29 de julho de 2014

Detalhes sobre o festival de Arruda dos Vinhos


O Curt'Arruda - Festival de Cinema de Arruda dos Vinhos terá a sua primeira edição este ano nos dias 8 e 9 de Agosto em Arruda dos Vinhos.


Vão estar a competição 8 curtas-metragens nacionais, avaliadas pelo seguinte júri:
Margarida Cardoso - realizadora que estreou este ano a longa-metragem "Yvone Kane";
Artur Pinheiro - director de arte de filmes como "Alice" e "Como Desenhar um Círculo Perfeito", ou a mini-série "República";
Carla Henriques - jornalista da Antena 1 e Antena 3 que produz e realiza o programa Grande Plano e colabora no Cinemax.

Além da competição haverá uma Mostra de Curtas-metragens e um Ciclo dedicado ao realizador Lauro António com a presença do mesmo.

Haverá ainda dois concertos com as bandas First Breath After Coma, que em 2013 venceram o concurso Novos Talentos FNAC, e a Jigsaw, considerados pela revista holandesa Heaven Music como um dos projetos indie folk mais interessantes e originais do continente europeu.

O horário das sessões será 16h, 18h e 21h. Os concertos serão 22h no primeiro dia e 23h no segundo.

27 de julho de 2014

Prémios de Avanca 2014


Terminaram os “Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2014”, encerrando 10 dias de festival e 5 dias de competições, conferências e workshops internacionais. Comemorando a décima oitava edição, o AVANCA 2014 contou com mais participantes e atribuiu prémios a filmes e autores de 17 países.

O Último Inverno” do realizador iraniano Salem Salavati arrebatou o Prémio Cinema para a Melhor Longa-metragem, tendo ainda recebido o Prémio Melhor Actriz que distinguiu Asiyeh Moradizar. Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “Não-conformidade” de Igor Parfenov (Ucrânia) e “A Busca” de Luciano Moura (Brasil). Este último filme foi também distinguido com o Prémio Melhor Actor, atribuído a Wagner Moura.
A curta-metragem “O Imortalizador”, de Marios Piperides (Chipre), ganhou o Prémio Curta-Metragem e Prémio Estreia Mundial. O Prémio Animação distinguiu o filme russo “Tons de Cinzento” de Alexandra Averyanova. O Prémio Vídeo distinguiu o filme mexicano “Ar” de Romina Quiroz. O Prémio da Melhor Fotografia distinguiu Amir Alivaisi do filme iraquiano “Preto & Branco” de Jalal Saepanah.
O Júri, presidido pelo investigador e escritor António Abreu Freire, foi constituído pelos cineastas Yevgeni Pashkevich (Letónia), Tommaso Valente (Itália), Margarita Hernandez (Cuba / Brasil), o investigador Jason Dee (Reino Unido) e Lyudmila Bila (Ucrânia).

Entre as categorias mais esperadas deste ano, esteve a “Competição Avanca”. Reunindo uma selecção de obras produzidas na região, foram distinguidas a longa-metragem Pecado Fatal de Luís Diogo, a curta-metragem “Balança” de Rui Falcão, o documentário “A Pedra e a Palavra” de Nagib Haickel e a animação “Foi o fio” de Patrício Figueiredo. O Júri deste prémio foi presidido pelo produtor Paulo Trancoso e constituído pelo cineasta Bernardo Cabral e pelos programadoras Ayoub El Anjari El Baghdadi (Marrocos), Gamze Konca (Turquia), Rosângela Rocha dos Santos (Brasil) e Flávia Vargas (França / Brasil). Este júri atribuiu ainda uma menção especial a “Mamãs de papelão” de Nuno Cristino Ribeiro.

