10 de junho de 2012

Plano Nacional de Cinema - Proposta II


A autora convidada de hoje esforçou-se tanto na escolha como na justificação dos filmes. Com este nível de detalhe poderia enviar a lista directamente para a Secretaria da Cultura, mas a ideia desta iniciativa é recolher uma lista de consensos.

Fiquem com a lista da Film Puff (Not a Film Critic)



Ele há desafios que são, em simultâneo, exercícios de prazer e de desgaste. Posso afirmar, com forte convicção que foi muito difícil desovar esta selecção de 30 filmes que vos apresento de seguida. Foi um processo exaustivo e repetitivo de selecção, exclusão, reinclusão e novamente exclusão, até à decisão final, que me tomou todo o mês de Maio. Por pouco, não deixava o Not a Film Critic ao Deus dará. Tudo isto para vos dizer que reflecti bastante sobre as escolhas que vos apresento de seguida e que não foi um processo completamente aleatório baseado nos meus gostos pessoais. Naturalmente, estes indicar-me-iam para um tipo de cinema muito específico, nomeadamente, o cinema do este/sudeste asiático. Ademais, houve um filme que vi muito recentemente, o “Sete Samurais” (apenas há três dias – mas por ocasião da publicação desta “lista”, será mais tempo), que colocaria em definitivo na minha lista de filmes a ver por menores de 18 anos, mas optei por exclui-lo desde já, uma vez que prefiro deixar a opinião “descansar”, ao invés de me deixar levar por sentimentalismos. Quem diz este filme, diz também o “Poetry” e poderia continuar mas a lista quedava-se pelos 100 filmes. Outra questão que me parece essencial, quando se elabora uma proposta de um “Plano Nacional de Cinema” (céus, que responsabilidade!), é a tentação de nos deixarmos levar pelo gosto pessoal. A proposta não deixa de ter o seu quê de subjectivo, visto que uma escolha imparcial é impossível. No entanto, procurei seguir uma estratégia integrada, assente em diversos indicadores, mais orientações do que regras seguidas à letra, como diria um certo pirata:

1) Apropriados à idade - considerando que nem todos os miúdos se encontram em estágios de desenvolvimento iguais e se pretende que eles aprendam e não que fiquem traumatizados para o resto da vida;

2) Variedade de géneros – se pretendemos dar a conhecer o cinema como um todo, convém ser mais abrangente possível, escolhendo exemplos bem representativos do seu género. Assim temos: animação, comédia, drama, terror (psicológico), histórico, thriller, acção, wu xia, romance, musical e ficção científica;

3) Abordagem multidisciplinar – Este ponto foi particularmente difícil mas tentei, se com sucesso não sei incluir géneros que possam ser motivo de reflexão por qualquer das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras, História, Geografia, Matemática, Ciências Físicas e Naturais, Educação Visual, Educação Artística, Educação Tecnológica, Educação Física, Educação Musical, Religião e Moral e Filosofia;

4) Qualidade do ponto de vista da 7ª arte – Direção, montagem, banda-sonora, fotografia, representação, cenários, argumento… Cada um dos filmes tem um ou outro ponto forte (quando não tem mais), que joga a seu favor e ao “nosso”, da gente que aprecia cinema, também. É também um modo de imprimir o bichinho do cinema nos miúdos e não só os conteúdos que se pretendem transmitir;

5) Empatia – Tentei colocar-me na pele de miúdos desde os 5 até pouco menos de 18 e pensar o que é que gostaria de ver com aquelas idades. Também fiz o exercício ao contrário e pensei naquilo que eu gostei de ver com aquelas idades;

6) Conteúdos programáticos e valores – No brainer. Há temas subjacentes à formação do ser humano como a socialização, a criação e gestão de afectos, e o modo de nos relacionarmos com o meio e assuntos em agenda na sociedade como a utilização de substâncias nocivas, doenças sexualmente transmissíveis, discriminação, racismo, a relação do ser humano com as novas tecnologias...;

7) Filmes que vi – A tentação de optar por filmes que são escolhidos por todos é demasiado grande e, no entanto, não podia, em boa consciência indicá-los. Isso serve também em género de mea culpa, explicar algumas ausências;

