficam muito aquém das expectativas. Outras criaturas que servem para conquistar o espectador são as três meninas órfãs que sonham ter a sorte da Annie do musical. Estas já se saem melhor dentro do estereótipo a que estão coladas.

O filme é muito previsível do início ao fim. Não há situações nem peripécias dignas de registo, os gags são raros, as personagens básicas… É um filme infantil que serve como entretenimento para os mais pequenos. Para os adultos pode ser um bocado mais difícil de passar, mas como este é daqueles que facilmente vendem DVD por terem a capa decorada com um berrante amarelo, com o tempo aprenderão a gostar.


Despicable MeTítulo Original: "Despicable Me" (EUA, 2010)
Realização: Pierre Coffin, Chris Renaud
Argumento: Ken Daurio, Sergio Pablos,
Intérpretes: Steve Carell, Jason Segel, Russell Brand, Julie Andrews, Will Arnett, Miranda Cosgrove, Kristen Wiig
Música: Heitor Pereira, Pharrell Williams
Género: Animação, Comédia, Família
Duração: 95\ min.
Sítio Oficial: http://despicable.me/

"Robin Hood" por Nuno Reis

Apesar de muitos classificarem "Blade Runner" como o melhor filme de sempre e muitos mais considerarem "Alien" o filme mais assustador de sempre, para toda uma geração Ridley Scott é o homem que fez "Gladiator" e nada mais importa (por mim é um filme que pode ser ignorado). Dez anos depois de ter conquistado à moda romana uma legião de fãs, repete a receita usando uma táctica inglesa.
Russell Crowe, quase oscarizado no seu retrato do general caído e obrigado a viver entre os lutadores, está de volta no papel inverso. Agora é um Zé-Ninguém nas cruzadas do Rei Ricardo que toma o lugar de um nobre caído. Usa o título de Robin de Locksley para conseguir transporte para Inglaterra. Como qualquer mentira, quanto mais tempo a mantém mais difícil se torna confessar e mais difícil se torna escapar. Chegado a Nottingham e às terras do seu alter-ego, vai descobrir que precisa de manter o disfarce para bem da sua nova família e da população. E já agora para sobreviver, porque a punição pela mentira envolve ficar sem pescoço.

Ainda recentemente uma série televisiva resgatou o mito que a Disney imortalizou numa animação com raposas. Robin Hood, ou dos Bosques, foi um herói romanceado como arqueiro imbatível que roubava aos ricos para dar aos pobres. A lenda nunca precisou de mais detalhes, mas a História exige-os. Scott traz-nos um épico corajoso, que conta uma versão plausível de como surgiu o herói, como podia um nobre ser tão hábil com o arco e porque tinha tanta alegria em roubar. Não é elogioso para Robin como não o é para o Coração de Leão. Apresenta um retrato frio do Príncipe João e de como conseguiu formar um exército capaz de fazer tanto mal aos seus súbditos. Propõe um bando de homens da floresta em tudo diferentes dos que conhecíamos. E revela uma nova Marion, uma mulher com demasiada coragem para a época e o verdadeiro bastião da justiça e farol da liberdade para o povo.

Quem procurou este filme pelos combates de espada, pelas lutas a cavalo, pelos arqueiros certeiros, em suma, pela adrenalina, vai tê-la. Quem quer uma lição de história semi-verdadeira também. O filme é enorme em duração porque tem muito a dizer. A construção das personagens é elaborada, a trama conspiratória precisava de todo o tempo de fermentação que tem, o espectador tinha de sofrer ao máximo antes de poder desfrutar do espectáculo final. É daquelas histórias que se fazem recorrentemente e uma lufada de criatividade faz a diferença entre ser mais uma versão ou ser a versão. Podia ser um dos melhores filmes do ano se não houvesse uma teoria rebuscada que envolve organizações secretas e um lema de desenvolvimento pessoal. Assim acaba por ser um grande espectáculo visual com uma história quase boa e um formidável lote de actores às ordens de um dos melhores realizadores vivos.

Estreá-la com honras de inaugurar Cannes dizendo tão mal dos franceses foi uma prova de coragem. Voltar ao tema das Cruzadas ainda que ao de leve depois da fraca recepção de "Kingdom of Heaven" também.


Robin HoodTítulo Original: "Robin Hood" (EUA, Reino Unido, 2010)
Realização: Ridley Scott
Argumento: Brian Helgeland, Ethan Reiff, Cyrus Voris
Intérpretes: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max von Sydow, William Hurt, Mark Strong, Oscar Isaac, Mark Addy, Matthew MacFadyen
Música: Marc Streitenfeld
Fotografia: John Mathieson
Género: Acção, Aventura, Drama
Duração: 140 min.
Sítio Oficial: http://www.robinhoodthemovie.com/

29 de novembro de 2010

"Charlie St. Cloud" por Nuno Reis

Burr Steers ainda passou por uns filmes conhecidos como actor secundário/figurante, mas subitamente parece mais interessado em realizar. Depois de um inesperado sucesso com a primeira obra "Igby Goes Down" e um percalço chamado "17 Again", preferiu repetir a receita falhada e voltar a filmar Zac Efron. Dizem que a prática faz a perfeição, mas como qualquer regra que se preze há sempre excepções. Aqui o problema foi pegar numa história banal e tentar fazer dela um filme para todos os públicos. Se estivesse um desconhecido no lugar de Efron, se não desperdiçasse Kim Basinger e Ray Liotta em papéis miseráveis, se não pusessem um incapaz Dave Franco (sim, é irmão do James) numa personagem aparententemente (friso esta palavra) inútil e não tivesse como protagonista uma actriz que faz lembrar Alyssa Milano pelo rosto e pelo papel... Resumindo: o miúdo foi uma boa escolha, o que puseram em torno dele foi excessivo para o filme que era.

Teria dado um bom telefilme. Jovem com um futuro risonho pela frente deixa a vida em suspenso lamentando-se pela morte do irmão mais novo. Enlouquecido pela dor desiste da universidade, afasta-se da mãe e vai viver para o cemitério onde todos os dias treina baseball com o fantasma do irmão, como prometeu antes do fatídico acidente. Ao fim de cinco anos em que o seu passado glorioso foi quase esquecido e até as raparigas começam a meter menos conversa com ele, conhece uma rapariga tão apaixonada como ele era pela vela. Dividido entre o irmão que o quer ver todos os dias ao soar dos canhões e um possível amor que vai partir à aventura pelo mundo por meio ano, terá Charlie coragem de esquecer e seguir em frente?

Toda a conversa com fantasmas está mais do que vista desde "The Sixth Sense". O twist supõe que já se leu o livro e nem tenta impressionar. Ver como total novidade é tão monótono como ao segundo visionamento ou depois do livro. Neste trabalho aproveitam-se algumas cenas na água, a fotografia com vários momentos bons (posteriormente estragados pela montagem) e a forma como o argumento suaviza momentos dramáticos com cenas de caça aos gansos.
Nota-se claramente que é a adaptação de uma novela para fazer chorar as pedras da calçada. O filme nunca chega a esse nível, mas dá o seu melhor na tentativa de espalhar palavras de apoio a quem lida com a perda de entes queridos, de incentivar a seguir em frente, mesmo que seja olhando sempre para trás.

