29 de maio de 2014

"Edge of Tomorrow" por Nuno Reis

Bill Cage: What I am about to tell you sounds crazy. But you have to listen to me. Your very lives depend on it. You see, this isn't the first time.

Vamos começar pelo princípio. Era o ano de 1997 e no cinema a Humanidade enfrentava uma terrível invasão de aracnídeos. O filme entitulava-se “Starship Troopers” e foi uma daqueles casos incríveis de amor-ódio. Enquanto alguns diziam como o filme era fenomenal, muitos outros se riram de uma das maiores desilusões tidas em sala. Defensores ou detractores, o que é certo é que até aí se contavam pelos dedos os filmes em que a humanidade enfrentava uma invasão alienígena de grande escala. O invasor por tradição era tão forte que poucos bastariam para nos dizimar por completo (The Thing, Alien, Predator, é só enumerar). Isso foi mudando e ultimamente atacam-nos em grande numéro como os exemplos recentes de “After Earth”, “Pacific Rim”, “Ender’s Game”, tudo isso sem sair de 2013.A única coisa a fixar é que a nossa tecnologia terá um importante papel a desempenhar nesse confronto com uma raça tecnologicamente mais avançada. Ainda bem que temos Tom Cruise para nos defender. Em “War of the Worlds” apneas sobrevive, em “Oblivion” tem um papel importante na luta, em “Edge of Tomorrow”, é a chave para a vitória.

Vamos começar por outro princípio. Um insuportável jornalista tinha de cobrir a saída de um mamífero do buraco. Como o dia seguinte não chega, usa o tempo para aperfeiçoar alguns talentos como o arremesso de cartas, a escultura no gelo, e a arte da sedução. Parece familiar? E então uma jovem que trabalha na morgue e revive cada dia para evitar as mortes dos cadáveres que falam com ela? E um soldado forçado a viajar no tempo repetidamente para impedir um atentado em apenas oito minutos?

Vamos então recomeçar pelo princípio, mas pelo de “Edge of Tomorrow”. A Terra foi invadida. A Europa foi o primeiro alvo e foi parcialmente conquistada. Após anos de conflito a direcção certa foi encontrada. Rita faz jus ao nome e tal como Santa Rita, a padroeira das causas impossíveis, seguiu a tradição de outras grandes mulheres como a nossa Padeira de Aljubarrota ou a francesa Jeanne d’Arc, liderando o seu povo num momento em que as probabilidades não estavam de feição. Com os feitos de Rita para moralizar as tropas - que a chamam carinhosamente de Full Metal Bitch - os humanos preparam-se para, sob comando inglês, invadir França, enquanto a Rússia e a China tratam da parte oriental. Um plano familiar com tudo para dar certo. O único problema é que vão cair na armadilha, o exército será dizimado, e a Humanidade perderá. É melhor recomeçar.

Edge of Tomorrow” é isto. Tal como em um simples jogo de computador, a Humanidade veste exo-esqueletos, enfrenta monstros estranhos, combate, perde, recomeça do último ponto salvo. As semelhanças com outros filmes limitam-se ao “Starship TroopersmeetsGroundhog Day”, mas para bom. Tem imensas explosões e destruição, mas não é um mero filme de acção onde cada carro destruído significa “tenho um milhão de orçamento a mais e não sei o que fazer com ele”. Este é um filme de guerra e toda as mortes e a destruição estão justificadas e enquadradas no cenário catastrófico. Um cenário onde explosões, e tiros se sentem em casa. Ao mesmo tempo, é algo tão banal que se torna quase cómico. Nunca tanta gente se riu e aplaudiu ao ver Tom Cruise morrer. Até pediam mais. Não gostam de spoilers? Azar, até repito que ele vai morrer. Tantas vezes que vão perder a conta. Tantas que nunca poderemos imaginar. Como se fosse obrigado a jogar e a repetir cada movimento eternamente até vencer. Toas as personagens que conhecemos ao longo do filme vão morrer alguma vez. A pergunta é onde estarão quando for feita a jogada vencedora. No jogo definitivo terão sido um peão sacrificado, ou a peça que deu o xeque-mate?