8) Exclusão de blockbusters – Não tenho nada contra os blockbusters. Eu vejo-os. Mas a probabilidade de serem transmitidos na televisão ou os pais terem o DVD, Bluray, etc é demasiado alta. Sem dúvida que a trilogia da Guerra das Estrelas, d’O Senhor dos Anéis, Regresso ao Futuro, Indiana Jones e afins, são grandes clássicos. O que também não quer dizer que devam carecer de análise. Só que tendo a oportunidade de incluir 30 filmes, mais vale considerar nesse número finito, filmes que sabemos que, de outro modo, a possibilidade de serem vistos é escassa;

9) Inclusão de algumas obras clássicas – Essenciais para o crescimento;

10) Pesquisa – O PNC, não foi feito de “cabeça”. Muita internet, a minha coleção privada de “DVDs” e DVDs e perguntas a muitas outras pessoas. Posto isto, só tenho imensa pena de não poder incluir outros títulos.

Com toda a certeza, depois de ter submetido as minhas sugestões ao Nuno, vou arrepender-me e pensar que afinal gostaria de ter colocado outras hipóteses, mas é a vida. Numa nota adicional, os filmes não estão organizados por nenhuma ordem específica. São 10 filmes para serem vistos dentro de determinado ciclo de ensino. Ponto. Por fim e, em jeito de crítica, à notícia no Público que motivou este desafio, considerei as escolhas das dez personalidades convidadas demasiado umbiguistas e pouco adequadas ao público ao qual se pretendem apresentar as temáticas. Isto é um jogo de tentações: queremos que os outros vejam aquilo que nós amamos ou aquilo que pensamos que os outros querem ver. De facto e, tendo um afecto especial pelo cinema resignei-me a encontrar um ponto intermédio entre bons filmes e filmes que objectivamente os alunos poderão ter interesse em ver. Talvez seja melhor assim. E mais justo. Há nomes incontornáveis em qualquer compilação histórica de cinema. Mas considere-se o seguinte: se por vezes a um adulto, a visualização de certas obras é complicada, que dizer de adolescentes com menos de 18 anos?


10 filmes 1º Ciclo: Menores de 10



1. Viagem de Chihiro – “Spirited Away”, 2001 de Hayao Miyazaki
As crianças com menos de 10 anos de idade já sabem distinguir o certo do errado e interiorizam e absorvem tudo quanto vivenciam, criando mundos alternativos e/ou amigos imaginários. A viagem de Chihiro acompanha a jornada de uma criança rude e mal-educada que entra noutro “mundo” para salvar os pais dos seus próprios erros e termina uma menina crescida, consciente das responsabilidades inerentes à idade.

2. Fantasia – “Fantasia”, 1940 de Joe Grant e Dick Huemer (estória)
A educação musical, independentemente, do rumo que se siga no futuro, seja música popular, electro, rock e afins, deverá começar por uma apreciação dos clássicos. Que melhor de apreciar as notas em toda a sua pureza do que ouvir Bach, Tchaikovsky ou Beethoven enquanto se vêem desenhos-animados?

3. O Jardim Secreto – “The Secret Garden” 1993, de Agnieszka Holland
É uma estória com a qual os alunos se poderão identificar devido à personagem principal, Mary Lennox ter 10 anos. Esta menina mimada, geralmente desconectada de tudo, tem um objectivo pela primeira vez na vida e, à medida que o seu jardim floresce, a sua disposição e a de todos os que contactam com ela é alterada. É pois uma alegoria de como o florescimento de um jardim está ligado à regeneração daqueles que dele cuidam. Explora as relações humanas e a necessidade de encetarmos um qualquer hobby para nosso desenvolvimento pessoal e partilha de interesses com outrem.

4. Up – Altamente! – “Up” 2009, de Pete Docter e Bob Peterson
Up – Altamente! é uma excelente estória de introdução aos afectos: amor e amizade e de como dos contactos mais improváveis podem surgir elementos em comum que à partida não se esperavam. Do ponto de vista visual é bastante apetecível e é dos poucos filmes que não tem uma criança no centro da acção, mas sim um velhote carrancudo. Isto, é particularmente importante, se considerarmos que as crianças destas idades se julgam o centro do mundo. Um bom treino de empatia.