Charlie St. CloudTítulo Original: "Charlie St. Cloud" (Canada, EUA, 2010)
Realização: Burr Steers
Argumento: Craig Pearce, Lewis Colick (baseados no livro de Ben Sherwood)
Intérpretes: Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew, Donal Logue, Ray Liotta
Música: Rolfe Kent
Fotografia: Enrique Chediak
Género: Drama, Fantasia, Romance
Duração: 99 min.
Sítio Oficial: http://www.charliestcloud.com/

28 de novembro de 2010

"The Sorcerer's Apprentice" por Nuno Reis

Numa década em que Harry Potter tornou a feitiçaria popular e definiu as regras do sub-género, fazer filmes de feiticeiros é muito arriscado. A Disney não temeu a concorrência e foi buscar o seu mágico mais poderoso: o Rato Mickey. Adaptando o eterno conto do "Aprendiz de Feiticeiro", o capítulo mais memorável do projecto "Fantasia". Passaram setenta anos e muita coisa teria de mudar. Para começar não tem Mickey, depois é em imagem real, e finalmente é uma longa-metragem com muitas mais peripécias do que vassouras enfeitiçadas.

A História da Magia tem um antes e um depois de Merlin. A história de Dave, o nosso protagonista, começa com o famoso mágico há 1200 anos. Em passo acelerado por uma viagem espaço-temporal encontramos já no virar do milénio Dave, um miúdo como os outros. Um dia em busca do papel que iria mudar a sua vida entra num armazém cheio de objectos lendários onde conhece Balthazar, o único aluno restante de Merlin. Muitos anos depois Dave é um físico brilhante e reencontra Becky, a rapariga a quem deu o seu coração. Só que também reencontra Balthazar que o arrasta para um combate milenar de mágicos e assim se esgotam as possibilidades de ter uma vida normal.

O aprendiz de serviço é Jay Baruchel que poderão recordar de "She's Out of My League". Está na mesma e a personagem tem um perfil idêntico se bem que esta loura (Teresa Palmer) é mais do meu agrado. Como em qualquer filme de Turteltaub, Nicolas Cage marca presença no papel de topo, como Balthazar. Do seu lado tem apenas a memória de Monica Bellucci, contra ele estão Alfred Molina e Toby Kebbell (se pesquisarem vão ver que a cara é familiar por muitas razões). O blockbuster utiliza estas estrelas abaixo do seu verdadeiro potencial para contar uma história divertida e linear q.b. para filme de Verão. Tem muita acção - até uma perseguição automóvel fez sentido - o humor não é de fugir, e A cena é uma homenagem ao original. Os minutos finais parecem algo saído do "The Ghostbusters", o que para a geração-alvo parece fazer sentido, mas os mais velhos poderão achar fora do sítio.
A constante combinação magia/ciência como que justificando que ter poderes faz sentido é uma agradável surpresa. Arriscada, mas bem conseguida.

The Sorcerer's ApprenticeTítulo Original: "The Sorcerer's Apprentice" (EUA, 2010)
Realização: Jon Turteltaub
Argumento: Lawrence Konner, Mark Tosenthal, Matt Lopez, Doug Miro, Carlo Bernard
Intérpretes: Nicolas Cage, Jay Baruchel, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Monica Bellucci
Música: Trevor Rabin
Fotografia: Bojan Bazelli
Género: Acção, Aventura, Comédia, Drama, Fantasia, Romance
Duração: 109 min.
Sítio Oficial: http://disney.go.com/disneypictures/sorcerersapprentice/

27 de novembro de 2010

"Devil" por Nuno Reis

Detective Bowden:So no, I don't believe in the Devil. You don't need him, people are bad enough by themselves.

O diabo é dos seres mais eficazes do fantástico de terror. Se alguns vivem apenas no imaginário (a probabilidade de nos cruzarmos com zombies numa rua escura é praticamente nula) há alguns que com a atmosfera adequada nos fazem pensar "e se?". Um cão a uivar à lua cheia, morcegos esvoaçando junto ao cabelo, se em tempos inspiraram mitos eternos é porque funcionaram. Assustaram e bem todas as gerações. Ora o diabo é o mais antigo e difundido de todos eles. Apoiado por inúmeras religiões como símbolo do Mal Supremo, em oposição ao Bem Divino, embrenhou-se na mitologia e não precisa de fazer muito para ser acusado de algo. Em "Devil" é acusado de todo o mal que as pessoas fazem.

Da mente de Shyamalan tanto sai o melhor como o pior. Entre os melhores contam-se os originais escritos pelo próprio, nos piores o líder incontestável é "The Last Airbender" que adaptou da série. Incrível que o tenha feito depois de alegar que desistia da adaptação do livro "Life of Pi" porque os espectadores "iam estar à espera de um twist que não lhes podia proporcionar". Agora está a preparar um conjunto de contos - "The Night Chronicles" acerca do sobrenatural na sociedade moderna - que apenas escreve e outro realiza. O primeiro capítulo é simplesmente entitulado "Devil" e como o título sugere fala do demónio maior, o diabo.
Uma pessoa cai do alto de um edifício de escritórios moderno. O detective Dowden é chamado a investigar e, ao tentar ajudar num caso de agressão acontecido no mesmo edifício, descobre que se o segurança Ramirez tem razão os casos estão relacionados. É o diabo que está a fazer das suas. Entre o rigor científico e psicológico da investigação policial e a superstição do guarda latino é preciso salvar as cinco pessoas presas no elevador. Vão morrendo um a um sem que as câmaras identifiquem um culpado. Problema mecânico ou sabotagem? Assassino descontrolado ou o Mal personificado?

Esta história é velha e em tudo previsível do início ao fim, mas pelo menos explica porque segue as regras e isso disfarça a incapacidade de escrever algo diferente. Permite uns momentos descontraídos e apesar de ter desperdiçado uma ideia perfeitamente aceitável para uma curta-metragem, não é demasiado longo. É verdade que se estica por oitenta minutos, mas espreme exactamente até onde podia não excedendo o limite. É uma longa com pouca substância, mas que cumpre a função de entretenimento.

O filme na primeira semana em sala nos EUA pagou-se. Suponho que seja o suficiente para fazerem mais alguns destes filmes low cost. Pela amostra esta série estaria melhor no mercado de DVD.

DevilTítulo Original: "Devil" (EUA, 2010)
Realização: John Erick Dowdle
Argumento: M. Night Shyamalan, Brian Nelson
Intérpretes: Chris Messina, Logan Marshall-Green, Jenny O'Hara, Bojana Novakovic, Bokeem Woodbine, Geoffrey Arend, Jacob Vargas, Matt Craven
Música: Tak Fujimoto
Fotografia: Fernando Velázquez
Género: Horror, Mistério, Thriller
Duração: 80 min.
Sítio Oficial: http://www.thenightchronicles.com/devil/

"You Again" por Nuno Reis

Do vasto universo das comédias românticas não costumo esperar muito. Uns trinta ou quarenta actores recorrentes que se vão cruzando em diferentes casais, peripécias by the book escritas sempre pelos mesmos argumentistas, com os problemas do costume e um desfecho feliz. Servem para passar o tempo e por vezes fazendo rir engasgam o espectador que estava a comer pipocas, a segunda razão para os ir ver (refiro-me a comer pipocas, não a ver os outros a engasgarem-se).

Marnie não primava pela aparência e sempre foi torturada pelos colegas na escola, em especial pela cheerleader J.J.. Anos depois a acne desapareceu, trocou os óculos por lentes, arranjou o cabelo e o patinho feio tornou-se a Kristen Bell que estamos acostumados a ver. Com um importante cargo na sua empresa volta para o casamento do irmão (James Wolk) cheia de orgulho e confiança, apenas para vir a descobrir que a noiva Johanna não é outra além da sua némesis! Catapultada para um mundo de memórias com que tinha aprendido a conviver, terá de decidir de que forma vai contar ao irmão que a pessoa mais perfeita do mundo dele não passa de um monstro opressor preso num corpo sexy (Odette Yustman). A história do filme acompanha a relação deste triângulo numa série de acontecimentos divertidos.