Doug Liman deu-nos mais do que um filme repleto de acção, deu-nos um senhor blockbuster. Perfeito para ver em tela grande e com um bom sistema de som, seguramente não será prejudicado em 3D ou IMAX. Efeitos soberbos, banda sonora adequada, uma guerreira badass a usar uma espada como poucas no século XXI (infelizmente por pouco tempo)... Que mais se podia pedir? A nível narrativo há uma única falha, uma infelicidade que poderia ser evitada com um pouco de discernimento das personagens, que acaba por se revelar crucial para o desenrolar da história, mas que passa despercebida no calor do momento. Não havendo possibilidade de recomeçar, o melhor a fazer é assistir ao filme e desfrutar da experiência. Não darão o tempo como perdido.

Edge of TomorrowTítulo Original: "Edge of Tomorrow" (EUA, Austrália, 2014)
Realização: Doug Liman
Argumento: Christopher McQuarrie, Jez Butterworth, John-Henry Butterworth (baseados no livro de Hiroshi Sakurazaka)
Intérpretes: Tom Cruise, Emily Blunt, Brendan Gleeson, Bill Paxton
Música: Christophe Beck
Fotografia: Dion Beebe
Género: Acção, Ficção-Científica
Duração: 113 min.
Sítio Oficial: http://edgeoftomorrowmovie.com

27 de maio de 2014

"The Grand Budapest Hotel" por Nuno Reis

Wes Anderson não se rege pelas normas convencionais do cinema. Pode não agradar a todos, mas não permite que isso altere o seu estilo tão peculiar. Faz filmes que são únicos e cuja autoria não dá margens para dúvidas. Uma das características é o incrível lote de estrelas que tem ao seu dispôr. Mas se ver aqui nomes como Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Willem Dafoe, Tilda Swinton e Bob Balaban não apresenta novidade, saber que além deles tem outros tantos igualmente conhecidos, tem tantas estrelas ao dispôr que nem lhes consegue escrever personagens e se limita a arranjar cameos para todos, deixa-nos levemente confusos. Nem o filme é assim tão bom que se justifique quererem entrar nele a todo o custo, nem lhes faltariam alternativas para andarem entretidos noutros projectos. Estão aqui apenas porque sim, por confiarem no realizador que, ao fim de tantos trabalhos (para Murray esta foi a sétima colaboração), será também um amigo. É um pouco assim que vamos para cada filme de Anderson. Deste Anderson, ainda que haja outros com o mesmo apelido que têm o mesmo efeito noutros actores e espectadores. Vamos confiantes que, por muito pouco que ele tenha pensado em nós, nos arranjou um cantinho do qual vamos gostar.

A narrativa contada por um escritor que ouviu a história na primeira pessoa, acompanha o recepcionista e um dos paquetes do Grand Budapest Hotel, no ano de 1932. Esse hotel era uma casa temporária para muitos viajantes. Localizado na região fictícia de Zubrowka, que representa a Europa de Leste nos atribulados anos 30 - quando guerras e invasões eram actos cada vez mais frequentes - o Grand Budapest Hotel, será testemunha de estranhos eventos e o seu concierge Gustave terá um importante papel no desenrolar dos acontecimentos.
É preciso ir ver o filme naquele modo específico para os filmes de Anderson, porque ao estranho e surreal, junta-se aquele toque mágico com o qual nos dá lições morais. Tal como nos seus filmes anteriores, a história central é uma gigantesca aventura, mas é o seu contexto que mais nos marca. Neste caso, a variedade cultural, as personagens rocambolescas, as sociedades secretas, as paixões proibidas, as loucuras feitas por amor ou amizade, aqueles doces de ficar com água na boca... O como ingrediente máximo o retrato da Vida contado por duas pessoas que, ao entrarem no Inverno da existência, conseguem reflectir sobre o significado dos anos e das pessoas que ficaram para trás. Uma simplicidade aparente, um filme que se valoriza à medida que o vemos e vai certamente melhorar enquanto envelhecemos e olhamos para trás.
Se fosse reduzir esta crítica a prós e contras, nos contras poderia dizer que era apenas mais um filme de Wes Anderson. Nos prós diria exactamente o mesmo.
The Grand Budapest HotelTítulo Original: "The Grand Budapest Hotel" (Alemanha, EUA, 2014)
Realização: Wes Anderson
Argumento: Wes Anderson, Hugo Guinness (baseados no livro de Stefan Zweig)
Intérpretes: Adrien Brody, Bill Murray, Edward Norton, F. Murray Abraham, Harvey Keitel, Jason Schwartzman, Jeff Goldblum, Jude Law, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Owen Wilson, Ralph Fiennes, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Tony Revolori, Willem Dafoe
Música: Alexandre Desplat
Fotografia: Robert D. Yeoman
Género: Aventura, Comédia, Drama
Duração: 100 min.
Sítio Oficial: http://www.grandbudapesthotel.com/