5. O Rei Leão – “The Lion King”, 1994, de Roger Allers e Rob Minkoff
Foca temas recorrentes da Disney, amizade e a familia, com o bonus de permitir identificar os diversos animais da savana e reconhecer os ritmos africanos. Apesar de possuir algumas cenas impressionantes como (spoiler), a morte do pai de Simba numa debandada de gnus, a mensagem geral é de paz e esperança.

6. A Princesa Prometida – “The Princess Bride” 1987, de Rob Reiner
Feito para o imaginário de uma criança contem princesas, piratas, adjuvantes cómicos e monstros. Àparte algumas piadas para adultos e algumas cenas de violência, incluindo máquinas de tortura, o sentido geral é de leveza de espirito. Aborda alguns dos clichés dos filmes de fantasia e de animação em tom jocoso.

7. E.T. – O Extra-Terrestre – “E. T. – The Extra-Terrestrial”, 1982, de Steven Spielberg
É um marco para quem cresceu nos anos 80 e poderá constituir um marco para as gerações do novo milénio, através do retrato de uma amizade invulgar vista através dos olhos simplistas de um grupo de crianças e, ainda, um espelho da cada vez mais frequente monoparentalidade e dos desafios que a acompanham. É também um excelente prelúdio à introdução do género de ficção científica.

8. Wall-E – “Wall-E”, 2008, de Felix Salten (estória)

Se um grupo de crianças irrequietas conseguir aguentar os primeiros minutos de um filme quase sem diálogos, este será excelente para transmitir uma estória de amor entre seres vivos não orgânicos, uma poderosa mensagem ecológica e as possibilidades da comunicação além da linguagem verbal.

9. Serenata à Chuva – “Singin’ in the Rain”, 1952 de Stanley Donen e Gene Kelly
E se fosse possível transmitir uma mensagem positiva, música, dança e alegria tudo num só filme? E se este filme fosse um dos melhores musicais de sempre e tivesse mais de 50 anos?

10. Conta Comigo - “Stand by me”, 1986 de Rob Reiner
Conta comigo é uma adaptação de um livro de Stephen King que descreve um evento na vida de quatro amigos que irá afectar indelevelmente o seu crescimento. Os acontecimentos são relatados através do ponto de vista de Gordon, um pré-adolescente que partilha muitos dos anseios e preocupações das crianças da sua idade. Este filme é ainda um caso de intertextualidade flagrante em cinema nas décadas que se seguiram e que ainda estão por vir.

10 para 2º e 3º ciclo: Menores de 15



1. Capitães de Abril – 2000 de Maria de Medeiros
Por vezes é mais fácil transmitir uma ideia através da imagem do que pela leitura e no caso da história portuguesa, não há nada como reforça-la com a filmografia. Mesmo que esta obra tome algumas liberdades, incluindo a introdução de personagens fictícias não deixa de ser um bom ponto de introdução à Revolução de Abril e exploração do seu significado.

2. A Janela Indiscreta – “Rear Window”, 1954 de Alfred Hitchcock
A Janela Indiscreta é um filme extremamente rico, pelo que o professor pode optar por abordar diversos aspectos filme ou antes, promover a discussão aberta no seio da sala de aula. A Janela Indiscreta foca um mistério em torno de um assassinato e a ansiedade de um homem incapacitado momentaneamente para o resolver. Voyeurismo, compromisso afetivo, justiça, a existência de uma vida sem gadgets (ou com poucos gadgets), são todos temas que podem ser explorados à luz da sociedade actual.

3. Eduardo Mãos de Tesoura – “Edward Scissorhands”, 1990 de Tim Burton
Um jovem com mãos de tesoura que podia ser qualquer adolescente com dificuldades de adaptação que se sente incompreendido ou enfrenta as emoções do primeiro amor. Todos são tão estranhos quanto ele mas ele parece não se conseguir inserir em lado nenhum. O filme é belíssimo em termos visuais e da banda-sonora mas, o mais importante, é aprender que nem sempre há finais felizes.

4. O Clube – “The Breakfast Club”, 1985 de John Hughes
O Clube explora as relações entre adolescentes que pertencem aos estereótipos que se podem identificar em praticamente qualquer filme que represente a vida no liceu: a rapariga popular, o atleta, o cromo, o outsider e a rapariga insegura, alvo ideal para os rufias. Obrigados a permanecer na sala enquanto cumprem castigo, descobrem que é mais o que os une do que o que os separa e que da aceitação dessa realização pode nascer uma grande amizade.