Quando soube de um filme escrito por Moe Jelline que tinha no currículo apenas uma tentativa de argumento de uma série romântica e o cargo de assistente do produtor em dois filmes - isso em quinze anos de cinema - imaginei logo algo autobiográfico sem piada. Como o realizador (Andy Flickman) não era de todo incompetente dei o benefício da dúvida e foi muito bem arriscado. A trama tem muito de vulgar, mas também tem a sua classe. O conflito é transportado para outras gerações como mãe do noivo/tia da noiva que também foram BFF (adoro a expressão best friends forever) até um rapaz as tornar inimigas para sempre, ou até ao casamento onde voltam a ser amigas. Ora essas duas senhoras são Jamie Lee Curtis e Sigourney Weaver que além de ícones do cinema do terror também ficam bem em comédias ligeiras.
Há uns twists e tal, um toque "Glee na pessoa de Kristin Chenoweth e de alguma dança, um nível muito aceitável de humor e os clichés esperados.

É um exemplo de equilíbrio estável entre arte e chick flick que se pode ver nas tarde de Domingo.

You AgainTítulo Original: "You Again" (EUA, 2010)
Realização: Andy Fickman
Argumento: Moe Jelline
Intérpretes: Kristem Bell, Odette Yustman, James Wolk, Jamie Lee Curtis, Sigourney Weaver, Voctor Garber, Betty White, Kristin Chenoweth
Música: Nathan Wang
Fotografia: David Hennings
Género: Comédia,
Duração: 105 min.
Sítio Oficial: http://youagain-themovie.com/

26 de novembro de 2010

Última oportunidade!

Ja participaram no passatempo para o Hard Club no Domingo? O Porto 7 traz-nos curtas-metragens portuguesas:

'Daiquiris de Morango' de Miguel Simal
'1111' de M. F. Costa e Silva
'A Audição' de Francisco Campos e Henrique Bagulho
'L'Árc en Ciel' de David Bonneville
'Estranhas Histórias' de Luis Miranda
'Quando o Anjo e o Diabo Colaboram' de Paula Soares

Clips "Sucker Punch"

Já apreciaram esta delícia visual que dá pelo título de "Sucker Punch"? Os clips que surgiram esta semana são de deixar água na boca entre monstros, armas e mulheres.
































Cazadores del Terror nº 3


Esta semana os caçadores de monstros vão-nos explicar como funcionam as maldições asiáticas.


(clique para ampliar)


Relembro que podem acompanhar o original no Terrorifilo.

25 de novembro de 2010

Ainda o aniversário da SciFiWorld

Repararam que a revista tem no arquivo digital os números que lançou sobre as séries "Battlestar Galactica" e "Babylon 5" para download gratuito? E que lançou um podcast que na primeira sessão se alongou até à hora e meia?

Do que estão à espera para se juntarem à festa do quinto aniversário?

Ainda mais quinze dias...

Apenas porque não aguento mais duas semanas até à estreia e tinha 2 posters por publicar.

Crítica no Antestreia a "Scott Pilgrim vs. the World" de Edgar Wright
Scott Pilgrim vs. the WorldScott Pilgrim vs. the World

Porque hoje há greve (XXV)

"Who Framed Roger Rabbit" (1988) de Robert Zemeckis
Quando o mayor de Toontown é encontrado morto, Roger Rabbit é o principal suspeito. Eddie Valiant, um detective alcoólico e assumido inimigo dos desenhos animados que tinha como missão provar o caso entre a mulher de Roger e o falecido, torna-se a única esperança de todos os desenhos.
Estúdios Disney, Warner Bros, Paramount, Walter Lantz e MGM unidos num filme da Amblin onde as condições de trabalho dos actores animados são o principal tema.
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24 de novembro de 2010

Porque hoje há greve (XXIV)

"Matewan" (1987) de John Sayles
Um grupo de mineiros revolta-se contra as condições desumanas em que eram forçados a trabalhar. Baseado em eventos reais.
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Porque hoje há greve (XXIII)

"End of the Line" (1987) de Jay Russell
Após o anúncio de fecho de uma linha férrea, os trabalhadores partem numa locomotiva roubada, numa railroadtrip até aos escritórios do adminisração onde apresentarão a sua opinião.
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Porque hoje há greve (XXII)

"Gung Ho" (1986) de Ron Howard
Um grupo japonês adquire uma fábrica americana e cabe a Hunt Stevenson (Michael Keaton) mediar dois grupos e duas forças de pensar e de trabalhar que não se querem entender.
Movie Videos & Movie Scenes at MOVIECLIPS.com
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Porque hoje há greve (XXI)

"Laughterhouse " (1984) de Richard Eyre
Um agricultor torna-se famoso a nível nacional quando, por causa de uma greve, é obrigado a percorrer a pé 160 quilómetros com 5000 gansos.
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Porque hoje há greve (XX)

"Silkwood" (1983) de Mike Nichols
Após muitos anos de filmes sobre greves, eis que o cinema consegue inovar. A sindicalista Karen Silkwood ia-se encontrar com um jornalista para denunciar problemas na fábrica nuclear, mas nunca lá chegou. Cinco nomeações para Oscar lançaram um alerta que vinte e sete anos depois ainda é tema controverso ("Edge of Darkness").
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Porque hoje há greve (XIX)

"Moonlighting" (1982) de Jerzy Skolimowski
Novak (Jeremy Irons) leva alguns clandestinos polacos para Londres para trabalharem a baixo custo para um governante local. Quando um golpe militar faz o governo polaco cair, tem de utilizar o facto de nenhum outro saber inglês para os controlar.
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Porque hoje há greve (XVIII)

"Take This Job and Shove It" (1981) de Gus Trikonis
Frank volta à sua terra-natal como representante do grupo Allison que acabou de comprar a cervejeira local juntamente com outras na falência. A sua excelente relação com as pessoas faz a empresa lucrar, mas isso desperta uma sede de lucro que passa por vender a fábrica a um texano incopetente, mas com dinheiro.
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Porque hoje há greve (XVII)

"Norma Rae" (1979) de Martin Ritt
Saly Field venceu um Oscar pelo seu desempenho como Norma, uma mulher que apesar de não ter estudos tinha convicção e lutou pelos seus direitos contra a fábrica têxtil que empregava toda a gente da terra.
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Porque hoje há greve (XVI)

"Blue Collar" (1978) de Paul Schrader
Três trabalhadores de uma fábrica automóvel assaltam o cofre do sindicato. Tiram 600 dólares e são acusados de roubar 10000. Estreia de Schrader como realizador e um elenco de luxo.
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Porque hoje há greve (XV)

"F.I.S.T." (1978) de Norman Jewison
(Stallone) vai subindo a pulso na hierarquia do sindicato. Quando os seus métodos se tornam demasiado brutos, m senador vai investigar as ligações do italiano à Mafia.
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Porque hoje há greve (XIV)

"Which Way Is Up?" (1977) de Michael Schultz
Um apanhador de laranjas é confundido com um manifestante por estar no local errado à hora errada. Fuge deixando a família, e acaba a trabalhar para a mesma companhia que o despediu. Richard Pryor tem um papel triplo neste clássico.
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Porque hoje há greve (XIII)

"Boxcar Bertha" (1972) de Martin Scorsese
Também Scorsese tratou o tema disfarçando-o de romance. Um sindicalista e uma mulher insatisfeita vão levar a cabo uma vingança pessoal contra os caminhos de ferro em plena Grande Depressão. Como? Com a clássica táctica de assaltar os comoios.
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Porque hoje há greve (XII)

