5 de abril de 2013

Ebert e o fim de uma era

Esta semana o Cinema, e em especial a arte de o críticar, ficaram mais pobres com a partida de Roger Ebert, o mais lendário dos críticos vivos.

Goste-se muito ou pouco, Ebert estava naquela mão-cheia de críticos que todos conheciam. Com textos publicados desde os anos sessenta - a 3 de Abril comemorou 46 anos no Chicago Sun-Times - não se deixou parar no tempo e além dos duzentos jornais para os quais trabalhou, era blogger e presença assídua e pertinente no Twitter. Mesmo depois de ter perdido a voz (cancro da tiróide), nunca parou de informar.

Primeiro na sua área a vencer um Pulitzer (1975), primeiro a ter uma estrela na Walk of Fame (2005), autor de trinta livros e argumentista do clássico "Beyond the Valley of the Dolls", marcou o cinema de forma indelével, em especial pelas pequenas coisas. Por exemplo, o "Two Thumbs Up" que tanto se usa, vem dos tempos em que apresentava "Sneak Previews" com Gene Siskel, o programa que popularizou a crítica cinematográfica na televisão.


Na semana passada revelou que a doença o ia impedir de escrever tanto como era costume (200 críticas anuais, por vezes 300). E acertou. Não publicou mais nenhuma.

Descanse em paz.

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