29 de julho de 2011

Entrevistas "Balas e Bolinhos 3" - parte II

Ao contrário da maioria das longas-metragens nacionais que chegam às salas, este projecto foi feito sem subsídios do ICA. Foi através de uma campanha eficaz de venda de merchandising e de recolha de apoios que o argumento começou a ser convertido num filme.

O mérito é da produtora Andreia Lucas que se desdobrou em missões sobre-humanas entre apoios de empresas e municípios para tornar o projecto possível. A própria afirma que enquanto o filme não estiver concluído estará sempre em busca de mais apoios. Tudo para fazer um episódio definitivo merecedor da longa espera que os fãs ainda atravessam.



Quem quiser ajudar este projecto terá de negociar com ela. Previno-os que a Andreia tem atitude e sabe o que quer. Ela faz a diferença entre o que se imagina ser ainda uma produção amadora e o que realmente é o terceiro "Balas". "O Último Capítulo" continua a ser uma comédia, mas desta vez estamos perante um filme a sério onde nada falha. Espreitem quem se rendeu.

De referir que apesar de todos estes apoios continua a ser preciso mover diariamente meia dúzia de viaturas com uma tonelada de material assim como uma média de vinte pessoas que são alimentadas e mantidas satisfeitas durante um dia de trabalho que pode bem chegar às 24 horas consecutivas. Desde o mais pequeno detalhe (como transportar uma máquina de café, com café, copos, colheres, leite, açúcar e adoçante para os manter acordados), até controlar o horário em que se tem gerador, tudo passa pela Andreia.
Metaforicamente falando, toma conta deles como uma mãe, garantido que estão alimentados, que são educados e que não chegam atrasados. Em linguagem de cinema combina competências de produtora, assistente de produção, caterer e em parte de assistente de realização. Nos três dias que assisti de filmagens, não só nunca a vi desistir, como não a vi falhar.

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