30 de dezembro de 2015

Galardoados com o Prémio Egas 2015

Egas 2015 Avanca
Ontem tiveram lugar os Egas 2015, cerimónia onde o Cine-Clube de Avanca homenageou os cineastas locais que mais se distinguiram em 2014. Segundo a organização este prémio procura recordar, assinalar e distinguir os que, envolvendo a região, foram capazes de ter um sinal “mais” na produção cinematográfica nacional e de assim constituir um espaço crítico a que os Prémios EGAS 2015 Cinema procuram dar visibilidade.

Nesta primeira edição foram distinguidos os catorze realizadores que em 2014 viram os seus filmes produzidos em Avanca na selecção oficial de mais de cinco festivais estrangeiros. O Auditório da Junta de Freguesia de Avanca, recebeu Artur Correia, Bernardo Cabral, Carlos Silva, Cláudio Sá, Helena Caspurro, João Costa, José Miguel Moreira, Luís Diogo, Luís Oliveira Santos, Marco Miranda, Maria Raquel Atalaia, Nuno Fragata, Patrícia Figueiredo e Pedro Carvalho de Almeida.

Os Prémios EGAS tomam como patrono o nome da maior figura de Avanca e Prémio Nobel, Prof. Doutor Egas Moniz, na senda do que foi, como empreendedor e criador.

Com o apoio do IPDJ, este evento conta igualmente com a participação e apoio de várias entidades e empresas locais.

28 de dezembro de 2015

Parabéns Cinema!

120 anos cinema
Faz hoje 120 anos e continua a surpreender-nos a cada dia.


25 de dezembro de 2015

Nâo seria Natal sem um pouco de "Home Alone"


A série "Dryvrs" de Jack Dishel é com o próprio a fazer de passageiro de uma série de condutores estranhos. O episódio piloto é com um tal Kevin, interpretado por Macaulay Culkin, que revela ter tido uma infância complicada em que os pais por duas vezes se esquecem dele no Natal... Sim, esse Kevin. O episódio chama-se "Just Me In The House By Myself".

23 de dezembro de 2015

E depois dos TCN?

Chegou o Natal, época de ficar no conforto diante da lareira a escrever uns posts e a pensar no que é realmente importante: quando acabarem os TCN, o que se seguirá?

TCN 2015 Blog Awards Cinema/TV

No final dos anos noventa, os sites começaram a receber concorrência de uma nova força. Tal como viria a acontecer por muitas outras vezes na era da internet, alguns indivíduos sem quaisquer conhecimentos técnicos estavam a fazer-se ouvir acima dos média tradicionais. Eram os bloggers e se no início eram vistos como uma curiosidade, depressa começaram a ser vistos como uma ameaça. Pessoas informadas e com opiniões credíveis faziam a informação escapar aos crivos da censura e chegar a todo o lado. Então quando em 2003 a Google comprou o Blogger e tornou essa ferramenta completamente gratuita e amplamente conhecida, o movimento ficou imparável. Toda a gente que não conseguia fazer um site, optou por fazer um blog.
Apenas por isso, e antes de movimentos como a Primavera Árabe e pessoas como Julian Assange e Edward Snowden se tornarem notícia, a Time decidiu que a Pessoa do Ano eramos nós, todos aqueles que escrevem e lêem fora dos meios tradicionais, dando uma voz plural e verdadeiramente democrata ao mundo.

O nascimento

Portugal não ficou para trás e não só em 1999 tinha alguns blogues, como em 2003 teve um boom próprio, motivado pela plataforma Sapo. Nesse período surgiram os primeiros grandes blogs portugueses, principalmente na área política, mas também com vertentes lúdicas e culturais. Os blogs de cinema eram poucos, mas bons, e em 2004 foi fundada uma Academia. A juventude da plataforma e dos seus intervenientes ditou um fim precoce para uma iniciativa que podia ter moldado o meio que hoje conhecemos, mas o que podiam fazer uns miúdos deslumbrados que se faziam ouvir pela primeira vez? Como podiam definir um rumo se eles próprios estavam perdidos?