Um outro júri constituído pelos professores Leonel Rosa e Manuel Freire, pelo poeta António Souto, pelo pintor Acácio Rodrigues, pela investigadora Ana Cristina Pereira e pelos cineastas Henrique Vaz Duarte, Manuel Matos Barbosa, Manuel Paula Dias e Rui Nunes, atribuiu os prémios televisão.
O documentário “Shado'man” do holandês Boris Gerrets recebeu o Prémio Televisão. O Júri atribui ainda Menções especiais aos filmes “Sangre de Dragón” de Nacho Luna (Espanha) e “Trazos en la cumbre” de Carlos Molina (Venezuela).

O Prémio Estreia Mundial foi atribuído à curta-metragem “O Imortalizador” de Marios Piperides (Chipre)”, e aos documentários “The Vatican and the Third Reich” de Rufo Pajares (Espanha) e “A Pedra e a Palavra” de Nagib Haickel (Brasil / Portugal).

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “Der Kreis” de Stefan Haupt (Suíça) e o videoclipe “Le peuple de l'Herbe – parler le fracas” de Wasaru (França). Também o videoclip "Napoleon” de Marco Miranda (Portugal) recebeu uma Menção Especial. O júri foi constituído pelo crítico Nuno Reis e pelo músico Sérgio Ferreira.




Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semióptica, estética e teoria do cinema, distinguiu ax-aequo o investigador finlandês Jouko Aaltonen da Aalto University e Carlos Júnior Rosa da Universidade de São Paulo, Brasil. Também os investigadores Luís Leite e Marcelo Lafontana da Universidade do Porto e Michael Morgan da European Film College (Dinamarca), receberam Menções Especiais.
O júri deste prémio foi constituído pelos académicos Francisco Garcia (Espanha), Wai Luk Lo (Hong Kong), Yen-Jung Chang (Taiwan) e os portugueses Anabela Oliveira, José Ribeiro, Rosa Oliveira, Pedro Bessa e José Marta.

A organização científica internacional “IAMS – International Association for Media in Science” atribuiu ainda umas menção especial à comunicação dos investigadores portugueses Alexandra Abreu Lima e Jorge Ramalho, numa declaração apresentada pelo professor e físico nuclear Alessandro Griffini (Itália).

No total, seis júris constituídos por 34 individualidades de 14 países atribuíram 19 prémios e 9 menções especiais.

21 de julho de 2014

"Monty Python Live (mostly)" por Nuno Reis



Numa época em que o culto da celebridade venera pessoas famosas por não serem nada, é bom ver que ainda há quem recorde os grandes nomes da nossa cultura. Claro que falar de Eric, Graham, John, Michael ou Terry não terá significado para grande parte da população. Talvez arrisquem dizendo que é uma qualquer boys band, mas a verdade é que este sexteto (pois na verdade há dois Terrys) ganhou tal fama como colectivo, que os indivíduos passaram metade da vida a tentarem criar uma carreira a solo. E desistiram. Pois Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones, serão sempre, aquilo que foram desde finais dos anos 60: os Monty Python. E tanto na televisão como no cinema, nunca ninguém conseguirá criar semelhante revolução. Todos os que se aproximaram estavam, na verdade, a copiar o humor radical e absurdo do grupo britânico.

Quarenta e cinco anos depois e já com um falecido entre os seus, os Monty Python decidiram oficializar a coisa e dar um espectáculo de despedida. O palco escolhido era o maior disponível em Inglaterra, a arena O2, mas o facto de terem esgotado todos os bilhetes em menos de um minuto provava que o maior do país não era suficiente. Durante décadas o mundo foi o seu grande palco e seria óbvio encerrar nesse mesmo placo. Por isso, e isto são números aproximados, 60000 pessoas na Europa Continental, outras tantas na América do Norte, e ainda América do Sul, África, Ásia e Oceânia. pagaram bilhete para uma versão digital do mesmo. Se houvesse um cinema na Antárctica, seguramente estaria também a transmitir o ironicamente entitulado “Monty Python Live (Mostly)”. E ao contrário de fenómenos semelhantes feitos de forma recorrente para concertos, quem estava a encher as salas (e muitas estavam esgotadas) não só estava de livre vontade, como certamente fez uma preparação. No meu caso a preparação foi uma viagem de 380 kilómetros de propósito para os ver (a que depressa somei mais dez por no primeiro cinema estar esgotado). No entanto dentro da sala notava-se que o público não precisava de grande trabalho de casa para perceber o que se passava. Era um best of com todos os sketches que foram fazendo. Quem os viu uma vez, não esquece nunca.