"Brother John" (1971) de James Goldstone
Este seria mais um filme sobre uma fábrica, uma greve e um herói improvável. Só que aqui o protagonista não é um humano, mas um anjo (Sidney Poitier) que tem como missão avaliar se a Humanidade merece ser salva.
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Porque hoje há greve (XI)

"The Molly Maguires" (1970) de Martin Ritt
Este famoso grupo de emigrantes irlandeses utilizava tácticas terroristas para assustar os patrões. Numa tentativa de interromper os assassinatos e as sabotagens, os donos da mina (é um local recorrente neste tema) contratam o detective McParlan para se infiltrar. Irá ele ser fiel ao seu dever ou o nacionalismo será mais forte?
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Porque hoje há greve (X)

"Never Steal Anything Small" (1959) de Charles Lederer
Jake MacIllaney é candidato ao lugar de presidente do sindicato, mas o tema pouca relevância tem neste musical com James Cagney com muito romance e casamentos desfeitos.
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Porque hoje há greve (IX)

"I'm All Right Jack" (1959) de John Boulting
Stanley regressa da guerra convencido de ter um cargo à espera na empresa do tio. Vai descobrir que tem de começar pelo fundo e vai ser manipulado por todos numa luta entre direcção e trabalhadores. Comédia incontornável com Peter Sellers, Richard Attenborough, Dennis Price e Ian Carmichael.
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Porque hoje há greve (VIII)

"On the Waterfront" (1954) de Elia Kazan
Marlon Brando ainda precisa de apresentações? O lutador Terry Malloy trabalhava para o chefe das docas, até que viu dois dos seus homens matarem um homem inocente. Ao conhecer a irmã dele vai ser persuadido para a causa contrária.
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Porque hoje há greve (VII)

"Salt of the Earth" (1954) de Herbert J. Biberman
Filme baseado num caso real e censurado pela Lei McCarthy, retrata a batalha de emigrantes mexicanos por salários equiparáveis aos dos americanos.
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Porque hoje há greve (VI)

"The Devil and Miss Jones" (1941) de Sam Wood
O patrão tenta infiltrar-se numa loja, sob pseudónimo e disfarçado como vendedor, para descobrir os planos dos agitadores que exigem melhores salários, mas acaba envolvido nas vidas de todos os funcionários.
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Porque hoje há greve (V)

"The Stars Look Down" (1940) de Carol Reed
Dave abandona a cidade-natal com uma bolsa de estudo. Tem a esperança de conseguir voltar e ajudar os mineiros a defenderem-se dos patrões. O amor leva-o a interromper os estudos, mas lá no fundo continua a sonhar com a causa…
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Porque hoje há greve (IV)

"Black Fury" (1935) de Michael Curtis
Um mineiro que foi espancado por protestar e que viu o amigo morrer às mãos do exército privado dos proprietários da mina, consegue toda aatenção dos media barricando-se na mina.
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Porque hoje há greve (III)

"Konets Sankt-Peterburga" (1927) de Vsevolod Pudovkin e Mikhail Doller
Filme-propaganda do governo soviético. Um camponês envolve-se numa manifestação de grevistas levando à prisão de um amigo líder sindical. Foge alistando-se no exército a meses da Revolução de 1917.
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Porque hoje há greve (II)

"Metropolis" (1927) de Fritz Lang
Um dos mais imortais filmes do cinema fantástico. Quando o povo decide desobedecer à autoridade que o maltrata, Freder tem de mediar o diálogo entre o seu pai e o povo que aprendeu a amar e enquanto isso tem de encontrar Maria e salvar o futuro da cidade. A nova versão (construída com bobines encontradas na Argentina) é muito superior à antiga. Vejam-na em cinema, em festivais, ciclos de cinema, ou por download se tiver de ser. Não podem perder este ainda mais monumental filme.
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Porque hoje há greve (I)

O Antestreia não faz greve, pelo contrário! Vamos aproveitar o tema para relembrar alguns clássicos sobre levantamentos populares. Desde excertos de filmes feitos em épocas onde não havia trailers, até filmes inteiros caídos em domínio público, recordaremos alguns dos títulos que fizeram história.

"Stachka" (1925) de Sergei Eisenstein
Quando um trabalhador se enforca após ser injustamente acusado de roubo, os restantes trabalhadores revoltam-se. O filme de Eisenstein acompanha tudo desde a excitação inicial, até à falta de alimentos, o fim das negociações, as sabotagens por agentes infiltrados e a intervenção militar.
Link


23 de novembro de 2010

Posters e trailers de "Secretariat"

"Secretariat" de Randall Wallace

Uma família vai apostar tudo num cavalo e desafiar os garanhões dos grandes patrocínios rumo à conquista dos três campeonatos. Qualquer semelhança com "Dreamer" ou "Seabiscuit" não é mais do que coincidência pois todas se baseam em cavalos verdadeiros diferentes.
Imdb
SecretariatSecretariat

Poster e trailer de "Mars Needs Moms"

"Mars Needs Moms" de Simon Wells

Milo só começa a dar valor à mãe que tem quando os marcianos a levam para educar os pequenos marcianos. Invertendo a história de Nemo, desta vez cabe ao filho e a alguns estranhos vagabundos espaciais resgatar a mãe. A imagem está arrasadora e vindo de Simon Wells ("Fievel Goes West", "The Prince of Egypt") não pode sair mal.Mars Needs Moms
Imdb

22 de novembro de 2010

Passatempo Porto7 / Hard Club (28 Nov)


A mudança do Hard Club para o Porto trouxe novas artes e sessões. O cinema é uma das artes com maior presença e o Porto7 é responsável pela programação das tardes de domingo. Venha disfrutar de uma sessão de cinema oferecida pelo festival.

Porto7


Desafio:


Para a segunda semana ainda uma pergunta fácil...
1. Diga para as secções de Internacional, Animação e Nacional, qual o filme vencedor do Porto7 de 2010.
(a resposta pode ser encontrada no blog)

Oferecemos:


  • 5 bilhetes individuais para o Porto7 / Hard Club dia 28 de Novembro às 19:00

    O tema é o cinema nacional e os filmes em exibição são:
    'Daiquiris de Morango' de Miguel Simal
    '1111' de M. F. Costa e Silva
    'A Audição' de Francisco Campos e Henrique Bagulho
    'L'Árc en Ciel' de David Bonneville
    'Estranhas Histórias' de Luis Miranda
    'Quando o Anjo e o Diabo Colaboram' de Paula Soares


    Prazo


    A recepção de respostas termina dia 26 de Novembro às 17:59.

    Enviem as vossas respostas para antestreia.blog@gmail.com junto com o nome e número de B.I. e boa sorte.
  • It's a kind of magic

    A facilidade com que Harry Potter faz dinheiro é assustadora. Este episódio 7.1 conseguiu um novo recorde da saga ao abrir com 125 milhões de dólares nos Estados Unidos.
    Isso está acima dos 102 milhões de "Goblet of Fire" (que tinha o mundial de Quiddich como atractivo visual) , dos 93 de "Azkaban", dos 90 do primeiro filme, dos 88 da sequela, e dos 77 de "Half Blood Prince" e "Order of the Phoenix".
    Para a última parte espera-se números ainda mais assustadores, se bem que não haja mais salas disponíveis tendo sido o primeiro filme a ocupar 5000 salas! Faziam sessões às 3 da manhã e esgotavam!

