7 de outubro de 2008

Abel Ferrara em Sitges

De génio e louco, ele tem um pouco

Ontem deu show logo depois de receber a máquina do tempo ao pretender trocar o prestigiado prémio de carreira por bebidas no bar. À segunda vez o barman aceitou mesmo.

Abel Ferrara, o genial e controverso de "Addiction" ou "The Funeral", mostrou que continua irreverente, divertido, alcoólico e espalhafatoso numa conferência de imprensa demasiado cheia, com jornalistas demasiados ansiosos por estarem na presença de uma vedeta, Ferrara igual a ele próprio respondeu pouco e falou muito. Mesmo com a infelicidade de um tradutor que a propósito do seu último filme "Chelsea on the Rocks" traduziu Janis Joplin para Charlie Chaplin. Isto mata qualquer conferência.
Mas o melhor estava para vir. Numa saída exuberante e apoteótica da sala, inspirado pelos vapores do álcool e diante de um séquito de jornalistas e fotógrafos, encontra um piano onde extravasa o seu virtuosismo que aqui reproduzimos em primeira mão, quinze minutos depois do acontecimento.



Quem diz que o álcool não faz milagres engana-se.

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