8 de março de 2011

Fantasporto 2011: Blogs vs. Imprensa


Aqui fica para a posteridade a lista de presenças no Encontro deste fim-de-semana.
De destacar que os realizadores nacionais também se juntaram à festa e ao jantar que se seguiu provando que as comunidades cinéfilas não se separam em cineastas, espectadores e críticos. Quem gosta de cinema faz parte de uma só comunidade.

Ana Alexandre (blog Split Screen)
António Rodrigues (filme "Dança do Desprazer")
Bruno Ramalho (blog Um Dia Fui Ao Cinema)
Carlos Martins (blog Um Dia Fui Ao Cinema)
Filipe Coutinho (blog Cinema Is My Life)
Flávio Gonçalves (blog Sétimo Continente)
Gabriel Martins (blog Alternative Prison)
Gonçalo Lamas (Cineglam)
Joana Lima (blog Bela Lugosi Is Dead)
João Alves (filme "Bats in the Belfry")
João Pinto (blog Portal Cinema)
Luis Alves (blog Grandes Planos e filme "A Cova")
Nuno Reis (blog Antestreia)
Pedro Afonso (blog Laxante Cultural)
Rui Batista (blog Bela Lugosi Is Dead)
Rui Madureira (blog Portal Cinema)
Tiago Ramos (blog Split Screen)

Aproveito para referir alguns blogs que falaram deste evento (quem quiser ser listado aqui é só dizer):
Cobertura Alternative Prison
Cobertura Cinema's Challenge
Cobertura Portal Cinema

Outros fizeram uma cobertura regular:
Cobertura AnteCinema
Cobertura Antestreia
Cobertura Bela Lugosi Is Dead
Cobertura C7nema
Cobertura Laxante Cultural
Cobertura Split Scrren

E o melhor comentário veio do Um Dia Fui Ao Cinema que tal como o Antestreia esteve permanentemente lá:
Mas uma coisa é certa. O Fantasporto está connosco há mais de 30 anos; e não será fácil acabarem com ele.
É que mais que um espectáculo de uma única cidade, o Fantasporto é imagem de marca de todo Portugal - e consequentemente, de todos nós.



É ao fazer estes resumos que percebo as críticas à imprensa no discurso de encerramento. Se pensarmos que as sessões tinham sempre uns dez dos mais respeitados bloggers nacionais (nem falo dos amadores) e que os posts sobre o festival foram constantes e honestos, tanto a dizer bem como mal, porque será que na imprensa dita profissional não se consegue um tratamento igual?
Um blogger abdica da vida pessoal (e muitos deles pagam entrada) para estar lá, um jornalista que seria pago para estar sentado a ver filmes e escrever sobre eles não era obrigado no mínimo a fazer o mesmo?

Ora de acordo com o director adjunto do jornal Público, o desinteresse pelo festival começou após a 25ª edição "por ter vindo a perder fulgor". Será sinónimo de "deixamos de ser o jornal oficial"? Será porque começaram a desaparecer apoios ao Fantasporto e simultaneamente a aparecerem festivais em Lisboa? O Público não é o pior pois ainda teve alguém a cobrir o festival, mas conto pelos dedos de uma mão os jornalistas que realmente lá estiveram a tempo inteiro a trabalhar, desde o "127 Horas" até ao Baile dos Vampiros. Pode ser irónico, mas, citando o discurso de encerramento, agradeço a quem fez o seu trabalho como deve ser os "jornalistas estrangeiros e os meios Web". Porque para quem olha de fora o Fantas ainda é o maior.

4 comentários:

Andreia Mandim disse...

Excelente texto, Nuno! Eu sinto precisamente o mesmo. Desejei tantas vezes poder estar lá todos os dias e por constrangimentos pessoais foi-me mesmo impossível. E esses profissionais, que são pagos para tal,nem mesmo assim se interessam em cobrir o evento.Enfim.Para o ano há mais, e acredito que o Fantas continuará a existir durante largos anos! :)

Nuno disse...

Vivemos numa era em que só se fala de tragédias. Acredito que os leitores preferirão saber coisas sobre um festival, mesmo que na outra ponta do país.

Acredito que um dia virá uma geração de jornalistas/editores competentes e responsáveis que lhes passarão informação, em vez de coscuvilhices. (Acredito em ti Andreia)

Acredito num futuro melhor para o Fantas, para o Cinema e para a Humanidade. Por essa ordem.


(vou no meu quarto filme do dia, estou muito inspirado:) )

Andreia Mandim disse...

Obrigada por acreditares em mim como futura profissional do desemprego :p...Opa, mas fazes bem em acreditar e todos nós o devíamos fazer...porque foi assim que também nasceu o Fantas, de alguém que acreditou que seria possível e que continua a acreditar. como te disse, tenho pena de não ter podido fazer mais..ando tão atolada de trabalho que as minhas duas críticas, do que consegui ver, só sairão para a semana :/

Joana Neto Lima disse...

Como subscrevo tudo o que dizes!
Mas para o ano há mais e novamente estaremos todos lá, e de certeza que teremos mais um Fantas espectacular!

Cheers