26 de maio de 2014

"Rio 2" por Nuno Reis

Carlos Saldanha tem feito um enorme esforço na utilização do seu talento como contador de histórias para a preservação da fauna e flora brasileira. Se no primeiro "Rio" tratava da preservação das espécies autóctones em risco de extinção, exemplificadas nas araras azuis, agora tem uma missão bem maior: a defesa da floresta amazónica. Pegando novamente nas personagens do primeiro filme, embrenha-se na floresta profunda em busca do resto da espécie. Blu, Jewel, as crianças e os amigos voadores que fizeram no Rio, vão descobrir que nem a selva é tão agradável como a civilização a que se acostumaram, nem os humanos que encontram são tão prestáveis.

O risco das sequelas é evidente. Se as boas ideias foram usadas no primeiro filme, o que pode um regresso trazer de novo que seja melhor? Uma mudança geográfica despoleta nova situações e personagens, mas a tendência a fazer o mesmo não pode ser evitada. Em "Rio 2" há demasiadas semelhanças com o primeiro filme. Contudo, são semelhanças boas, como a espectacularidade visual e sonora de cada número musical com centenas de indivíduos a dançar em perfeita sintonia, os já referidos valores ecológicos e a hilariante incompatibilidade de Blu com a vida das aves selvagens.
A nível narrativo entrou em terreno conhecido, com as disputas amorosas, os conflitos, e os regressos de velhos inimigos que tantas sequelas fazem. Mas a fraca história central é salva pelas ricas histórias secundárias, como a venenosa e romântica Gabi (que nos proporciona um grande momento musical com a voz de Kristin Chenoweth) e em especial o regresso aos palcos de Nigel, o único motivo pelo qual a ideia da audição não é um longo flop pontuado com algumas boas ideias. Ao longo do filme o espírito nacionalista que vimos no primeiro episódio mantém-se, apenas substituiram o Carnaval pelo Futebol, duas actividades conhecidas por todo o mundo em que o Brasil é uma referência.

O primeiro capítulo não estava muito bem conseguido, arriscando-se entre o filme de animação infantil, o de cariz ambiental e o tecnicamente elaborado. Nesta sequela ir por terrenos já explorados acabou por ser uma vantagem. Claro que o trapalhão Blu já foi mais engraçado (ainda que seja cada vez mais exagerado), Jewel quase nem se viu (pelo menos cantou uma música), os humanos são um desperdício de tempo de ecrã, e dos restantes só o já referido Nigel está bem. Entre as novas personagens a situação repete-se. Muitas não precisavam de ter aparecido - nos humanos isso é especialmente evidente - e outros só estão a fazer lembrar situações de outros filmes. Mesmo assim, o público do primeiro filme teve exactamente o que procurava e não será uma ida inútil ao cinema. Quem gostou do primeiro tem fortes motivos para gostar deste, e quem não gostou tem algo menos intenso para se ir acostumando. Há margem para um terceiro? Não, mas não estranhava se tentassem!

Numa pequena nota, apesar de ter tido um fim-de-semana de abertura semelhante ao primeiro filme, facturou menos 30 milhões tanto no mercado internacional como no americano tornando-se o segundo pior desempenho para um filme da Blue Sky, perdendo apenas para o desapontamento do ano passado que foi “Epic”.
Rio 2Título Original: "Rio 2" (EUA, 2014)
Realização: Carlos Saldanha
Argumento: Don Rhymer, Carlos Saldanha, Jenny Bicks, Yoni Brenner, Carlos Kotkin
Intérpretes: Jesse Eisenberg, Anna Hathaway, Kristin Chenoweth, Jemaine Clement, Jamie Foxx, Andy Garcia, Bruno Mars, Leslie Mann, Kate Micucci, Tracy Morgan, Rodrigo Santoro, Will.i.am,
Música: John Powell
Fotografia: Renato Falcão
Género: Animação, Aventura, Comédia, Família
Duração: 101 min.
Sítio Oficial: http://www.rio-ofilme.com.br

25 de maio de 2014

Vencedores do Black & White 2014




Grande prémio B&W “Ibertelco – Sony”
FOLEY ARTIST” de Toni Bestard (Espanha)

Melhor Vídeo Ficção:
THE LIZARDS” de Vincent Mariette (França)