    Em média o primeiro fim-de-semana simboliza um terço da receita pelo que se pode estimar que o primeiro filme pague num mês ambas as partes. No próximo fim-de-semana Os EUA param para o tradicional thankgiving aumentando em muito os dias inúteis para se ir ao cinema e duplicar os valores. A única competição a considerar será "Tangled" da Disney.

    Em termos gerais é a sexta melhor estreia de sempre atirando "Toy Story 3" para um 11º lugar. Aqui fica uma tabela informativa onde se pode ver que o 3D de 2010 é uma forte fonte de receitas:

    PosiçãoTítuloEstúdiosPrimeiro fim-de-semana% do totalEcrãsData
    1The Dark Knight WB $158,411,483 29,7436618-7-2008
    2Spider-Man 3 Sony $151,116,516 44,942524-5-2007
    3The Twilight Saga: New Moon Sum. $142,839,137 48,2402420-11-2009
    4Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest BV $135,634,554 3241337-7-2006
    5Iron Man 2 Par. $128,122,480 4143807-5-2010
    6Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1 WB $125,120,000 512519-11-2010
    7Shrek the Third P/DW $121,629,270 37,7412218-5-2007
    8Alice in Wonderland (2010) BV $116,101,023 34,737285-3-2010
    9Spider-Man Sony $114,844,116 28,436153-5-2002
    10Pirates of the Caribbean: At World's End BV $114,732,820 37,1436225-5-2007
    11Toy Story 3 BV $110,307,189 26,6402818-6-2010
    12Transformers: Revenge of the Fallen P/DW $108,966,307 27,1423424-6-2009
    13Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith Fox $108,435,841 28,5366119-5-2005
    14Shrek 2 DW $108,037,878 24,5416319-5-2004
    15X-Men: The Last Stand Fox $102,750,665 43,8369026-5-2006
    16Harry Potter and the Goblet of Fire WB $102,685,961 35,4385818-11-2005
    17Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull Par. $100,137,835 31,6426022-5-2008
    18Iron Man Par. $98,618,668 3141052-5-2008
    19Harry Potter and the Prisoner of Azkaban WB $93,687,367 37,538554-6-2004
    20The Matrix Reloaded WB $91,774,413 32,6350315-5-2003

    21 de novembro de 2010

    Trailer de "Source Code"

    "Source Code" de Duncan Jones

    Um soldado acorda num corpo que não é o dele. Minutos depois morre. É assim o projecto Source Code onde um agente treinado é enviado para o corpo de alguém 8 minutos antes dessa pessoa morrer. A missão de Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) é descobrir e deter um bombista que se diverte a sabotar comboios. Vera Farmiga como coordenadora do projecto e Michelle Monaghan como uma das vítimas são o motivo porque ele continua a repetir a viagem. Tem semelhanças com "Prince of Persia: The Sands of Time" com o mesmo actor a viajar no tempo para impedir uma tragédia, mas é do realizador de "Moon" que pode aqui confirmar se o que teve foi sorte de principiante ou um grande arranque.
    Imdb

    20 de novembro de 2010

    Posters internacionais e trailer de "The Tourist"

    "The Tourist" de Florian Henckel von Donnersmarck

    O nome do realizador salta à vista? Nunca aceitaria trabalhar com uma pessoa com alguém que usa um nome tão comprido, mas Angelina Jolie, Johnny Depp, Paul Bettany, e Timothy Dalton não partilham da minha opinião.
    Frank (Depp) é um americano desgostoso que viaja para Itália para comer, orar e... filme errado. Ele viaja para Itália para sarar um coração ferido. Pelo caminho conhece uma misteriosa e encantadora mulher (Jolie) que o atira para uma vida de perigos. Vai ter de ser muito versátil, mas felizmente nunca perde o sentido de humor.
    O poster ao lado é alemão, abaixo estão o internacional e o francês. Reparem que os europeus colocam o nome de Depp em primeiro. Vantagens de morar por cá...
    The Tourist
    Imdb
    The TouristThe Tourist

    19 de novembro de 2010

    Poster e trailer de "Jane Eyre"

    "Jane Eyre" de Cary Fukunaga

    Este conto de Charlotte Brontë tem sido adaptado para cinema várias vezes, mas poucas versões tiveram o destaque que esta conseguirá ao reunir Mia Wasikowska, Michael Fassbender, Jamie Bell, Judy Dench e Sally Hawkins.
    Jane Eyre é uma orfã que ao atingir a maioridade vai trabalhar como governanta para a casa do senhor Rochester. Enquanto se vai aproximando do patrão, e apaixonando-se, descobre que ele tem um terrível segredo do passado para esconder.
    Jane Eyre
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    Cimento para Avanca?

    Depois do tijolo, precisam de cimento.

    Em clima de festa e com o auditório cheio, o Cine-Clube de Avanca comemorou na passada terça-feira, 28 anos de existência legal, abrindo as portas do seu novo edifício de cinema em construção. Reunindo sócios, apoiantes e entidades oficiais, o Cine-Clube de Avanca anunciou que a “Campanha do Tijolo” já recolheu a totalidade dos 15.000 tijolos que entretanto tinha pedido à população da região.

    Com as paredes de tijolo exteriores terminadas, a construção da sede da associação procura agora cimento que ajude a continuar os trabalhos de construção deste edifício de 4 pisos e cerca de 1000 m2 de área total. Ao pedido de cimento respondeu de imediato José Artur de Pinho, Presidente da Junta de Freguesia de Avanca, oferecendo os primeiros 50 sacos de cimento desta nova fase da “Campanha do Tijolo / Cimento”.

    Entretanto, outras ofertas permitiram completar os primeiros 100 sacos de cimento desta inédita campanha de solidariedade. Na comemoração usaram da palavra ainda o Dr. Fernando Mendonça em representação do Governo Civil de Aveiro e o Dr. José Eduardo Matos, Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, que reafirmaram o apoio à obra. Estiveram presentes representantes do Instituto Português da Juventude, da Federação Internacional de Cineclubes, entidades locais e vários autarcas que nos seus mandatos deram importante apoio à obra em curso. O arquitecto Luís Laranjeira apresentou as grandes linhas arquitectónicas do seu projecto, introduzindo assim a visita dos presentes a todo o espaço em obras.

    O projecto de construção da sede do Cine-Clube de Avanca iniciou-se em 1992, com a atribuição de um lote de terreno no centro da freguesia pela Câmara Municipal de Estarreja, tendo-se iniciado a construção dois anos mais tarde, com a atribuição de um primeiro apoio financeiro do IPJ - Instituto Português da Juventude a que se veio juntar um apoio do ICA / Ministério da Cultura.

    Um interregno forçado de vários anos fez perigar a conclusão da obra que finalmente retomou o seu percurso no final de 2009.

    Com o apoio do IPJ – Instituto Português da Juventude e da população de Avanca e do Concelho de Estarreja que aderiu à “Campanha do Tijolo”, as obras estão em bom ritmo e permitem antever os espaços onde o Cine-Clube de Avanca irá desenvolver actividades de formação, investigação, produção e exibição de cinema de autor e audiovisuais de qualidade. O espaço pretende ainda apoiar manifestações de arte e cultura da região.

    Sugestões Natalícias (I)

    Aproximando-se o Natal, que tal esta sugestão de prenda?

    "Family Guy Presents: It's a Trap"

    O clássico "Star Wars: Return of the Jedi" é revisitado pelas personagens da popular série televisiva.Family Guy Presents: It
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    Cazadores del Terror nº 2


    Esta semana os caçadores de monstros vão mergulhar no mundo dos vampiros...


    (clique para ampliar)


    Relembro que podem acompanhar o original no Terrorifilo.