Sim, estamos a falar de uma selecção do melhor que os melhores alguma vez fizeram. Uma versão resumida pois podiam ter repetido literalemente tudo o que alguma vez fizeram que ninguém se importaria. As duas horas de espectáculo passaram muito bem, os actores por vezes improvisavam (normalmente mandando piadas uns aos outros, com uma homenagem não prevista ao falecido Chapman e mesmo alguns esquecimentos) o que se percebia pelas dissonâncias na legendagem. A propósito, legendar inglês britânico para inglês britânico só se torna útil quando falam em anagramas, para o resto, escusam de se esforçar.
Por entre os mais memoráveis sketches da televisão (Papagaio Morto, Canção do Lenhador, Clínica de Discussões, Spam...) ainda houve tempo para uns números coreografados, alguns convidados surpresa, muita cantoria, ataques de riso, e, quando tudo parecia terminar fosse pelo cansaço visível no número dos queijos, por já irmos com duas horas de espectáculo, ou porque ninguém se lembrava de muito mais que faltasse mostrar, chegou uma bela música final. Tinhamos assistido a uma produção que, se não fosse última e final, seria facilmente repetida em salas cheias por todo o mundo até estarem todos mortos.

O espectáculo visto via cinema é uma pequena desilusão. Estar numa plateia de vários milhares que reage é completamente diferente de estar numa sala com centenas que apenas ri. Funcionou, mas não é como estar lá.

O encore totalmente inesperado (tirando a contagem decrescente para ele) e que não foi nada ensaiado (apesar de ter aparecido nas cenas making of exibidas antes) era óbvio. A maior dádiva do grupo à Humanidade. Aquela música capaz de animar os piores momentos de alguém. Quando pediram que todos, fossem espectadores do pavilhão ou numa das salas pelo mundo fora, se unissem a eles para esse número, gosto de pensar que as inúmeras guerras da nossa época se interromperam, todas as pessoas deram as mãos e se juntaram ao quase meio milhão de espectadores que, num teórico uníssono, entoaram sem hesitações aquela musiquinha que nos diz para olharmos para o lado bom da vida.

E se virem algum colega com um sorriso invulgar para segunda-feira, é porque ele também lá esteve. Não há motivos para sentirem inveja. Vá, parem o que estão a fazer. Abstraiam-se do lugar onde estão, e juntem-se em coro. Ainda vão muito a tempo e é isso que os Monty Python desejariam.

19 de julho de 2014

Nasceu um novo festival na Trofa

A primeira edição do CineTrofa vai percorrer mais de vinte países através do cinema e da literatura, pondo o público a "ler os filmes".

O CineTrofa 2014 - Festival Internacional de Cinema e Literatura da Trofa, promete revolucionar este jovem município e colocá-lo no mapa nacional através de uma "marca cultural" única no seu género à escala europeia.

Outra meta, disse o presidente da câmara local, Sérgio Humberto, é "alterar mentalidades na população para lhes criar apetência para a cultura": "É uma actividade completamente fora da caixa. As sessões vão ser ao ar livre. Vamos levar o cinema e a literatura às pessoas. Não vamos chamar as pessoas a um espaço fechado".


A organização é composta pela Associação Portuguesa de Turismologia (APTUR) e pela câmara municipal, estando a programação a cargo de António Reis.
"Pretende-se devolver o lugar que a literatura tem na história do cinema" Pois a ligação, ainda que óbvia, não tem sido tratada da forma devida pelos festivais existentes.