5. Senhor das Moscas – “Lord of the Flies”, 1990 de Harry Hook
É a circunstância que nos pode transformar em seres selvagens? Ou o mal já existe de nós? O Senhor das Moscas pode ser um filme impressionante devido aos actos malévolos cometidos por crianças. No entanto, é uma interessante introdução ao “Mito do Bom Selvagem” e na criação da moral e transmissão de valores por oposição à anarquia, na qual, jovens ainda na fase de desenvolvimento poderão seguir o caminho do despotismo. Esta parábola podia ser interpretada por adultos assim como crianças.

6. Na Sombra e no Silêncio – “To Kill a Mockingbird”, 1962 de Robert Mulligan
Uma excelente obra sobre o racismo para fazer reflectir sobre o racismo e o modo como este pode deturpar a interpretação dos factos e a noção de justiça. Este filme é tanto mais essencial, considerando Portugal um país muito diverso em termos culturais e onde a “pureza de sangue” é uma ilusão e uma construção motivada por questões políticas e económicas.

7. A vida de Brian – “Life of Brian”, 1979 de Terry Jones
A vida de Brian é um filme muito controverso e contestado por diversas facções religiosas. Mas A vida de Brian é pouco ou nada sobre a religião e antes uma comédia de costumes, onde um homem é divinizado e outro, nascendo nas mesmas condições é humilhado e segue uma espiral descente. Tudo isto, explorando a comicidade das situações e aproveitando diversas ocasiões que seria imaginável acontecerem nas sociedades “ civilizadas” dos tempos actuais.

8. Doze homens em Fúria – “12 Angry Man”, 1957 de Sidney Lumet
Uma introdução à sala de deliberações de um tribunal. É uma obra de ficção mas não deixa de ser assustador pensar no que pode motivar os homens a tomar certas decisões? Preconceito? Comodismo? Pressa? Mais importante ainda, o que é pior, inocentar um homem culpado ou culpar um inocente?

9. Romeu + Julieta – “Romeo + Juliet”, 1996 de Baz Luhrmann
A linguagem arcaica pode constituir um obstáculo à aprendizagem. Como tal, a representação de uma velha estória, adequada aos tempos modernos poderá ser o melhor modo de apresentar o que é considerado o melhor dramaturgo de sempre britânico: William Shakespeare. É também uma das maiores tragédias em torno de um amor adolescente alguma vez escritas.

10. Rebecca – “Rebeca”, 1940 de Alfred Hitchcock
Rebecca é a mulher falecida de um aristocrata rico que leva a nova mulher para a mansão onde viveu com Rebecca. Um aspecto único do filme é o facto de a morta, que não surge em cena, ser mais mencionada, mais importante até que a heroína. Esta sofre com a ausência do marido e a lavagem cerebral que a criada de Rebecca lhe faz. Rebecca é um exercício de pressão psicológica, de percepção e de descoberta das nossas próprias forças.

10 para Secundário: Menores de 18



1. O Mundo a Seus Pés - “Citizen Kane”, 1941, Orson Welles
Este filme é um marco para qualquer jovem que pretende seguir carreira nos meios de comunicação social. São também analisados temas como a personalidade pública e a personalidade privada e de como o poder pode corromper os meus ideais que levaram a tal ascenção.

2. As Asas do Desejo - “Der Himmel über Berlin”, 1987, Wim Wenders
As Asas do Desejo é uma obra passada mais tempo no plano espiritual do que no plano humano, no entanto, é uma reflexão sentida sobre o valor das coisas e das relações que possuímos e do valor que lhes damos, por oposição a quem não as pode ter e viver.

3. Às portas do Inferno – “Rashômon”, 1950, Akira Kurosawa
“Quem conta um pouco acrescenta um ponto”. Este filme com 60 anos continua tão actual e tão passível de reflexão como no dia em que estreou. Um mesmo acontecimento, várias versões da mesma estória. Só os intervenientes sabem o que realmente sucedeu, os outros apenas podem dar pistas, que não são totalmente desinteressadas. Um estudo interessante sobre a memória e percepção humanas, aliadas à subjectividade dos indivíduos que (re)contam a estória.