    18 de novembro de 2010

    As escolhas dos 20 no Cineroad


    Estão atentos à iniciativa "As Escolhas dos 20" no Cineroad? Ontem foi a minha vez de fazer um mini-top com o melhor de cada género. Este blog é um dos nomeados para os TCN Blog Awards pelo que uma visita é sempre tempo bem gasto.

    Por falar nisso, já votaram? Até ao fim do mês qualquer voto pode fazer a diferença. É só recordar que o ano passado não ficamos em segundo por dois míseros votos. Este ano fizemos o pleno, sendo nomeados nos três prémios onde podíamos concorrer.

    Posters, banners e trailer de "True Grit"

    "True Grit" de Ethan Coen, Joel Coen

    Após a morte do pai por um pistoleiro contratado (Josh Brolin) a jovem Mattie (Hailee Steinfeld) parte em busca do assassino. Para isso contrata o Marshall mais duro que encontra (Jeff Bridges), mas ele tem problemas, de atitude, de carácter, com o álcool... A equipa é aumentada pelo Texas Ranger LaBouef (Matt Damon) que procura o mesmo homem. Cada um deles irá enfrentar desafios que provarão o seu valor perante os restantes.
    Pessoalmente é cada vez mais raro gostar de algo feito pelos Coen, mas este filme parece que só precisa de uns posters a sério para ser bom e eles devem estar a chegar porque já temos banners (para visualizar usar botão abaixo).
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    True GritTrue Grit





    Posters e trailer de "Made in Dagenham"

    "Made in Dagenham" de Nigel Cole

    Em 1968 o mundo mudaria para sempre. Em Dagenham, uma terra desconhecida para muitos, a Ford tinha uma fábrica automóvel. A maioria dos trabalhadores eram de sexo feminino e apesar de trabalharem tanto como os homens ganhavam menos. Esta é a história (na versão divertida) de uma greve que mudou a política laboral lá, na Inglaterra e no mundo, e da mulher responsável por isso.
    Sally Hawkins continua em grandes papéis, bem acompanhada por Rosamund Pike e Miranda Richardson.
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    Made in DagenhamMade in Dagenham

    Poster e trailer de "Blue Valentine"

    "Blue Valentine" de Derek Cianfrance

    Drama romântico que acompanha um casal ao longo da sua vida em conjunto. Momentos bons, momentos maus, tudo o que faz de cada relação algo único, indescritível e maravilhoso.

    Apesar de ser o primeiro grande projecto de Cianfrance, a dupla principal tem actores já nomeados para Oscar: Ryan Gosling e Michelle Williams.
    Blue Valentine
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    Capuchinho, vai com cuidado...

    "Red Riding Hood" de Catherine Hardwicke

    Depois de ter sido corrida da saga dos vampiros e lobisomens, Catherine Hardwicke volta ao tema dos amores impossíveis e dos homens-lobo nesta visualmente esplendora adaptação de "Red Riding Hood", "Capuchinho Vermelho" em bom português.
    Com a sempre angelical Amanda Seyfried, o especialista em não reconhecer um vampiro na própria casa Billy Burke, o maior vampiro do cinema comtemporâneo Gary Oldman e lendas como Julie Christie (a avózinha) e Virginia Madsen, é um título do terror a deixar marcado na agenda (11 de Março).

    E sim, está a suplicar por um twist, resta saber qual...
    Red Riding Hood
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    17 de novembro de 2010

    Uma mão-cheia de trailers

    Ao longo dos meses fomos divulgando posters que finalmente receberam trailer a acompanhar. Aqui ficam alguns dos principais títulos.

    "Battle Los Angeles" Posters aqui


    "Cars 2" Posters aqui


    "Cowboys vs. Aliens" Poster aqui


    "Green Lantern" Posters aqui


    "Little Fockers" aqui e aqui.


    Quantos conseguem encontrar?


    Eis o novo poster da Pixar. O filme não era dos mais desejados pelos fãs, especialmente depois do sucesso conseguido pelo terceiro Toy Story, mas "Cars 2" está a acelerar para as salas.

    Como teaser algumas pontos do globo foram trocados por carros. Quantos conseguem encontrar?
    Cars 2

    Poster de "Pirates of the Caribbean 4"

    Neste novo capítulo o Capitão Jack Sparrow vai ser desviado da sua missão, encontrar a fonte da juventude, por uma mulher do seu passado (Penelope Cruz) que o faz entrar no navio do pirata Barba Negra (Ian McShane). Judy Dench também aparece no filme que vai estrear na semana de Cannes...

    Pirates of the Caribbean 4

    16 de novembro de 2010

    ¡Feliz Cumpleaños SciFiWorld!


    O nosso parceiro mais antigo faz hoje cinco anos. É pouco comparando com os sete deste blog, mas eles chegaram muito mais longe. Site, revista, festival, livros e filmes, são algumas das áreas onde crescem diariamente perante milhares de seguidores.
    Por isso parabéns Luis, Raúl, Contel, Ángel e todos os seus colaboradores. Parabéns, e obrigado por nos darem tanto.

    Aniversário ScifiWorld


    Artigo original.

    Parece que foi ontem mas já fez cinco anos. A 16 de Novembro de 2005 nasceu a Scifiworld Magazine em formato PDF. Desde aquele dia muitas foram as alegrias que nos deram é por isso não nos cansamos de repetir: a Scifiworld são vocês, que estão aqui conosco no dia-a-dia , encorajando-nos a fazer coisas novas, desenvolver novos projectos para chegar com ousadia onde nenhum homem antes esteve.

    Até hoje, 16 de novembro de 2010, a Scifiworld cresceu. E muito:

  • A SciFiWorld.es recebe mais de 80000 utilizadores únicos que visualizam mais de 4 milhões de páginas mensalmente. Hospedamos mais de 8000 notícias, mais de 700 artigos, mais de 10000 imagens e mais de 3000 vídeos para partilhar com mais de 8000 utilizadores registados.
  • A Scifiworld Magazine já ultrapassou as 3000 páginas, que temos compartilhado com você desde o seu lançamento.
  • Livros como "Paul Naschy, a Máscara de Jacinto Molina" ou o recente "Profanando el Sueño de los Muertos" tornaram-se verdadeiros êxitos de vendas.
  • SHOTS, o Festival Internacional de Curtas Fantásticas consolidou-se como uma referência para cineastas do mundo inteiro.
  • A nossa primeira incursão no audiovisual, o documentário "O Homem Que Viu Frankenstein Chorar" já foi exibido no Festival de Sitges e Cineuropa com grande sucesso crítico e comercial e agora inicia sua turnê internacional.
    E o futuro não poderia ser mais promissor.

    Por tudo isso queremos agradecer-vos. Obrigado por nos apoiarem, por continuarem por aqui, por compreender os nossos erros, por nos ajudarem a encontrar o nosso caminho. Obrigado por fazerem parte desta grande família de amantes do cinema fantástico que é a SciFiWorld. Por tudo o que temos feito e pelo que há-de vir. MUITO OBRIGADO A TODOS.

    E como não sabemos melhor maneira de vos agradecer preparamos novos projectos. Projectos conhecidos como o livro "The Movie Orgy, el Cine Alucinante de Joe Dante" que anunciamos no último Festival de Sitges, ou o livro "El hombre Lobo, Licántropos en el Cine" que por fim verá a luz; projectos esperados como uma nova edição do SHOTS, ou o especial da revista Scifiworld que neste número 33 será dedicado ao demónios no cinema no que chamamos "O Número da Besta"; e outros novos como Scifiworld Radio Show, um podcast sobre cinema fantástico que verá a luz muito brevemente nesta mesma rede ou algumas outras surpresas que iremos revelar brevemente.