Um dos pontos fortes da programação será o nosso único Nobel da Literatura, José Saramago. "É difícil falar de literatura sem falar de Saramago, mas também é difícil falar de Saramago sem falar das adaptações para cinema. Existem longas, uma média e uma curta-metragem, pelo menos, inspiradas em Saramago e portanto poderá dar-se uma nova forma de ver o Nobel".



O evento central do CineTrofa 2014 será ao longo dos primeiros quatro dias de Outubro, quando serão feitas as principais projecções de filmes e tertúlias, mas começa em Agosto com um ciclo de cinema nas freguesias da Trofa, 24 horas de animação de rua de 09 para 10 de Agosto, noite de lua cheia, e uma sessão de CineTrofa fora de portas com projeção na praia da Póvoa de Varzim, a 29 do .

A 06 de Setembro, fim-des-semana também com a lua quase cheia, o CineTrofa dá-se a conhecer através de sessões ao ar livre em ruas fechadas ao trãnsito, mas com as lojas abertas, e espectáculos variados: artes circenses, pinturas faciais, bares e actuação de DJ.

16 de julho de 2014

Clube de Combate de Cineastas


O Festival de Cinema AVANCA 2014 acaba de lançar um repto aos cineastas e estudantes de cinema e comunicação para um COMBATE DE CINEASTAS.
Desde 1997 que neste festival se realizam workshops internacionais com autores importantes no panorama internacional de cinema, procurando que se desenvolva uma prática que várias vezes permitiram produzir filmes.
Este ano, a aposta vai mais longe e pretende-se que durante o festival a prática do cinema permita um combate de ideias e que se produzam filmes durante o AVANCA 2014.

Durante 4 dias, entre 23 e 27 deste mês, os participantes filmam e desenvolvem obras de ficção, animação, documentário, em filmes produzidos por equipas onde se misturam todas as nacionalidades.
Será um combate de criatividade, de experimentação fílmica, de explosão narrativa e de apuro técnico. Os melhores filmes resultantes serão exibidos no grande ecrã e terão distribuição e exibição em eventos por todo o mundo.

Ao participar no COMBATE DE CINEASTAS, pretende-se que seja uma forma de integrar uma equipa de cinema inesperada e produzir um filme, tendo por fundo as ruas, os campos e pessoas de Avanca, por entre actores que todos conhecem.

As equipas são apoiadas pelos cineastas premiados no Avanca 2013:
Veit Helmer (Alemanha
David M. Lorenz (Alemanha)Michael Denton (RU) e Anna McCrickard (RU)
Adolf El Assal (Egipto)Anne Schiltz (Luxemburgo)
Marcin Wasilewski (Polónia)
e os portugueses tmbém premiados.
Patrícia Vidal Delgado
Joaquim Pavão
Paulo d'Alva

As inscrições estão disponíveis em www.avanca.com

13 de julho de 2014

Premiados do Curtas 2014


Este ano, o júri das Competições Nacional e Internacional foi constituído por Fabien Gaffez, França, direvtor artístico do Festival Internacional de Cinema de Amiens e coordenador das curtas-metragens na Semana da Crítica do Festival de Cannes; Vanja Kaludjercic, Croácia, entre outras, programadora da secção New Currents do Festival de Cinema de Sarajevo, e responsável pela indústria no Festival de Les Arcs, em França; José Manuel Lopez, crítico espanhol, escreve actualmente no Caiman Cuadernos de Cine; João Rui Guerra da Mata, realizador português, com várias presenças em Vila do Conde, tal como Paul Negoescu, realizador romeno.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL


Grande Prémio "Jameson"

melhor filme em competição no valor de 2.000 euros, patrocinado pela Jameson
CAMBODIA 2099, Davy Chou, 2014