4. Cidade de Deus – 2002 de Fernando Meirelles
Cidade de Deus é um filme de extrema violência e violência, aconselhado ao público mais maduro, mesmo entre jovens visto que retrata uma das mais emblemáticas favelas brasileiras. Cidade de Deus evidencia o fenómeno da exclusão social, com as favelas a fechar-se sobre si. São ilhas com regras próprias onde reina todo o tipo de criminalidade e perversão mas até ai e, nos piores momentos, persiste a esperança.

5. O Tigre e o Dragão – “Crouching Tiger, Hidden Dragon”, 2000 de Ang Lee
O Tigre e o Dragão é um filme de artes marciais mas não é esse o foco. As artes marciais são um complemento para uma estória de amor por consumar, da ambição desmesurada e do desejo de viver uma vida só possível no plano da fantasia. Permite a apresentação de uma nova cultura e explorar temas presentes na obra de Sun Tzu, “A Arte da Guerra”, baseados na filosofia taoísta.

6. Os Condenados de Shawshank – “The Shawshank Redemption”, 1994 de Frank Darabont
Mais uma película baseada na vasta obra de Stephen King, desta feita em torno de um grupo de presos que forma uma invulgar aliança para sobreviver à vida na prisão. É uma curiosa reflexão sobre as noções de bem e mal e de quem representa esses papéis. São ainda explorados temas como a possibilidade de reforma de criminosos e o impacto que estarem confinados num espaço físico pode ter sobre eles. Poderão ser limitados em termos físicos mas há espaços do ser humano que é impossível confinar.

7. Imperdoável – “Unforgiven”, 1992 de Clint Eastwood
Um dos melhores filmes sobre o “velho oeste” Americano é também um dos filmes que assinala, para muitos, a morte do western. É interpretado por um Clint Eastwood reformado da vida de banditismo e pai de família que volta a pegar na arma em defesa daqueles que não o podem fazer.

8. 2001: Odisseia no Espaço – “2001: Odisseia no Espaço”, 1968 de Stanley Kubrick
Este filme de 1968 é visionário seja em termos da tecnologia ou da própria relação dos humanos com as máquinas, sendo que anteviu muitos dos equipamentos já existentes nos dias de hoje. No entanto, deixa um aviso preocupante para o futuro (hoje), sobre a dependência dos aparelhos e a possibilidade destes falharem, com graves consequências para os seres humanos.

9. Blade Runner – Perigo Iminente – “Blade Runner”, 1982 de Ridley Scott
Num universo distópico, uma Terra que seguiu o pior rumo possível, a humanidade criou seres vivos. Esta “experiência” vira-se contra ela quando estes seres, os “replicantes” se rebelam contra o modo e as razões por que foram criados. Têm uma esperança de vida de meia dezena de anos. Querem viver mais, mas não maturaram como os humanos que tiveram toda uma vida. São seres que respiram, autónomos e não devem ser cidadãos de segunda classe. Terão eles menos direitos que os outros? Qual é o dever de um criador?

10. Trainspotting – “Trainspotting”, 1996 de Danny Boyle
Trainspotting é uma obra que não glamoriza as drogas mas também não se afasta de mostrar o seu lado mais negro. Mostra as drogas duras, sujas, furiosas e as consequências devastadoras que trazem para as vidas daqueles que se perdem nelas e dos seus familiares. É um filme controverso, não sendo aconselhável aos jovens mais sensíveis, visto que a sua “realidade” envolve as referidas drogas, o VIH, relações sexuais com menores e outros crimes.

5 comentários:

Flávio Gonçalves disse...

O Romeu e Julieta não é (felizmente!) assinado pelo Gus Van Sant.

Nuno disse...

A menina devia estar distraída e eu deixei passar.
Isto vai mudar algumas coisas na lista final!

(Até seria interessante ver um Van Sant sobre o tema...)

CINE31 disse...

A minha vida teria sido muito diferente se tivesse visto o "Tigre o Dragão" (e outros wuxia que descobri mais ou menos na altura que esse estreou) com menos de 18 anos, ou "A vida de Brian" com menos de 15 :)...

FilmPuff disse...

Baz Luhrman. LOL. Nuno se quiseres corrige, se não, no worries. Têm a internet inteira para me desdizer eternamente. haha.

FilmPuff disse...

Cine 31 - Vi ambos, nas idades em que os coloquei. Deixa lá, always look on the bright side of life.