A fase Take

Os anos passaram, esses jovens tornaram-se adultos e entretanto foram chegando outros jovens. Por volta de 2007 e 2008 houve uma segunda onda. O que resta da dúzia original hoje em dia não se distingue entre as centenas de pessoas que se dedicam de corpo e alma ao meio, cada vez com mais informação, com mais meios e em mais plataformas. A qualidade não se manteve e muita gente sem qualquer jeito para a escrita e sem conhecimentos de cinema/televisão também achou que tinha o direito de se pronunciar. E têem. Quando nós, os dinossauros, começamos também não éramos detentores do conhecimento absoluto e até hoje me envergonho de algumas coisas que escrevi. Compete ao leitor seleccionar o que quer ler e decidir se acredita no que está escrito em bytes por algum desconhecido de uma outra parte do país ou mundo.
Os melhores entre os bloggers cinéfilos nacionais foram convidados para um projecto pioneiro, a revista Take (2008), onde as suas palavras era difundidas a nível nacional, como um produto coeso. Formou-se uma linha que separava o blogger comum, do de elite.
As distribuidoras perceberam que tinham de apostar nessa plataforma e mesmo não o fazendo da forma expectável (uma identidade fictícia a dizer maravilhas dos próprios títulos) deram muito apoio a vários blogs.

Blogs vs. Revistas

Em 2010 começou a terceira fase da blogosfera, a da web 3.0 onde as ferramentas complementares começavam a ofuscar o blog. Quem entra neste meio já se assume conhecedor de todas as ferramentas e potencialidades, e raramente o faz por prazer. Já deseja a notoriedade e mede os seguidores em gráficos que lhe são entregues em tempo real. Já não faz uma festa quando recebe o primeiro comentário num post, contudo preocupa-se quando fica minutos sem reacções do público.
Esta fase teve muito significado pois começaram outras iniciativas de interacção entre bloggers. Talvez motivado pelo ressurgimento das revistas de cinema que, de forma passageira, tentaram rentabilizar no que parecia interesse súbito em torno do cinema. O Encontro de Blogs de Cinema que o Antestreia fez no Porto terá sido o primeiro marco onde os principais bloggers ganharam uma cara. Logo depois os Globos de Prata do Cinema Notebook transformaram-se nos Prémios TCN e uma cerimónia presencial reuniu blogs de todo o país. Estava dado o pontapé de saída para uma nova era onde as iniciativas conjuntas aconteciam todos os dias e os blogs tinham visibilidade e causavam ruído:

2010 Encontro de Blogs de Cinema (Nuno Reis)
2010 Criação do grupo facebook dos Bloggers Cinéfilos (Samuel Andrade)
2010 Prémios TCN (Carlos Reis)
2011 Petição para José e Pilar ser o nosso filme nos Óscares (Tiago Ramos)
2012 Criação do Círculo de Críticos Online Portugueses (Tiago Ramos)
2012 Levantamento da blogosfera contra a imprensa escrita (Luís Mendonça, Samuel Andrade)
2013 Cinema Bloggers Awards (André Marques)

O Futuro

Nos últimos anos não tem acontecido nada de novo e nota-se algum cansaço, com várias desistências e pausas de destaque. Muitos profetizavam o fim da blogosfera e a verdade é que ela não é a mesma, mas as notícias da sua morte foram exageradas. É cada vez maior e mais profissional em todas as variantes (e inevitavelmente começam a surgir demasiados intermediários a tentar obter rentabilidade do trabalho dos bloggers). Tenho frequentado alguns encontros de blogs generalistas e além de se notar uma dinâmica completamente diferente, não sabem que este nosso grande nicho existe. Com a cerimónia deste ano aberta a todos os blogs, algo deve mudar. Se nos acham uns geeks estranhos que passam o dia colados a ecrãs, é lá com eles, mas será interessante mostrar que já estávamos por aqui muito antes deles saberem o que era a internet, que temos um espírito de grupo que nenhuma outra especialidade da blogosfera consegue imitar, e que estamos aqui para durar e acompanhar estes tempos modernos, em 2016 como em 2003. Dos cinco mais antigos, três continuam em actividade, e ainda que o Antestreia seja menos atualizado do que antes pelos motivos que conhecem, ninguém pode dizer que o CineBlog ou o CinemaXunga tenham perdido a sua identidade, pertinência ou irreverência.