Prémio Ficção

PERSON TO PERSON, Dustin Guy Defa, 2014

Prémio Documentário

EL PALACIO, Nicolás Pereda, 2013

Prémio Animação

NIEBIESKY POKÓJ, Tomasz Siwinski, 2014


PRÉMIO DO PÚBLICO

Para o filme da Competição Internacional com a melhor média de votação atribuída pelos espectadores, no valor de 750 euros, patrocinado pela Aveleda

PANIQUE AU VILLAGE: LA BÛCHE DE NOËL, Vincent Patar, Stéphane Aubier, 2014


Prémio EFA

Prémio para a melhor curta-metragem europeia, que inclui a nomeação para os Prémios do Cinema Europeu, organizados anualmente pela European Film Academy

PANIQUE AU VILLAGE: LA BÛCHE DE NOEL, Vincent Patar, Stéphane Aubier, 2014


COMPETIÇÃO NACIONAL

Prémio "BPI" (no valor de 2.000 euros, patrocinado pelo Banco BPI)
Prémio "Pixel Bunker" (2.500 euros, em serviços, patrocinado pela Pixel Bunker Lda)

O TRIÂNGULO DOURADO, Miguel Clara Vasconcelos, 2014

PRÉMIO "DigiMaster"

Prémio para o melhor realizador português, no valor de 3.000 euros em serviços, patrocinado pela DigiMaster
DAVID DOUTEL, VASCO SÁ pelo filme "Fuligem"

PRÉMIO DO PÚBLICO/SPA – Sociedade Portuguesa de Autores

Para o filme da Competição Nacional com a melhor média de votação atribuída pelos espectadores, no valor de 1.500 euros
FULIGEM, David Doutel, Vasco Sá, 2014


COMPETIÇÃO VÍDEOS MUSICAIS

Prémio Vídeos Musicais - Para o melhor vídeo da competição
FAR FROM EVERYTHING - WHITE HAUS, Vasco Mendes, 2014


COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL

Prémio Experimental - Para o melhor filme da competição de filmes experimentais
HACKED CIRCUIT, Deborah Stratman, 2014

Menção Honrosa

OCHO DÉCADAS SIN LUZ, Gonzalo Egurza, 2014


COMPETIÇÃO CURTINHAS

Prémio "Mar Shopping" - Para o melhor filme da competição Curtinhas, eleito por um grupo de 20 crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, no valor de 1.000 euros, patrocinado pelo Mar Shopping

Menção Honrosa M/3

TWINS IN BAKERY, Mari Miyazawa, 2013

Menção Honrosa M/6

THE DAM KEEPER, Robert Kondo, Dice Tsutsumi, 2013


PRÉMIOS "TAP Portugal"

Para a Melhor Média Metragem Portuguesa de Ficção

Menos 45 minutos

BOA NOITE CINDERELA, Carlos Conceição, 2014

Mais de 45 minutos

BICICLETA, Luís Vieira Campos, 2014


COMPETIÇÃO TAKE ONE!

Prémio "Smiling" 1.500 euros em serviços de aluguer de equipamento, patrocínio Smiling/ Nova Imagem
Prémio "Instituto Português do Desporto e da Juventude", no valor de 600 euros
Vale em formação e/ou utilização em meios de produção e pós-produção com equipamento ou espaços técnico no valor de 500 euros na Restart –Escola de Criatividade e Novas Tecnologias
Prémio "Agência da Curta Metragem"- o filme premiado será agenciado pela Agência da Curta Metragem, garantindo a sua inscrição e respetivos custos, num circuito internacional de festivais de cinema.