    Gostaríamos de celebrar este dia especial com cada um de vocês, mas a distância não o permite. Por isso decidimos dar-vos um pequeno presente, a todos, sejam utilizados registados ou não. Através do link que encontrarão no final da notícia poderão descarregar gratuitamente os 12 primeiros números da revista Scifiworld em formato PDF.

    Mas as surpresas não acabam por aqui. A celebração durará até ao próximo domingo. Estejam atentos a SciFiWorld-es porque haverá mais novidades.

    Mais uma vez muito obrigado por tudo e longa vida ao fantástico!


  • Juntamo-nos à festa deles partilhando com os nossos leitores 12 números de uma revista incontornável do cinema fantástico. Os tão desejados ficheiros estão aqui.

    Há cada muggle....


    Não há palavras para descrever o nível a que chega o fanatismo desde admirador de Harry Potter.

    15 de novembro de 2010

    Poster de "Cowboys vs. Aliens"


    Cowboys vs. Aliens

    O ano é 1873 e a árida região é conhecida como Arizona. Um viajante (Daniel Craig) sem recordações do passado vai parar à cidade de Absolution. A única pista do que foi é uma bracelete em torno do pulso. Depressa percebe que os habitante de Absolution não gostam de forasteiros e ninguém faz nada sem a ordens do Coronel Dolathyde (Harrison Ford). A cidade vive em medo constante.
    Mas Absolution está prestes a vivenciar um terror ainda maior quando a cidade é atacada por invasores vindos do céu. Dotados de uma velocidade prodigiosa e de luzes incandescentes que raptam os habitantes um a um, estes monstros desafiam tudo o que os humanos conhecem.
    Agora o forasteiro que rejeitaram é a sua única esperança de salvação. O pistoleiro vai começar a rcordar quem é e onde esteve, e que possui um segredo capaz de igualar as forças da cidade contra os alienígenas. Com a ajuda da esquiva viajante Ella (Olivia Wilde) reune um exército de antigos inimigos - aldeões, Dolarhyde e seus capangas, foras-da-lei, índios - unidos pelo medo da aniquilação. Unidos contra um inimigo comum, vão se preparar para a mais épica das batalhas pela sobrevivência.

    14 de novembro de 2010

    "The Social Network" por Nuno Reis

    O fenómeno dos últimos cinco anos e dos próximos três chama-se Facebook. E por isso mesmo o fenómeno nas salas chama-se Social Network. Com 500 milhões de utilizadores registados, considerando que metade deles são pessoas reais e minimamente activas no site temos algo com tanta gente como os Estados Unidos. O seu presidente não é eleito após um demorado e complicado processo eleitoral acompanhado por todo o mundo, ele é Mark Zuckerberg apenas porque foi ele quem teve a ideia.

    Nos anos 80 a Internet era uma curiosidade científica. Nos 90 era uma curiosidade académica com fins educacionais e surgiu o Boom das .com. Em 2003 as .com originais tinham tido um de três destinos: vendidas, falidas, tomado uma posição dominante que as colocava ao nível das maiores indústrias mundiais sem necessidade de fazer nada novo (excepção para a Google que devido à sua política laboral está sempre a gerar novas ideias).A Internet já não era uma novidade apenas para os tecnologicamente preparados, estava a abrir-se ao mundo e diversos hackers (no sentido original da palavra) sobressaiam nesse admirável mundo novo. Em 2003 surgiu uma onda de blogs por onde as pessoas comunicavam, como o Antestreia, mas para Zuckerberg isso não bastava. Ele criava sites alojados nos servidores de Harvard e tinha sempre relativo sucesso. Até que descobre "the next big thing" e após dois meses tinha a correr um site chamado TheFacebook. Esta é a história de como à custa disso fez fãs, sócios e dólares, e perdeu o único amigo.

    Antes de opiniar sobre o filme, quem sou eu? Entre muitas coisas sou um informático. Mas não sou da geração "The Social Network", sou da anterior, da que se regia pelos valores do filme "AntiTrust". Quando o bom da fita derrubava as corporações malignas apenas em nome da Humanidade e desenvolvendo open source sem pensar no lucro. Zuckerberg é diferente. Ele tudo o que fez foi a pensar na fama, e foi manipulado por outros para ganhar dinheiro com isso. É uma geração de Tony Montanas que pensa em dinheiro, para com isso conseguir poder e consequentemente mulheres. Não há mal nenhum nisso, mas onde está o amor pelo trabalho?

    Este filme não é sobre a ciência dos computadores, mas sobre a arte do marketing. E é o que a nova geração de empreendedores precisa. Tal como Sean Parker (o autor do Napster) aconselha Zuckerberg para criar algo gigantesco e intocável, também o autor do Facebook através deste filme lança uns alertas/conselhos.
  • Não comecem algo que não podem levar até ao fim. O que parece uma brincadeira com 4000 pessoas pode-se tornar um negócio de milhares de milhões e uma peça fundamental da economia global.
  • Não basta serem bons tecnólogos porque o importante é o que vem depois, mas basta terem uma grande ideia e formar uma equipa que faça o trabalho por vocês.
  • A velha máxima diz que "trabalho é trabalho, cognac é cognac". Devemos, temos!, de saber distinguir sócios de amigos, porque se correr mal a sociedade resolve-se em tribunal, mas a amizade é algo que nenuma lei pode salvar.
    Para os menos empreendedores deixa um recado mais útil do que qualquer dica financeira. Com o Facebook podem estar em contacto com centenas ou milhares de conhecidos. Isso é óptimo, mas porque não pegar no telefone e fazer algo menos virtual?

    Como cinema fica muito aquém do que seria de esperar. O factor chocante residia no comportamento humano e nesta era em que os valores financeiros se sobrepõem aos valores morais isso não surpreende.
    Vindo de Fincher esperava algo fenomenal, mas faltou-lhe a substância. Excepto os primeiros vinte minutos em que combina magistralmente os diversos mundos que coabitam no universo académico, tudo o resto é exactamente o que se poderia esperar de um biopic sobre uma pessoa que aos 25 já tinha atingido o topo da carreira. Ficará para a história como uma curiosidade sobre uma etapa fundamental do nosso progresso.


  • The Social NetworkTítulo Original: "The Social Network" (EUA, 2010)
    Realização: David Fincher
    Argumento: Aaron Sorkin (baseado no livro de Ben Mezrich)
    Intérpretes: Jesse Eisenberg, Rooney Mara, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer
    Música: Trent Reznor, Atticus Ross
    Fotografia: Jeff Cronenweth
    Género: Biografia, Drama,
    Duração: 121 min.
    Sítio Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/thesocialnetwork/

    "The Social Network" redux


    Uma pequena versão de "The Social Network" condensa a história em dois minutos e meio, tem piada e ainda cita o filme da minha vida. Como podia ser melhor?



    Entrevista a Colin Arthur

    O penúltimo acto do Antestreia em Braga foi entrevistar Colin Arthur. As perguntas previstas eram muitas, mas o tamanho das respostas e o rumo da conversa não permitiu que se completasse o plano. Para o ano há mais porque falar com ele mais do que uma honra, é um prazer.