O Carlos não abandonou os TCN sem aviso. Alertou a comunidade com tempo para que surja uma alternativa. Não desistiu da blogosfera nem desistiu do Notebook, só preferiu focar-se em algo diferente. E pelos resultados que o Nalgas do Mandarim tem conseguido, quem o pode censurar?
Vem aí uma fase quatro. Enquanto as outras transições foram graduais, esta será um corte abrupto com data marcada. A 9 de Janeiro termina uma era e dia 10 começará outra. Resta-me/nos agradecer ao Carlos por ter conseguido o impossível e ter distinguido os melhores entre os melhores, sempre em busca de uma forma mais justa. Apesar de todos os atritos e zangas que pudesse haver entre indivíduos, se houve algo que sempre nos uniu foi a cerimónia dos TCN onde, pelo menos uma vez por ano, conhecemos leitores de sempre e reencontramos amigos de longa data.
A qualidade reinou na blogosfera ao longo destes seis anos. O que se seguirá será um mundo pós-apocalíptico sem lei nem rei, onde a lei do mais popular voltará a reinar. E quando a poeira pousar, uma nova era tecnológica terá começado e não saberemos o que estará a tentar ocupar o lugar dos blogs, mas cá estaremos, mais ou menos unidos, para adoptarmos, enfrentarmos ou nos moldarmos a essa novidade, consoante os gostos de cada um.

TCN Blog Awards Cinema/TV 2015

Nota: Muitos dos dados, das datas e dos eventos são fruto da minha opinião e memória. Se querem uma história da nossa blogosfera como deve ser, leiam no Cinema's Challenge o único estudo existente.

14 de dezembro de 2015

‘Mad Max: Fury Road’ é o filme do ano para a Online Film Critics Society

Mad max Fury Road, Carol, OFCS
Mad Max: Fury Road venceu o prémio de Melhor Filme da Online Film Critics Society (OFCS), neste que é o décimo nono ano da organização.

Protagonizado por Tom Hardy como a personagem do título, acompanhado pela nomeada da OFCS Charlize Theron, Mad Max: Fury Road é sobre um mundo pós-apocalíptico onde a falta de água despoleta conflitos intensos. O filme teve três outros prémios da OFCS, sendo eles Melhor Realizador, Melhor Edição e Melhor Fotografia. A única das cinco nomeações recebidas que não se tornou em prémio foi a de Charlize Theron para Melhor Actriz. Isso porque com três prémios (em seis nomeações), Carol, um drama sobre uma mulher que se apaixona por uma mulher mais velha nos anos 50, levou os troféus de Melhor Actriz (Cate Blanchett), Melhor Actriz Secundária (Rooney Mara) e Melhor Argumento Adaptado.

Outro dos vencedores da edição foi a longa animada da Pixar Inside Out, que venceu a categoria. Os visionários da informática foram os melhores actores pois Michael Fassbender venceu melhor actor principal pela sua personificação de Steve Jobs, e Oscar Isaac venceu como Actor Secundário por Ex Machina. O prémio de Argumento Original foi para Spotlight, sobre os abusos sexuais de menores na Igreja Católica.
The Look of Silence recebeu o prémio de Melhor Documentário e The Assassin, candidato de Taiwan ao Oscar de Língua Não-Inglesa, ganha favoritismo vencendo a categoria nos OFCS.