MANIFESTO DOS DANADOS, João Niza Ribeiro, 2013

Menção Honrosa (Actor)

Rodrigo Perdigão, no filme "VULTO", de Diogo Baldaia, 2014

5 de julho de 2014

"Metegol" por Nuno Reis

Muitos dizem que o futebol é como uma doença. Talvez porque é sazonal? Porque é contagioso? Ou porque de vez em quando mesmo os mais indefectíveis cedem? Quem não acha piada ao jogo acaba por de alguma forma entrar em contacto com essa cultura. Jogar, assistir ao vivo ou pela televisão são experiências que qualquer desporto proporciona. No caso do futebol é particularmente fácil pois, apesar de os adultos complicarem as regras, os miúdos só precisam de algo para chutar e duas marcas no chão para fazerem a festa e um jogo a que se dedicam tanto como aqueles que neste momento jogam o título mundial. Podem até fazer uma entrada mais forte ou morderem-se, mas quando acaba cumprimentam-se, elogiam as performances uns dos outros, e, se não trocarem camisolas porque as mães não gostariam, pelo menos combinam novos jogos. O futebol com paixão é assim. Não é simular falta, lançar queixumes, usar a imprensa como arma.
Futebol tem tanto propósito como religião ou política. Cada pessoa tem a sua devoção que não muda e mesmo assim insiste que os outros estão errados e deviam mudar. E ainda complicamos mais isso com competições e prémios que desviam a integridade do beautiful game. No fim, o jogo torna-se uma selva.
Ainda bem que há variantes até para quem não gosta. Sejam os que controlam a equipa em jogos com igual emoção, os treinadores de bancada com versões online para colocarem os seus palpites em prática, ou os que trocam cromos dos artistas da bola, nenhum se aproxima do verdadeiro exercício físico como um jogador de matrecos. Em apenas dez minutos liberta tanta energia e corre tanto risco de lesão como num jogo de futebol a sério. Há fintas, há roubos de bola, há gritos, há falhanços perante a baliza aberta e golos impossíveis. Como é possível não amar este jogo? Claro que há sempre alguém capaz de não gostar desta actividade, mas a febre é quase tão grande como a do futebol e sem os mesmos ódios. Até admira como o cinema não pegou no tema antes.
Juan José Campanella é um nome grande do cinema latino. Seja pelo oscarizado "El Secreto de Sus Ojos", pela comédia "El Hijo de la Novia" ou pela constante colaboração com séries americanas, Campanella é daqueles nomes cujos projectos deviam ser logo aprovados pelas produtoras. Mesmo que tenha uma ideia louca e decida dar vida a bonecos de chumbo.

"Metegol", traduzido por cá para "Matraquilhos", foi um projecto ousado. Pelo menos em longa parecia ser excessivo. A sinopse era “Amadeo que é excepcional em matraquilhos, enfrenta rival em jogo de tudo ou nada”. Como pode um jogo de matraquilhos ser tema para mais de vinte minutos? Aqui vemos que é possível. Na introdução parece ser igual a tantos outros que preocupa. É até superficial de tão expectável que a história se afirma. A diferença está no desenvolvimento da personagem e na mensagem que nos transmite. Não é o pequeno Amadeo que interessa, mas o Amadeo adulto que tem de perceber a diferença entre o jogo e a vida real, e lutar pelo que tem significado.
Por momentos parece que estamos a ver "Toy Story 3" e como Andy e os seus brinquedos seguem caminhos distintos. Em parte é isso, mas este não foi tão feito para adultos. Foi feito a pensar nas crianças, a explicar como devem crescer e que valores devem ser respeitados. O coração argentino e o amor ao futebol são importantes, mas não se evidenciam numa história que funcionaria com qualquer outro jogo de mesa onde se controlasse uma equipa. Só que não há mais jogos assim. O pinbolim é um caso único.

"Metegol" funcionou bem na altura e local em que foi feito. Num contexto de futebol onde piadas sobre jogadores estrangeiros e guerras de egos num trio de ataque, podem ser reinterpretadas com nomes dos nossos clube. Num país que vibra com o futebol. Num ano que antecede o Mundial. Para nós, será uma versão menor. Será apenas um filme que nos lembra que se atribuirmos um nome e um rosto a cada peça, estaremos a jogar por uma camisola. Se o entrosamento que temos com a pessoa que está ao lado, tivermos com cada um dos jogadores em campo, então seremos imbatíveis.