Melhor Vídeo Documentário:
LA PIONNIÈRE” de Daniela Abke (Alemanha)

Melhor Vídeo Experimental:
PALEOSOL 80 SOUTH” de Jonathan Doweck e Amir Yatziv (Israel)

Melhor Vídeo Animação:
ANIMO RESISTENTE” de Simone Massi (Itália)

Melhor vídeo Musical:
SCATTERED IN THE WIND” de Lori Felker (EUA)

Melhor Áudio - Yamaha Música:
TRACING A-7063” de Bernard Clarke (Irlanda)

Melhor Fotografia:
SUSPENSE” de Cláudio Reis (Portugal)

Prémios do Público


Prémio Áudio CP Comboios de Portugal:
#FFFFFF” – de Pedro Ferraz (Portugal)

Prémio Fotografia CP Comboios de Portugal:
OLHAR DE ULISSES” de Tiago Carvalho (Portugal)

Prémio Vídeo CP Comboios de Portugal:
THE LIZARDS” de Vincent Mariette (França)

Menções Honrosas

PEIXE: AVIÃO – PELE E OSSO” de André Tentugal (Portugal)
BLA” de Martina Mestrovic(Croácia)
O COVEIRO” de André Gil Mata (Portugal)

24 de maio de 2014

Black & White 2014 - 24 de Maio


O último dia reúne todas as artes.

15:00 - Competição Áudio
Auditório Ilídio Pinho

17:00 - Competição Fotografia
Auditório Ilídio Pinho

21:45 - Competição Vídeo V
Auditório Ilídio Pinho

23:00 - Noites B&W - Festa Encerramento
Bar das Artes

23 de maio de 2014

Black & White 2014 - 23 de Maio


Chegaram os dias com duas sessões de cinema.

15:00 - Nelson D'Aires (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

17:00 - Competição Vídeo III (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

21:45 - Competição Vídeo IV
Auditório Ilídio Pinho

23:00 - Noites B&W
Bar das Artes

22 de maio de 2014

Black & White 2014 - 22 de Maio

Ao segundo dia, a estrutura horária é semelhante, mudando apenas os intervenientes.

15:00 - André Parente (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

17:00 - Hilário Amorim - “Videoclipe.pt” (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

21:45 - Competição Vídeo II

23:00 - Noites B&W
Bar das Artes

21 de maio de 2014

Black & White 2014 - 21 de Maio


O programa de hoje tem duas conversas com artistas, o início da competição vídeo e uma festa de abertura.

15:00 - Tiago Pereira- “A música portuguesa a gostar dela própria” (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

17:00 - Peter Beyls (artist talk)
Auditório Ilídio Pinho

21:45 - Cerimónia de abertura - Competição Vídeo I
Auditório Ilídio Pinho

23:00 - Noites B&W - Festa de abertura
Bar das Artes

17 de maio de 2014

Esta noite, Nosferatu ergue-se nas trevas!


Um dos mais famosos vampiros da história do cinema vai "atacar" este Sábado, dia 17 de Maio, pelas 21h30, a Reitoria da Universidade do Porto.

A exibição de "Nosferatu" (1922), obra-prima do alemão F.W. Murnau, será apenas um dos “Olhares do Cinema sobre a Grande Guerra” que vão invadir os claustros do edifício, no evento inaugural do programa - Rememorar 1914 - dinamizado pela Universidade do Porto e pela Replicantes - Associação Cultural para assinalar o primeiro centenário da I Guerra Mundial.
A entrada é livre.



Programa completo do B&W 2014

Começa na próxima quarta-feira a 11ª edição do Black&White.
De 21 a 24 de Maio, a Escola das Artes da Universidade Católica do Porto volta a ser o local a visitar para redescobrir as artes que dispensam dicromáticas. O Som, a Fotografia e o Cinema mostrarão o que de melhor se fez neste último ano sem recorrer às cores.

Com um programa maioritariamente europeu - mas que só na categoria Áudio não é intercontinental - estes são os títulos das obras a concurso.

