15 de outubro de 2011

Sitges 2011 - o real ganha ao fantástico

Como acontece todos os anos o palmarés do festival de Sitges é um espelho da variedade da produção e de géneros, capaz de satisfazer os seus diferentes públicos, mas também de provocar algumas reacções alérgicas de desagrado.
"Red State" de Kevin Smith acabou por ser o grande vencedor, acumulando o prémio de melhor filme com o de melhor actor e provando mais uma vez que o mais fantástico e o mais aterrorizador de tudo é a realidade. O fanatismo religioso na América profunda é o terror em estado puro. O merecido destaque que foi dado a Michael Parks confirma que um personagem carismático necessita de um grande actor para encarnar o papel.

Uma agradável surpresa foi o prémio especial do júri atribuído à curta-metragem "Colourbleed" de Peter Szewczyk que chegou a Sitges por recomendação especial do Antestreia e que tem um pézinho português.
No palmarés destaque ainda para o politicamente incorrecto em "The Woman" e "Attack the Block", que se viram recompensados com prémios.
Num festival da Catalunha, a super-produção local de ficção-científica "Eva" recebeu o prémio dos efeitos especiais, o que até se compreende.
Um dos vencedores mais surpreendentes foi o inconvencional "Detention" de que falaremos brevemente.

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