É pena que o filme não permaneça na memória por muito mais tempo.

MetegolTítulo Original: "Metegol" (Argentina, Espanha, EUA, Índia, 2013)
Realização: Juan José Campanella
Argumento: Juan José Campanella, Gastón Gorali, Eduardo Sacheri (baseados numa história de Roberto Fontanarrosa)
Intérpretes: David Masajnik, Lucía Maciel, Fabián Gianola,
Música: Emilio Kauderer
Fotografia: Félix Monti
Género: Animação, Comédia, Desporto
Duração: 106 min.
Sítio Oficial: http://www.metegolpelicula.com/

E quando acaba?


Ver uma série é uma rotina. Tem aquele horário definido. Ou é aquele dia e aquela hora quando dá na televisão, ou é naquele momento depois do jantar que se põe o DVD na televisão, ou ainda aquele momento antes de dormir em que se liga o computador - ou se adia o desligar - para ver só mais uns vinte, trinta ou mesmo sessenta minutos. Isso é repetido umas vinte vezes durante o ano, por vários anos. Na recta final a televisão facilita. Fazem um especial com dois episódios, ou uma maratona de fim-de-semana com três a seis episódios. A família fica junta mais um bocado para ver “só mais um”. Tal como no computador, pensamos para nós mesmos “é só meia hora, no fim-de-semana recupero o sono”. Dizemos isso, mas sabemos que não é assim. Chegando à derradeira parte da trama, é complicado deixar de carregar Play. Esse “só mais um” torna-se um “já agora” e os episódios sucedem-se como as pipocas. Ou ainda mais depressa, porque pipocas é algo que há muito saiu da minha dieta e dos meus hábitos tele-cinéfilos.

Nada é mais fácil do que chegar ao fim da temporada e da série. E quando acaba? Como se vai fazer para preencher esse vazio? Não me refiro ao da alma, mas ao da grelha horária. Por muito má que seja a série, faz parte da nossa vida. Tem aquele tempo dedicado. Saindo essa, o que vai preencher o vazio? Será que o canal vai conseguir corresponder às nossas expectativas? E se puserem algo tão mau que terei de ver outro canal? Sera que algum canal tem algo de jeito? Ou ainda pior, e se for algo melhor e tão viciante que não possa perder um episódio? Para isso tenho a box a gravar. Claro que vai ficar sem disco quando mais for preciso. E vai ser nas férias para não estar disponível nos últimos sete dias. Tenho de esperar que volte a dar. Entretanto já entrei na rotina e vi o seguinte. Aaaaiiii, está tudo estragado.

É muito fácil dizer às gerações anteriores “Não comece a ver essa telenovela. Depois habitua-se e fica todos os dias até à uma da manhã para saber se ela fica este ou com o outro...” mas não fazemos nós o mesmo? Não nos deixamos também envolver numa relação, que sabemos não ser para sempre, e que apenas serve para nos tirar o sono e nos dar preocupações? Seremos todos masoquistas? Só isso explica que nos envolvamos com séries em estado terminal (canceladas antes de estrearem em Portugal) e que tenhamos casos de um a três meses com mini-séries. Gostamos mesmo de sofrer.

Estar com múltiplas relações simultâneas parece facilitar. A polisséría (atenção que é uma palavra inventada, não a usem em contextos formais) permite diluir a dor de perder uma série. Por isso agradeço aos canais com uma série para as segundas, outra para as terças, outra para as quartas... Mas por favor não as acabem todas ao mesmo tempo ou é uma tristeza na segunda, uma depressão na terça, uma corda ao pescoço na quarta...
Num mundo perfeito as séries teriam um desfasamento de um mês entre finais para estarmos sempre minimamente contentes, mas nunca completamente felizes. E se começamos a ver na mesma altura, todas teriam um número diferente de temporadas para não acabarem no mesmo ano. Sim, assim deve servir. Estações, quando conseguirem combinar entre vocês como podem fazer as séries de forma a me agradarem sem me fazerem sofrer demasiado, eu prometo voltar a ver o que vocês têm para mim. Até lá, temos pena, mas não me voltam a apanhar nas vossas armadilhas. Para passar o tempo vou só fazer um pouco de zapping e não páro mais de cinco segundos em cada canal para não causar habituação. Humm, esta menina tem bom aspecto... Mas vou já mudar. Oh não! Ela outra vez! E em HD confirmo que é bem gira! Bem, é só por mais um ano. Ou dois...