    Antestreia: Como foi a experiência de trabalhar com Kubrick?
    Colin Arthur: Retrospectivamente diria que foi um privilégio. Na altura era muito novo, um jovem a trabalhar com o Stuart Freeborn, a aprender, mas ao mesmo tempo a dar ao departamento do SF o que precisavam para corresponder às ideias de Stanley. Ele não era capaz de descrever exactamente o que pretendia ver feito, nem havia informação visual como temos hoje em dia. Tudo o que tínhamos eram filmagens do King Kong e os macacos no jardim zoológico. Agora estamos todos informados sobre o aspecto possível dos pré-humanos e animais pré-humanos, mas na altura não havia referências e nem Stanley nos conseguia dizer o que queria visualmente, nem aquele trabalho tinha sido alguma vez feito por isso estavamos a descobrir novos terrenos. Era como ir à Lua para a indústria do Cinema, era completamente novo, tudo o que fazíamos era novo, eu sabia que Stanley não aceitava ninguém medíocre nos seus filmes. Tinha o Douglas Trumbull que é da minha idade, temos diferença de um ano, e estava a fazer os efeitos ópticos, os novos efeitos , em oposição ao Wally Veevers que fazia os tradicionais. Ele cumpriu e o departamento artístico cumpriu o que Stanley queria.
    Era um homem muito reservado no cenário. Tinha sempre simpatia pelos operadores de câmera, técnicos de luz, assistentes de câmera, toda a gente em proximidade imediata da câmera. Eles eram o seu alter-ego. Ele queria fazer tudo, mas precisava dessas pessoas à volta. Além deste núcleo fechado tinha o departamento artístico, dos efeitos especiais modeladores e gente assim, mas gostava de manter o cenário fechado, não gostava de visitas.
    Insistindo num cenário fechado, as pessoas que não estivessem envolvidas no trabalho que estava a ser feito, eram mantidas fora do cenário. Mas descobri nos vinte meses que lá estive, que podia entrar no cenário, ver o que ele estava a fazer e estar lá, se estivessem a filmar podia ver a filmagem, e não havia objecções por parte dele. Olhando para trás, e sabendo o privilégio que aquilo foi, percebo que "este jovem faz o trabalho dele, não me causa problemas, ele vem ver de forma inteligente, é um jovem inteligente, vê o que estamos a fazer e vai embora, não fica por ali, não atrapalha". Tive esse privilégio de poder entrar no cenário mesmo não estando a contribuir para o que se estava a passar nesse instante.

    A: O seu contributo mais conhecido para o filme foi na cena dos macacos. Esteve envolvido na starchild?
    CA: Quanto à famosa starchild tem uma história curiosa. Stuart Freeborn foi ao estúdio dos meus pais e pediu à minha mãe que fizesse uma escultura para esse ser. Ela esculpiu um, levou-o ao estúdio e de algum modo a produção sabia que eu conhecia essa senhora, Dorothy Dealtry, e fui apresentado à minha própria mãe em frente a Kubrick.
    Há alguns anos a minha mãe estava a deitar fora uns esboços de conceito feitos pelo Tony Masters para a starchild. Foi impedida pela Sarah (Polley, esposa de Colin Arthur) de continuar e por isso ainda se conseguiu preservar esse bocado de história. Depois disso o trabalho passou para uma Jane – não me lembro do apelido - que fez também a mobília de "Clockwork Orange".
    Não me recordo bem da técnica, mas seria algo do género estrutura em fibra de vidro, pintada de branco e com tinta reflectora, usando retro-projecção. [...] Alguém teve a ideia de colocar luzes à volta da câmara que seriam reflectidas a 90 ou 100% pela criança na direcção da câmara. Se se lembram da cena em que o leopardo salta sobre o hominídeo, os olhos têm um brilho intenso. Isso é porque foi filmado recorrendo à retro-projecção e os olhos dele funcionam como os sinais de trânsito da 3M.

    A: Quando vê "2001" sente-se orgulhoso do seu trabalho?
    CA: Muitos aspectos nas máscaras dos macacos foram feitos melhor anos depois por Rick Baker e um assistente meu que foi trabalhar para ele em "Greystone". "Planet of the Apes" não, isso é diferente. Alguns aspectos da coreografia, dos movimentos, sinto que não funcionaram, mas aparte isso foi um fantástico filme.

    A: Mas ainda está orgulhoso do filme?
    CA: Oh, sim, tenho de estar. Tive a sorte de se tornar um clássico como "Conan" e "NeverEnding Story" se tornaram clássicos, como "Alien" se tornou um clássico e outros seis ou sete depois desses, por isso fui muito sortudo.

    A: Estão a refazer tantos dos seus filmes, está envolvido em algum dos remakes?
    CA: Não, estou um pouco surpreendido que não me tenham contactado para o "Clash of the Titans", até um pouco desapontado. A indústria do cinema é para os jovens, eles têm as suas próprias ideias, reúnem uma equipa pequena e dizem "vamos fazer isto, vamos fazer aquilo", não penso que o segundo "Clash of the Titans" seja tão bom filme como o primeiro, como o que fiz com Ray Harryhausen. Elogiaram-nos copiando sequências, a maioria das sequências do original, por vezes frame a frame na sala de montagem. Não conseguiram fazer bem uma cena que foi totalmente feita pelo Ray: a cena da Medusa. Se pensarem que foi feito com um boneco de borracha do tamanho de uma mão, e um cenário miniatura, e ele move uma câmera à volta e faz stop motion, e a tensão nessa cena é fenomenal! Acho que perderam isso no segundo "Clash of the Titans".

    A: Ainda tem clientes competindo contra os CGI?
    CA: Sim, tanto trabalhando ao lado dos CGI, como em projectos em que realizadores e produtores rejeitam CGI. A novidade está a estabilizar e as pessoas, os realizadores dizem "esta cena não vamos fazer em CGI". Às vezes é melhor para o filme. O CGI tem a sua aplicação, e as técnicas tradicionais, os modelos e o stop motion, têm a sua.

    A: A sua fábrica de sonhos (a empresa de Colin Arthur chama-se Dream Factory) continua a fazer sonhar?
    CA: Eu continuo. Ainda no fim-de-semana passado concretizamos o sonho de um realizador, fornecendo exactamente o que ele queria, e isso foi há uma semana! A Dream Factory como grande estúdio fechou há um ano e um mês, mas a Sarah e eu continuamos.

    A: E os sonhos contiuam...
    CA: Os meus sonhos continuam, sim.
    Sarah Polley: E estás a voltar para a escultura.
    CA: Estou a voltar para a escultura, muito mais do que nos últimos dez anos.

    A: Também fez uns anúncios para empresas de Portugal….
    CA: Há uma produtora chamada Alexandra, talvez a conheça, que tem passado muito trabalho para a Dream Factory nos últimos dez anos. Ela estava a trabalhar com diversas empresas de publicidade e chamava-nos constantemente para fazer coisas para ela. Fizemos trabalhos impressionantes. O anúncio Super Bock foi um prazer fazer porque tinha andado a desenvolver algumas técnicas de animatronics com água por vários anos e para fazer as asas dessa filmagem a água era o material ideal. Fiquei muito agradado com o que conseguimos. Estava preocupado com o peso do que estávamos a construir. Era para um tipo bastante grande, tinha mais de dois metros de altura, e ele estava com a armação quando o realizador diz "podemos usar isso numa mulher?" Era uma mulher muito magra (a modelo Diana Pereira), as asas tinham cinco metros de envergadura e aquilo funcionou em todos os aspectos. Se eu tivesse sabido essa técnica quando estava a filmar "Neverending Story", Falco teria tido asas.



    A: Esse anúncio foi inclusivamente premiado.
    CA: Ganhou uns prémios, mais não sei quais. Normalmente os produtores não nos passam essa informação. Fazemos o trabalho e uns anos depois "ah, isso ganhou um prémio qualquer". Nem se dão ao trabalho de nos enviar uma cópia do certificado. É a vida.


    O nosso agradecimento a Colin Arthur pela disponibilidade, pela simpatia e pela sua carreira.