Fotografia

"Abrolhos" - Felipe Ribeiro (Brasil)
"At the pier" - Joao Batista (Portugal)
"Eu" - Elisa Pinto Freitas (Portugal)
"Olhar de Ulisses" - Tiago Carvalho (Portugal)
"Suspense" - Cláudio Reis (Portugal)
"Waiting for a Sign" - Cláudia Baúto (Portugal)
"X-crescence" - Patrícia Bandeira (Portugal)

Áudio

"#FFFFFF" - Pedro Ferraz (Portugal)
01:53 min.
"Field of noise" - Francisco Ximenes (Portugal)
5:00 min.
"Formigas Sonoras" - Luís Antero (Portugal)
7:00 min.
"HAVOC" - Malcolm Litson (Reino Unido)
04:21 min.
"Spectre" - Salomé Coelho & Fernando Ramalho (Portugal)
6:08 min.
"Tracing A-7063" - Bernard Clarke (Irlanda)
6:59 min.

Vídeo

"ALTE SCHULE" - Ilker Catak (Alemanha)
FIC 06:50 min.
"ANIMO RESISTENTE" - Simone Massi (Itália)
ANI 04:30 min.
"BIELENBERG" - Miriam Gossing (Alemanha)
DOC 15:10 min.
"BIRD" - Gisèle Leblanc (Argentina)
FIC 05:30 min.
"BLA" - Martina Mestrovic (Croácia)
ANI 07:48 min.
"CANDY HEARTS" - Joan Martin (Espanha)
ANI 15:00 min.
"DAYBREAK / L'AUBE" - George Ungar (Canadá)
ANI 06:45 min.
"FLIEGEN-FLYING" - Katharina Woll (Alemanha)
FIC 10:00 min.
"FOLEY ARTIST" - Toni Bestard (Espanha)
FIC 18:00 min.
"FUR LOTTE" - Viviane Andereggen (Alemanha)
FIC 06:55 min.
"GUERNICA" - Anxo Santomil (Espanha)
EXP 06:00 min.
"KARMOK" - Rammatik (Rannvá Káradóttir & Marianna Morkore) (Ilhas Faroé)
EXP 04:43 min.
"LA PIONNIÈRE" - Daniela Abke (Alemanha)
DOC 13:00 min.
"MEMENTO MORI" - Daniela Wayllace (Bélgica)
ANI 09:40 min.
"O COVEIRO" - André Gil Mata (Portugal)
FIC 14:00 min.
"O VAZIO ENTRE NÓS" - Miguel Pinho (Portugal)
FIC 20:00 min.
"PALEOSOL 80 SOUTH" - Jonathan Doweck, Amir Yatziv (Israel)
EXP 17:53 min.
"PÃO" Mário Lopes (Portugal)
DOC 11:43 min.
"PEIXE: AVIÃO" - PELE E OSSO - André Tentugal (Portugal)
VM 04:18 min.
"POST SRIPTUM" - Santiago Parres (Espanha)
EXP 08:28 min.
"RONDO" - Artur Kordas (Polónia)
ANI 06:00 min.
"SCATTERED IN THE WIND" - Lori Felker (EUA)
MV 05:30 min.
"SEIN TUN FINDEN" - Anton Wenzel (Alemanha)
FIC 12:14 min.
"STILLER LOWE" - Sven Philipp Pohl (Alemanha)
FIC 05:58 min.
"THE CORRESPONDENTS FEAR & DELIGHT" - Naren Wilks (Inglaterra)
VM 02:20 min.
"THE HIPSHAKER" - Elsa dos Santos (Portugal)
VM 03:12 min.
"THE LIZARDS" - Vincent Mariette (França)
FIC 14:00 min.
"VIDA TRAMADA" - Salvador Palma e Rui Rodrigues (Portugal)
FIC 19:00 min.

Com características únicas a nível mundial, a iniciativa nasceu da necessidade de responder a uma crescente sensibilidade do público para a especificidade do preto e branco, abandonando o preconceito que relaciona esta estética com obras dos primórdios do cinema.

Além da aposta em vídeos e fotografias a duas cores, o festival estimula igualmente a criação de ambientes sonoros que remetam para o "preto e branco".

Ao longo de quatro dias, para além das competições, serão levadas a cabo diversas actividades ligadas ao mundo audiovisual, desde artist talks, screenings, até extensões de outros festivais internacionais. As noites serão também animadas com um programa cultural paralelo.

Concurso GDA para apoio às curtas-metragens

Interessantes notícias vindas da GDA.
A Fundação GDA anuncia a abertura no dia 1 de Outubro o período de candidaturas ao Programa de Apoio a Curtas-Metragens – 2014, dirigido a Artistas.

A Fundação GDA vai atribuir durante o ano de 2014 apoios a Curtas-Metragens com o fim de remunerar os artistas que nelas participem.