4 de julho de 2014

Curtas 2014 começa amanhã


Leiam a versão abreviada do comunicado.

O 22º Curtas Vila do Conde abre no próximo sábado com a ante-estreia nacional de «Night Moves», o mais recente filme de Kelly Reichardt estrelado por Dakota Fanning e Jesse Eisenberg. Com presenças nos principais festivais de cinema, vários prémios e a indústria independente americana a seus pés, Kelly Reichardt é um nome incontornável do novo cinema americano. A realizadora vai estar presente no 22º Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema que apresenta, este ano, todas as longas-metragens da cineasta.

O 22º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema dedica, este ano, particular atenção à relação entre o cinema e o futebol, pelo que, para a cerimónia de abertura está também reservada a exibição de um documentário sobre o milésimo golo de Pelé, marcado a 19 de Novembro 1969, no estádio do Maracanã.

Com o apoio do Rio Ave Futebol Clube, associando-se à comemoração do 75º aniversário do clube, o Curtas Vila do Conde convidou o artista austríaco Josef Dabernig a fotografar o Estádio do Rio Ave para incluí-lo na sua exposição «SPORTS GROUNDS AND STADIUMS». No âmbito do programa "Fora de Jogo!", Josef Dabernig apresenta a sua visão sobre o tema através de um conjunto de fotografias de estádios de futebol, que coleciona pelo mundo fora há quase uma década. A exposição será apresentada em Portugal pela primeira vez, estando a abertura agendada para Sábado, dia 5 às 15h00, no Teatro Municipal.

Pelas 15h30, com a exibição do filme «Matraquilhos», terá lugar a sessão de abertura do Curtinhas, um mini-festival pensado e dirigido ao público infanto-juvenil, com sessões competitivas avaliadas por um Júri composto exclusivamente por crianças. «Matraquilhos» é um dos maiores sucessos de bilheteira da história do cinema da Argentina, tendo batido o recorde para melhor estreia de sempre de um filme argentino! A animação conta a história de Amadeu, um adolescente popular com muitas aventuras e amigos fora do normal, que joga matraquilhos como um campeão. Ele tem uma vida fantástica e duas grandes paixões: os matraquilhos e a Laurita. Até que um dia tudo muda...

Para além das sessões de filmes em competição, o Curtinhas oferece o Espaço Infantil Brincar ao Cinema, onde os pais podem deixar as crianças participar em tarefas educativas relacionadas com o cinema de animação, enquanto assistem a outras sessões do Festival.

A encerrar o programa de abertura do 22º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, destaque para o filme-concerto da banda peixe:avião, naquele que será o primeiro de uma série de concertos da secção Stereo, apoiada pela Fnac Portugal.

Nascidos no verão de 2007, os peixe : avião rapidamente conquistaram a atenção da imprensa nacional e a sua carreira tem sido pautada por um crescimento constante. Cabe à banda de Braga musicar um clássico do período do cinema mudo: o filme «Ménilmontant», a partir da meia-noite.

Este ano, o sempre apetecido palmarés do Curtas Vila do Conde será reforçado com três novos prémios, atribuindo mais de uma dezena galardões.

De 5 a 13 de Julho, Vila do Conde será, mais uma vez, a capital portuguesa do cinema!

1 de julho de 2014

Um Ano de Cinema Nimas 2014

Está a chegar aquela altura do ano em que os clássicos recentes podem ser (re)vistos em grande ecrã.