Como a organização é composta por pessoas de todo o mundo, o grupo também avalia filmes ainda não estreados nos Estados Unidos. Este ano achou por bem destacar Aferim!, Cemetery of Splendor, The Club, Dheepan, The Lobster, Mountains May Depart, Mia Madre, Rams, Right Now, Wrong Then, e The Sunset Song.
A OFCS nomeou o eventual vencedor do Oscar de Melhor Filme em oito dos últimos dez anos; atribuindo a mesma distinção a 12 Years a Slave (2013), The Hurt Locker (2009), No Country for Old Men (2007) e Argo (2012), sendo o primeiro grande grupo de críticos de premiar o filme de Ben Affleck.

“A nossa organização está excitada por reconhecer tantos filmes únicos e interessantes” foram as palavras do Comité da OFCS, John Hanlon, Wesley Lovell e Cole Smithey sobre este ecléctico lote de vencedores.

Fundada em 1997, a Online Film Critics Society é a mais antiga e proeminente associação de críticos online de cinema, e tem 254 membros vindos de 22 países.

Lista completa de vencedores:



Melhor Filme:
Mad Max: Fury Road

Melhor Longa de Animação:
Inside Out

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa:
The Assassin (Taiwan)

Melhor Documentário:
The Look of Silence

Melhor Realizador:
George Miller (Mad Max: Fury Road)

Melhor Actor:
Michael Fassbender (Steve Jobs)

Melhor Actriz:
Cate Blanchett (Carol)

Melhor Actor Secundário:
Oscar Isaac (Ex Machina)

Melhor Actriz Secundária:
Rooney Mara (Carol)

Melhor Argumento Original:
Spotlight (Josh Singer, Tom McCarthy)

Melhor Argumento Adaptado:
Carol (Phyllis Nagy)

Melhor Edição:
Mad Max: Fury Road (Margaret Sixel)

Melhor Fotografia:
Mad Max: Fury Road (John Seale)

Filmes não estreados nos EUA(ordem alfabética):
Aferim!
Cemetery of Splendor
The Club
Dheepan
The Lobster
Mountains May Depart
Mia Madre
Rams
Right Now, Wrong Then
The Sunset Song

9 de dezembro de 2015

Homenagem a Manoel de Oliveira no dia de aniversário

Nada melhor para homenagear Manoel de Oliveira que reflectir sobre o legado que é a sua obra. E ninguém melhor do que Fernanda Matos, a sua primeira estrela, da imensa galeria de actrizes consagradas que o realizador seleccionou, para nos dar o testemunho do mestre.

O Ateneu Comercial do Porto e a Replicantes - Associação Cultural uniram-se para, na data do aniversário de Manoel de Oliveira, manter viva a sua memória.


Sexta-feira dia 11 pelas 21:30 no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto, Fernanda Matos partilhará as suas recordações da filmagem de "Aniki Bobó". Que seria desta obra-prima de Manoel de Oliveira, que tão bem tem resistido ao tempo e às mudanças de gostos, se não fosse essa personagem feminina que enche o ecrã? Apesar de esta ser a sua única aparição, Fernanda Matos tornou-se uma estrela do cinema português. Ao longo de várias gerações, novos e mais velhos, não resistem a um sorriso transbordante que ilumina o ecrã.


Um especial destaque para a sonorização de "Douro faina fluvial", um excepcional trabalho técnico do Professor Dr. Carlos Miguel sobre esta outra obra-prima de Manuel de Oliveira, que nos comentará o processo de recriação sonora. A sessão contará ainda com análise críticas da obra, o filme de cinema de animação orientado pela Anilupa/Associação de Ludotecas do Porto, realizado por alunos da EB1 do Bom Pastor, "O Álbum da Senhora Fernanda" e a entrevista realizada por Nuno Grilo "Esse olhar que é só teu".

A homenagem é complementada com uma selecção de fotos de rodagem de "Aniki Bobó" capturadas por um dos maiores fotógrafos portuenses, António Mendes, com a parceria da galeria Quadras Soltas. Esta tertúlia tem entrada gratuita e marca uma renovada aposta do Ateneu Comercial do Porto na dinamização cultural da cidade.


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