O Programa de Apoio a Curtas-Metragens terá apenas um período:

As candidaturas estarão abertas entre 01 e 31 de Outubro de 2014.
Os interessados deverão submeter o formulário de candidatura nos termos do regulamento do programa que pode ser aqui consultado:

Formulário de Candidatura
Regulamento do Programa de Apoio a Curtas-Metragens (a divulgar oportunamente)
Regras gerais do processo de candidatura aos apoios culturais da Fundação GDA
Os apoios são atribuídos por deliberação de um júri independente, designado pela Fundação GDA e composto por personalidades de reconhecido mérito nesta área.

O Programa de Apoio a Curtas-Metragens 2014, dirigido a Artistas é financiado com recurso aos valores gerados pela Cópia Privada e pelos direitos de comunicação pública cobrados pela GDA junto dos utilizadores de prestações artísticas fixadas (Gravadas).

Objectivos específicos do programa:

Remunerar os artistas, Intérpretes ou Executantes (actores, bailarinos e músicos), na curta-metragem.

Contactos

E para quem não sabe o que é a cooperativa GDA:

3 de maio de 2014

O excesso de cinema faz mal?

O título pode parecer exagerado, mas é algo que deve estar cientificamente provado depois do que testemunhei hoje. Foi-me dito indirectamente que não devia ver mais de um filme por dia.
O que se passa é que o UCI está novamente com aquela promoção permanente que premeia a regularidade. Pelo menos desde Março que quem voltar em menos de 15 dias tem um bilhete com desconto.
No feriado fui ao cinema para uma sessão e recebi o tal vale. Chamemo-lhe vale 0. Sábado ia ser um dia completo com sessões do nascer ao pôr-do-sol. Ou das 13 à 1 para ser correcto. Os cinemas ainda não se adaptaram a pessoas como eu. Comprei três bilhetes para a primeira sessão com o vale 0 e apesar de me terem dado o vale 1 só me deram pontos por um bilhete no cartão (fui ver ao site). Para a segunda sessão comprei dois bilhetes, usei o vale 1, recebi o vale 2, e deram-me pontos por dois bilhetes. Para a terceira sessão ao comprar mais dois bilhetes disseram-me que excepcionalmente ia poder usar o vale mas que era só a partir do dia seguinte, e que não podia pôr mais pontos no cartão por ter excedido o limite diário.

O que está mal?
1) na primeira compra não me terem dado todos os pontos a que tinha direito (no site ficou registado como um bilhete, quando foram três)
2) será que na segunda compra desrespeitaram as regras, dando pontos quando usei o vale (sempre o fizeram) e aceitando um vale do próprio dia (da última vez que fizeram essa promoção funcionou)?
3) na terceira compra terem apresentado tantas dificuldades e um limite nos pontos aos três bilhetes.

Aqui fica um extracto do regulamento:
4 . A UCI Cinemas reserva-se o direito de não oferecer os pontos nas compras de bilhetes que já tenham beneficiado de descontos ou de outras vantagens promocionais.
5. O titular do cartão UCICARD poderá solicitar a obtenção de pontos por não mais do que 4 bilhetes por sessão e por dia, não sendo, portanto, permitida a acumulação mais de 80 pontos por sessão e por dia.

Se na venda 1 seguiram o ponto 4, foi a primeira vez. Se na venda 3 queriam aplicar o ponto 5, algo correu mal.

Fará sentido uma sala que tem dez a quinze pessoas por sessão, colocar entraves a quem vá a muitos filmes? Há custa disso perderam vendas para as sessões das 21:30 e 0:20, para amanhã...

A solução será muito simples. We Kill the Batman. Ou pelo menos, matamos os limites. Haver um limite no cartão é fácil, basta ir alternando com outra pessoa. O dos vales será mais difícil, mas pelo que li não são específicos que não pode ser no mesmo dia pelo que voltarei a tentá-lo quando me apeteça ver dois, três, quatro ou cinco filmes num só dia. Se não quiserem, saco do cartão para ver o filme de graça com os pontos acumulados. E se quando acabarem os pontos, tiverem algum problema com isso, posso sempre ir para outro cinema onde seja bem-vindo, mesmo com o incómodo dos intervalos.

Todavia, desincentivar que se veja mais de um filme por dia, quando já tive semanas em que vi entre 10 a 14 filmes diários sem provas de perturbações mentais (repito, não há provas!), é algo ridículo. Em vez de afugentarem os bons clientes deviam distingui-los com um cartão gold ou algo assim.