5 de julho de 2011

História do Cinema - a década de 1910

1910 e o cinema para todos


O cinema foi evoluindo depressa e grandes nomes surgiam a cada semana. Em 1910 destacaria dois títulos americanos: "Frankenstein" de J. Searle Dawley, que recorre inteligentemente a um espelho para compensar a rigidez da câmara, e "The Wizard of Oz" de Otis Turner, que finalmente adapta uma história da moda recorrendo a humanos para interpretar os animais.


Na Europa a cinematografia nórdica ganhava força. Um dos melhores exemplos é "Afgrunden" (1910) de Urban Gad. Dos primeiros filmes onde se nota um ligeiro movimento de câmara para acompanhar as personagens.

A Itália demorou a entrar na corrida, mas depressa saltou para o segundo lugar em número de filmes produzidos. Se olharem para este exemplo, "L'Inferno" (1911) de Francesco Bertolini, Adolfo Padovan e Giuseppe de Liguoro verão a capacidade de produção italiana.

Devo confessar que é um filme que me aborrece bastante, especialmente porque nunca é compreensível por si só, recorrendo demasiado aos intertítulos. Esse problema será resolvido mais tarde e grandes obras italianas (mesmo grandes) continuaram a ser feitas como "Gli Ultimi Giorni di Pompeii", "Quo Vadis?" e "Cabiria". Todos utilizavam muitos figurantes e neste último há inclusivamente efeitos especiais estrondosos para a época (erupção do Etna) e usam animais verdadeiros (elefantes nos Alpes).



O adjectivo grande aplica-se em dois sentidos. Não só são belos filmes, como a duração começava a ser maior, rapidamente chegando a três horas! Estes filmes influenciaram nomes como D. W. Griffith (e mais tarde Cecil B. DeMille). Foi com ele que o cinema cresceu durante a estagnação causada pela guerra na Europa.

Entretanto a comédia tinha ganho um dos seus imortais.

Para saberem mais sobre esse icone nada como ler o especial que lhe foi dedicado.

D.W.Griffith em 1915 fez "The Birth of a Nation", primeiro filme de sempre a ter uma sequela (entretanto perdida). Três horas.


Em França a resposta foi uma série de dez episódios chamada "Les Vampires" filmada por Louis Feuillade. Quatrocentos minutos no total e um novo monstro no cinema.


Depois de 1915


Depois veio a Grande Guerra e tudo mudou. O cinema alemão tornou-se incomparável apoiado em nomes como Fritz Lang (na verdade era austro-húngaro), Robert Wiene e Ernst Lubitsch.
Apareceram novas indústrias, novas políticas, novas cinematografias, mas os americanos, como sempre que há guerra, mantiveram a estrutura em funcionamento enquanto os outros pararam e conseguiu no pós-guerra apresentar um catálogo de qualidade e quantidade incomparável. Era o início de uma hegemonia que ainda se mantém.
Quanto às curtas, foram perdendo destaque e, apesar de serem presença constante nas salas, deixaram de ser tema de conversa.



Como disse inicialmente este é apenas um rascunho de algo maior. Apeans este bloco foi publicado por ser um período desconhecido para muitos e deveras interessante. O resto será construído de forma cronológica ao longo de meses ou anos, sem pressa e sem nenhuma ambição além de compilar informação e revelar nomes já esquecidos ou mesmo desconhecidos do público actual.

1 comentário:

Lara Oliveira disse...

Obrigada por essas informações. Espero que postem mais sobre o cinema nesta década.